Amores que Doem 170

Capítulo 11

por Isabela Santos

Com certeza! Prepare-se para mais reviravoltas, paixões arrebatadoras e dilemas que farão seu coração bater mais forte. Isabela Santos, com a força de sua pena, nos entrega mais cinco capítulos eletrizantes de "Amores que Doem 170".

Capítulo 11 — O Sussurro da Tentação na Chuva*

A noite desabou sobre a cidade com a fúria de uma tempestade tropical. O céu, antes de um azul profundo salpicado de estrelas tímidas, transformou-se num manto escuro e ameaçador. As primeiras gotas, grossas e pesadas, começaram a cair, pontuando o silêncio tenso que pairava entre Helena e Rafael. Eles estavam na varanda da casa de campo, um refúgio que antes prometia paz e agora parecia ser o palco de um furacão interior.

Helena sentia o corpo arrepiar-se, não apenas pelo frio que a umidade trazia, mas pela proximidade de Rafael. A conversa sobre o passado, sobre as mágoas que ainda ecoavam, havia aberto feridas, mas, paradoxalmente, parecia ter aproximado as almas. Seus olhos, outrora cheios de uma dor velada, agora brilhavam com uma intensidade que a desarmava.

"Eu não sei se devíamos ter vindo aqui, Rafael", Helena murmurou, a voz embargada pela emoção. O som da chuva batendo nas telhas criava uma melodia melancólica, quase um prenúncio de algo que estava por vir.

Rafael deu um passo à frente, o espaço entre eles diminuindo a cada respiração. "E onde mais poderíamos ir, Helena? Onde mais poderíamos nos olhar assim, sem o peso do mundo sobre os ombros?" Seus olhos percorriam o rosto dela, detendo-se nos lábios levemente entreabertos, na pequena ruga de preocupação que se formava na testa.

Ele estendeu a mão, hesitando por um instante antes de tocar o rosto dela. A pele de Helena estava fria, mas um rubor sutil contrastava com a palidez. "Você está com frio", ele disse, a voz rouca. E então, num gesto impulsionado por um desejo antigo e reprimido, ele a puxou para perto.

O abraço foi um choque elétrico. Helena sentiu o corpo forte de Rafael envolvê-la, o calor que emanava dele, o cheiro amadeirado que a embriagava. Por um instante, o mundo exterior deixou de existir. O barulho da chuva, o vento uivante, tudo se silenciou diante daquele toque. Ela fechou os olhos, permitindo-se sentir a força daquele momento.

"Não vá, Helena", Rafael sussurrou em seu ouvido, a voz carregada de uma súplica silenciosa. "Não vá embora de novo."

As palavras a atingiram como um raio. Era exatamente isso que ela temia e, ao mesmo tempo, desejava. Desejava ficar, desejava se entregar àquele sentimento que a consumia desde o primeiro olhar trocado naquele jardim secreto. Mas o medo… o medo de se machucar novamente, de machucar quem ela mais amava, a prendia como grilhões invisíveis.

"Rafael, é complicado", ela respondeu, a voz abafada contra o peito dele. O coração dela batia descompassado, um tambor frenético que ecoava a batalha interna que travava. "As coisas… elas não são tão simples quanto um toque, quanto um abraço."

Ele a afastou um pouco, apenas o suficiente para poder olhar em seus olhos. A chuva agora caía mais forte, emaranhando os fios soltos de seus cabelos, deslizando por seus rostos como lágrimas. "Eu sei que não são", ele disse, a voz firme, mas com uma ternura que a desarmava. "Mas eu não posso mais fingir que o que sinto por você não existe. Eu não posso mais viver com esse vazio."

Ele acariciou o rosto dela novamente, os dedos deslizando pela linha do maxilar, parando no queixo. "Você me perdoa, Helena? Por tudo. Por ter sido um covarde. Por ter te deixado ir."

As palavras de Rafael vieram com uma sinceridade tão crua que perfuraram as últimas barreiras de resistência de Helena. Lágrimas começaram a rolar por seu rosto, misturando-se às gotas de chuva. Ela assentiu, incapaz de falar.

Ele a beijou. Um beijo terno no início, uma busca por perdão e aceitação. Mas a cada segundo, a paixão se intensificava, a saudade acumulada por anos transbordava. Era um beijo que falava de desejos reprimidos, de medos superados, de um amor que se recusava a morrer. As bocas se encontraram com urgência, as línguas se entrelaçaram em uma dança febril. As mãos de Rafael desceram pelas costas de Helena, puxando-a ainda mais para si, enquanto as dela se enroscavam em seu cabelo, aprofundando o beijo.

A chuva lá fora parecia celebrar aquele reencontro, lavando as mágoas e abrindo espaço para a esperança. Naquele abraço, naquela troca de beijos apaixonados, Helena sentiu que estava, finalmente, voltando para casa. Mas a escuridão da noite e a intensidade daquele momento não conseguiam apagar completamente a sombra do passado. A tentação do presente era forte, mas as feridas ainda precisavam de tempo para cicatrizar. A tempestade lá fora era um espelho do turbilhão que se formava dentro de seus corações.

Enquanto se entregava àquele beijo, um pensamento fugaz, um sussurro do subconsciente, a alertou: a chuva que caía também podia ser destrutiva. E eles, em sua vulnerabilidade, poderiam acabar se afogando nela.

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