Cap. 11 / 21

Rendida a ele 167

Com certeza! Prepare-se para mergulhar de cabeça nas profundezas de "Rendida a Ele 167", com os capítulos 11 a 15. Sinta a paixão, o drama e a intensidade que só uma novela brasileira pode oferecer.

por Valentina Oliveira

Com certeza! Prepare-se para mergulhar de cabeça nas profundezas de "Rendida a Ele 167", com os capítulos 11 a 15. Sinta a paixão, o drama e a intensidade que só uma novela brasileira pode oferecer.

Rendida a ele 167 Autor: Valentina Oliveira

Capítulo 11 — O Abraço da Tempestade e a Promessa Silenciosa

A chuva caía com a fúria de um coração partido, cada gota batendo nas vidraças como um lamento surdo. Dentro da galeria, o ar rarefeito parecia ainda mais denso, carregado com a fragrância de tinta a óleo e a tensão palpável entre Helena e Gabriel. As palavras de Gabriel ainda ecoavam no silêncio, a revelação sobre a doença de sua mãe como um golpe inesperado, desviando o curso de toda a certeza que ela ousara construir. O olhar dele, antes um farol de desejo ardente, agora carregava a marca da vulnerabilidade, um apelo mudo que a atingia em cheio.

Helena sentiu um nó se formar em sua garganta. A imagem da mãe dele, aquela senhora elegante e distante que vira poucas vezes, mas que sempre emanara uma força silenciosa, lutando contra algo invisível, partiu seu coração. E o pior era saber que ele carregava esse fardo sozinho, escondido sob a armadura de um homem inabalável.

"Gabriel...", ela sussurrou, a voz embargada, como se temesse quebrar o frágil equilíbrio do momento.

Ele se aproximou, os passos lentos, hesitando como se temesse a própria sombra. Seus olhos percorreram o rosto dela, buscando algo que pudesse aplacar a dor que sentia, mas encontrando apenas a mesma angústia refletida. O vento uivava lá fora, sacudindo as árvores do jardim com uma violência que parecia espelhar a turbulência em seus corações.

"Eu... eu não queria que você soubesse assim, Helena", ele disse, a voz rouca, um fio de sofrimento escapando. "É algo que me consome há anos. A incerteza, a fragilidade dela... e a minha impotência."

Helena deu um passo à frente, a razão gritando para que se afastasse, para que mantivesse a distância segura que tentara impor. Mas o coração, traiçoeiro e insistente, a impelia para perto dele. Ela estendeu a mão, os dedos trêmulos, e tocou seu rosto. A pele dele estava fria, úmida pela chuva que ele trouxera consigo.

"Por que não me contou antes?", ela perguntou, a voz mais firme agora, mas ainda tingida de mágoa. "Por que eu, Gabriel? Por que me deixar entrar tanto assim se o seu mundo já estava em chamas?"

Um sorriso amargo cruzou os lábios dele. "Porque você se tornou o meu refúgio, Helena. No meio dessa escuridão toda, você é a luz que eu não sabia que precisava. E talvez... talvez eu tenha tido medo de que, se você soubesse a verdade, se visse a minha fraqueza, você fugiria."

As palavras dele cravaram-se nela. Medo de fugir. Era exatamente o que ela estava fazendo, fugindo do sentimento que crescia, fugindo da complexidade que ele representava. Mas agora, diante dele, vulnerável e exposto, a fuga parecia um ato de covardia imperdoável.

"Eu não vou fugir, Gabriel", ela disse, a voz um sussurro firme, enquanto seus olhos buscavam os dele. "Eu não vou fugir de você. Nem da sua dor."

Naquele instante, o mundo exterior pareceu desaparecer. A tempestade lá fora se tornou um pano de fundo, um espetáculo de fúria que não conseguia abalar a quietude que se instalou entre eles. Gabriel fechou os olhos, a mão dela acariciando sua face, e sentiu o peso de anos de solidão começar a se dissipar. Era um alívio tão profundo que o deixou tonto.

Ele a puxou para si, um movimento repentino, mas gentil. O abraço deles foi um refúgio, um porto seguro em meio à tempestade. Helena sentiu o corpo dele tremer contra o seu, a rigidez que ele sempre ostentava cedendo, substituída por uma entrega silenciosa. Ela enterrou o rosto em seu peito, sentindo o cheiro dele – uma mistura de chuva, couro e uma fragrância masculina que a embriagava.

"Eu sinto muito, Helena", ele murmurou contra o cabelo dela, a voz abafada. "Por tudo. Por não ter sido honesto. Por ter te assustado."

Ela apertou os braços ao redor dele. "Shhh. Não diga mais nada. Entendo."

Mas ela não entendia completamente. Entendia a dor, a doença, a impotência. Mas o turbilhão de sentimentos que a acometia, a compaixão misturada a um desejo avassalador, a deixavam perplexa. Ela nunca se imaginara envolvida com um homem como Gabriel, um homem tão cheio de mistérios e feridas. Mas ali, naquele abraço, todas as barreiras que ela tentara erguer desmoronavam.

Ele a afastou um pouco, apenas o suficiente para poder olhar em seus olhos novamente. A tempestade ainda rugia, mas a luz nos olhos dele parecia ter mudado. Havia uma esperança incipiente, uma faísca de algo novo.

"Você é a única que me viu assim", ele disse, a voz embargada pela emoção. "A única que não recuou."

Helena sentiu um calor subir por suas veias. Era um sentimento perigoso, avassalador, mas inegável. Era a atração, a conexão, a... rendição.

"E você não vai se livrar de mim tão fácil, Gabriel", ela respondeu, um sorriso tímido brincando em seus lábios. Era uma provocação, um convite, uma promessa silenciosa de que ela estaria ali, não importava o quão sombrio o caminho se tornasse.

Ele sorriu de volta, um sorriso genuíno que iluminou seu rosto. Era a primeira vez que ela via aquela luz tão pura nele. E naquele momento, entre o eco da tempestade e o sussurro de um amor improvável, Helena soube que algo profundo havia mudado. A arte, a fuga, as cicatrizes... tudo se misturara em um emaranhado de emoções que a prendiam a ele de uma forma que ela jamais imaginara ser possível. A promessa silenciosa de que ela não fugiria pairava no ar, tão forte quanto o cheiro da chuva molhando a terra. O refúgio na arte já não era suficiente; o refúgio agora era ele, e ela, de alguma forma, já estava rendida.

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