Cap. 21 / 21

Rendida a ele 167

Com certeza! Aqui estão os capítulos 21 a 25 de "Rendida a Ele 167", escritos no estilo apaixonado e dramático de uma novela brasileira, com a autenticidade e profundidade emocional que você pediu.

por Valentina Oliveira

Com certeza! Aqui estão os capítulos 21 a 25 de "Rendida a Ele 167", escritos no estilo apaixonado e dramático de uma novela brasileira, com a autenticidade e profundidade emocional que você pediu.

Capítulo 21 — O Voo da Borboleta Ferida

O sol da manhã, teimoso e dourado, espreguiçava-se pelas frestas das cortinas grossas do quarto, pintando listras de luz sobre o chão de madeira fria. Helena permaneceu imóvel, aninhada nos lençóis que guardavam o perfume sutil de Gael. Cada fibra do seu ser gritava por ele, um eco doloroso da noite que se fora, uma mistura de êxtase e desespero. O toque dele, a urgência nos seus beijos, as palavras sussurradas que incendiaram sua alma… tudo parecia um sonho cruel agora, um vislumbre de paraíso antes de ser arremessada de volta ao inferno da realidade.

Ela fechou os olhos com mais força, tentando apagar as imagens, mas elas se teimavam em dançar atrás de suas pálpebras. Gael. Aquele homem que ela jurara odiar, que a atormentara com sua arrogância e segredos, agora era o único que habitava seus pensamentos. O toque das suas mãos em sua pele, que antes a repeliam, agora pareciam gravados a fogo. A sensação de ser desejada por ele com tanta intensidade era avassaladora, uma maré que a engolia e a deixava sem ar.

Lá fora, o burburinho da cidade começava a ganhar força. Sirenes distantes, o ronco dos primeiros carros, vozes apressadas. Mas naquele quarto, o tempo parecia suspenso, um momento eterno de agonia e saudade. Helena virou-se devagar, o corpo protestando contra o movimento. O lado de Gael na cama estava frio, imaculado. Ele se fora. Claro que se fora. O que ela esperava? Que ele ficasse ali, desculpas em punho, confessando um amor que ela ainda não sabia se era real ou apenas uma miragem criada pela paixão?

Um soluço escapou de seus lábios, baixo e trêmulo. Era a borboleta, a pobre borboleta que um dia fora forte e vibrante, agora com as asas rasgadas e pousada em um solo árido. Ela se sentia frágil, exposta, vulnerável como nunca. A fortaleza que construíra em torno de seu coração em pedaços desmoronara em questão de horas, ou talvez minutos, sob o assédio gentil e avassalador de Gael.

Ela se levantou, a pele arrepiada apesar do calor que começava a preencher o ambiente. Caminhou até a janela, afastando as cortinas com dedos trêmulos. A vista da cidade, antes tão familiar e acolhedora, parecia agora distante e hostil. As pessoas apressadas, cada uma em sua própria jornada, alheias à tempestade que se abatera sobre ela.

“O que eu fiz?”, sussurrou para o vidro frio. A pergunta pairou no ar, sem resposta. Ela se rendera. Rendida à carne, à paixão, à atração inegável que existia entre eles. Mas rendida a quê, exatamente? A Gael, o homem que a havia ferido tantas vezes? Ou a uma versão dele que ela vislumbrara na escuridão, um homem capaz de ternura e desejo profundo?

A sua mente corria em círculos frenéticos, revivendo cada toque, cada olhar, cada palavra. A maneira como ele a segurou, como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo. A confissão velada em seus olhos quando ele disse que ela era a única que o fazia sentir… sentir o quê? Paz? Fogo? Uma sanidade que ele nunca soube que existia?

Uma lágrima quente rolou por sua bochecha, seguida por outra, e mais outra. A barragem que ela tentara segurar cedeu, e Helena desabou em soluços, o corpo sacudido por uma dor profunda. A mágoa da traição, a incerteza do futuro, a confusão de sentimentos que a dominavam eram esmagadores. Ela se sentia perdida em um labirinto sem saída, com Gael como o guardião sombrio de cada caminho.

Ouviu um leve barulho na porta. Seu coração deu um salto, um misto de esperança e medo. Seria ele? Teria ele voltado para dizer algo? Mas a porta se abriu suavemente, e sua tia, Dona Aurora, apareceu com um sorriso gentil nos lábios e uma bandeja nas mãos.

“Bom dia, minha querida”, disse Dona Aurora, a voz suave como um bálsamo. Seus olhos experientes, no entanto, captaram a fragilidade que emanava de Helena. “Trouxe um café da manhã para você. Achei que talvez você quisesse ficar um pouco mais por aqui hoje.”

Helena tentou sorrir, mas o gesto falhou. “Obrigada, tia.”

Dona Aurora colocou a bandeja em uma mesinha lateral e se aproximou, pousando uma mão reconfortante em seu ombro. “Você parece… perturbada, minha flor. Algo aconteceu?”

Helena desviou o olhar, incapaz de encarar a sinceridade nos olhos da tia. Como explicar a ela a noite que acabara de viver? Como confessar que o homem que ela desprezava era agora o centro de sua existência?

“Nada, tia. Só… uma noite mal dormida.” A mentira saiu com um gosto amargo.

Dona Aurora a observou por um longo momento, uma sombra de preocupação em seu olhar. Ela sabia que Helena escondia algo, mas também sabia que pressionar não adiantaria. “Bem, coma algo. Você precisa recuperar suas forças. Há muito a se resolver, não acha?”

As palavras de Dona Aurora ressoaram na mente de Helena. Muito a se resolver. Sim, havia. A sua vida, que ela pensava ter sob controle, agora estava em frangalhos. E a culpa, ou a gratidão, era de Gael. Ela precisava entender o que havia acontecido, o que ele queria, e, mais importante, o que ela queria.

Enquanto Dona Aurora se retirava, deixando-a a sós com seus pensamentos e o café fumegante, Helena sentiu um vislumbre de determinação. A borboleta estava ferida, sim, mas não estava morta. Ela precisava encontrar forças para voar novamente, mesmo que o voo fosse incerto e perigoso. E para isso, ela precisava encarar Gael. Precisava de respostas. Precisava confrontar a tempestade que ele havia despertado em seu coração.

Ela tomou um gole de café, o calor percorrendo seu corpo. A cidade lá fora continuava seu ritmo acelerado, alheia às suas batalhas internas. Mas Helena sabia que sua vida havia mudado para sempre. A noite com Gael não fora apenas um erro, ou um momento de fraqueza. Fora um divisor de águas. E agora, ela teria que aprender a navegar nas águas turbulentas desse novo destino.

Compartilhar este capítulo:

เว็บไซต์นี้ใช้คุกกี้

เราใช้คุกกี้เพื่อปรับปรุงประสบการณ์การอ่านนิยายของคุณ วิเคราะห์การเข้าชม และแสดงโฆษณาที่เกี่ยวข้อง รายได้จากโฆษณาช่วยให้เราให้บริการอ่านนิยายฟรีต่อไปได้ อ่านรายละเอียดเพิ่มเติมที่ นโยบายความเป็นส่วนตัว

ตะกร้า eBook

ตะกร้าว่างเปล่า

เพิ่ม eBook ลงตะกร้าเพื่อรับส่วนลดพิเศษ

ส่วนลด Bundle

ซื้อ 3-4 เล่มลด 10%
ซื้อ 5-9 เล่มลด 15%
ซื้อ 10+ เล่มลด 20%