A Esposa Rebelde 165

Capítulo 20 — A Fuga e o Chamado do Destino

por Camila Costa

Capítulo 20 — A Fuga e o Chamado do Destino

A ousadia de Leonardo e Clara chocou o ambiente da mansão. A notícia de seu confronto com Armando se espalhou como fogo, criando um clima de tensão e apreensão. Dona Aurora, ao saber da verdade sobre o envolvimento de seu marido na ruína da família de Clara, ficou devastada. A culpa a corroía, mas agora, junto com a raiva por Armando, sentia uma estranha esperança pela atitude de seu filho.

Armando, furioso com a traição de Leonardo e a exposição que ele representava, convocou seus homens de confiança. A necessidade de silenciar Leonardo e Clara se tornara urgente. Ele não podia permitir que a verdade viesse à tona, pois isso significaria a ruína de seu império construído sobre mentiras e fraudes.

Leonardo e Clara sabiam que estavam em perigo iminente. A mansão, que antes parecia um refúgio seguro, agora se tornara um alvo. Eles precisavam fugir, buscar refúgio e planejar os próximos passos para desmascarar Armando publicamente.

"Precisamos sair daqui, Leonardo", Clara disse, a voz firme, mas com uma pitada de apreensão. "Ele não vai desistir. Ele vai tentar nos impedir."

"Eu sei", Leonardo respondeu, o olhar determinado. "Eu já pedi para um amigo meu preparar um carro e uma rota de fuga. Precisamos ir agora, antes que ele reaja completamente."

Eles fizeram as malas às pressas, levando apenas o essencial. A carta do pai de Clara, a prova irrefutável contra Armando, era o item mais importante. Dona Aurora, com o coração partido, mas decidida a apoiar a verdade, lhes deu um envelope com dinheiro e algumas joias que poderiam ajudá-los em sua jornada.

"Vão com cuidado, meus filhos", ela disse, os olhos marejados. "Que a justiça prevaleça."

Leonardo abraçou a mãe, prometendo que voltariam para buscá-la assim que tudo estivesse resolvido. Clara também a abraçou, agradecendo por sua coragem e apoio. Em seguida, os dois saíram pela porta dos fundos da mansão, sob o manto da escuridão, em direção a um futuro incerto.

O carro de fuga estava à espera em uma estrada secundária, um modelo discreto e potente. Um amigo de confiança de Leonardo, um homem leal chamado Miguel, os aguardava.

"Tudo está pronto", Miguel disse, abrindo a porta do carro. "A rota está traçada. Sigo para a fronteira. Vocês estarão seguros."

Leonardo e Clara entraram no carro, um misto de alívio e ansiedade tomando conta deles. Enquanto o carro se afastava em alta velocidade, deixando para trás a serra de Petrópolis e todos os seus segredos, Clara olhou para trás, para a mansão que fora palco de tantas turbulências. Ela sentia um aperto no peito, mas também uma sensação de libertação.

A viagem foi longa e tensa. Eles pararam em cidades pequenas, trocaram de carro algumas vezes, seguindo as instruções de Miguel. A cada quilômetro percorrido, Clara sentia o peso do passado diminuindo, e a esperança de um futuro diferente crescendo. O beijo na chuva, as palavras trocadas no escritório, a fuga conjunta – tudo havia fortalecido o laço entre ela e Leonardo. Ela via nele não mais o homem que a aprisionou, mas um homem que buscava a redenção, um homem que estava disposto a lutar pela verdade, ao seu lado.

Leonardo, por sua vez, sentia-se mais leve do que nunca. A decisão de confrontar seu pai, de romper com o legado de crueldade, foi a mais difícil e a mais libertadora de sua vida. Ele sabia que o caminho seria árduo, que Armando não desistiria facilmente, mas ele tinha Clara ao seu lado, e isso era tudo o que importava.

Eles chegaram a uma pequena cidade litorânea no nordeste, um lugar simples e acolhedor, onde Leonardo tinha um contato que poderia ajudá-los a se manterem escondidos e a planejar seus próximos passos. A brisa do mar, o cheiro de sal e a vastidão do oceano trouxeram uma sensação de paz que há muito não sentiam.

"Estamos seguros aqui por enquanto", Leonardo disse, olhando para o horizonte azul. "Agora precisamos pensar em como vamos expor meu pai para o mundo."

Clara concordou, sentindo a força da união entre eles. "Temos as provas. Precisamos encontrar a pessoa certa para nos ajudar a divulgar tudo isso. Alguém confiável, alguém que não tenha medo de Armando."

Enquanto planejavam, uma carta chegou pelo correio, endereçada a Leonardo. Era de Dona Aurora. Com as mãos trêmulas, ele a abriu. A carta era curta, mas cheia de emoção. Dona Aurora escrevia que Armando havia descoberto a fuga e estava furioso, mas que ela havia conseguido usar isso a seu favor, criando uma distração que lhes daria mais tempo. Ela também revelava que, em sua busca por aliados, havia encontrado um antigo sócio de seu falecido pai, um jornalista investigativo renomado, que estava disposto a ajudar.

"É o nosso contato", Leonardo disse, um sorriso surgindo em seu rosto. "Nossa chance de contar a verdade. O destino está nos chamando, Clara."

Clara olhou para Leonardo, a esperança brilhando em seus olhos. A jornada havia sido longa e perigosa, mas agora, pela primeira vez, eles sentiam que estavam no caminho certo. A luta contra Armando Valença estava apenas começando, mas com a verdade como arma e o amor como escudo, Clara e Leonardo estavam prontos para enfrentar o que viesse pela frente, juntos. O chamado do destino ecoava nas ondas do mar, anunciando que a revolução estava prestes a começar.

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