Cativada pelos seus Olhos 171

Capítulo 1

por Camila Costa

Absolutamente! Prepare-se para mergulhar em um mundo de paixão, intriga e reviravoltas que só uma novela brasileira de verdade pode oferecer. Aqui está o começo de "Cativada pelos seus Olhos 171", com o calor e a emoção que você pediu.

Cativada pelos seus Olhos 171 Romance Romântico Autor: Camila Costa

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Capítulo 1 — O Encontro Sob a Chuva de São Paulo

A chuva fina e persistente caía sobre São Paulo como um véu melancólico, mas em Clara, o que reinava era um furacão silencioso. Aos vinte e oito anos, ela se sentia em um eterno limbo: nem totalmente realizada, nem completamente perdida. Era a arquiteta promissora, a filha dedicada, a amiga leal, mas no fundo de sua alma, um vazio teimoso ecoava. A tarde de sexta-feira, que deveria ser o prelúdio de um fim de semana tranquilo, se transformara em um campo minado de pensamentos sombrios. O projeto no escritório estava em um impasse criativo, um relacionamento que definhava em silêncio e a saudade de um tempo que parecia ter se esvaído como fumaça.

Ela dirigia seu modesto Fiat Palio pela Avenida Paulista, o coração apertado. Os arranha-céus imponentes, espelhos de vidro que refletiam o céu cinzento, pareciam zombar de sua própria falta de clareza. O trânsito, como sempre, era um inferno particular, os carros buzinando em desespero abafado pela água que batia nos vidros. Clara suspirou, passando uma mão pelo cabelo curto e castanho, que já começava a ceder à umidade.

“Deus, me dá um sinal”, murmurou para o volante, as palavras perdidas no barulho da chuva e do tráfego. Um sinal de que tudo aquilo, essa monotonia disfarçada de vida, um dia mudaria. Um sinal de que a felicidade não era apenas um conceito abstrato, mas algo palpável, algo que ela pudesse sentir em sua pele, em seu peito.

De repente, um clarão ofuscante rasgou o céu. Não era um raio, mas algo mais… artificial. Um feixe de luz potente, que parecia dançar por um instante acima dos prédios, antes de desaparecer tão rápido quanto surgiu. Clara piscou, achando que a fadiga e o estresse estavam pregando peças em sua visão. Mas então, no retrovisor, ela viu. Uma pequena aglomeração de pessoas, algumas com guarda-chuvas, outras encharcadas, apontando para o céu. Algo realmente havia acontecido.

Impulsionada por uma curiosidade que há muito não sentia, ela decidiu desviar. Sabia que era um risco, que atrasaria ainda mais sua chegada em casa, mas algo em seu interior a impeliu. Talvez fosse o sinal que ela pedira.

Dobrou em uma rua lateral, mais estreita e menos movimentada, e parou o carro próximo a uma pequena praça, quase deserta sob a chuva. Desceu, ajeitando o sobretudo, e se aproximou do grupo que ainda observava o local de onde a luz emanara. Havia um misto de espanto e admiração nos rostos.

“O que foi aquilo?”, perguntou a uma senhora de cabelos grisalhos e um guarda-chuva de cores vibrantes.

A senhora sorriu, os olhos brilhando. “Não sei, minha filha. Parecia coisa de outro mundo. Um drone, talvez? Mas que luz… Nunca vi nada igual.”

Clara olhou para o céu, agora apenas um borrão cinza. Sentia uma estranha excitação percorrer seu corpo. Algo fora do comum em um dia que prometia ser mais um em sua vida previsível.

Enquanto se afastava do grupo, seus olhos percorriam os arredores. Um beco escuro, com grafites coloridos cobrindo as paredes úmidas, chamou sua atenção. Havia algo ali, uma movimentação sutil que não se encaixava com a quietude da praça. Uma silhueta alta e esguia, escondida nas sombras.

Seu coração acelerou. A prudência gritava para que ela voltasse para o carro, para a segurança de seu mundo conhecido. Mas a curiosidade, essa força ancestral que move a humanidade, a empurrou para frente. Ela deu um passo em direção ao beco, a chuva caindo em seu rosto, o som do trovão distante como um prenúncio.

E então, ele emergiu das sombras.

Não era um homem comum. Era alto, com ombros largos e uma postura que exalava confiança, mesmo sob a água que escorria por seu rosto e molhava suas roupas escuras. O cabelo preto e rebelde grudava em sua testa, e uma barba rala emoldurava um maxilar forte. Mas o que prendeu Clara, o que a fez esquecer o frio, a chuva e toda a sua melancolia, foram os seus olhos.

Eram de um azul profundo, quase violeta, que pareciam conter a intensidade de uma tempestade. Olhos que, mesmo naquela penumbra, brilhavam com uma inteligência aguçada e uma sombra de dor antiga. Eram olhos que pareciam ver além da superfície, que pareciam despir a alma. Olhos que cativaram Clara em um instante, de forma avassaladora.

Ele parou, surpreso ao encontrá-la ali. Seus olhos percorreram Clara, avaliando-a com uma rapidez impressionante. Havia um quê de mistério, de perigo, em sua expressão.

“Você está bem?”, a voz dele era grave, rouca, com um leve sotaque que Clara não soube identificar, mas que soou como música para seus ouvidos.

Clara sentiu as bochechas corarem, não sabia se pela frieza ou pela intensidade do olhar dele. “S-sim. Eu… eu vi a luz. E… e você.”

Ele deu um meio sorriso, um movimento sutil dos lábios que não alcançou os olhos, mas que ainda assim era cativante. “Uma luz interessante, não é?”

“Muito”, Clara concordou, incapaz de desviar o olhar. Sentia uma vertigem, como se estivesse na beira de um precipício, prestes a cair em um abismo de sensações desconhecidas.

“Você não deveria estar andando sozinha por aí em becos escuros”, ele disse, a voz com um tom de advertência que, estranhamente, não soou rude.

“E você não deveria estar escondido nas sombras depois de algo tão… impressionante”, ela rebateu, sentindo uma coragem repentina.

Ele a estudou por um longo momento, um pequeno sorriso brincando em seus lábios agora. “Talvez você tenha razão.” Ele estendeu uma mão, não para um aperto, mas como um gesto de apresentação silencioso. “Meu nome é Rafael.”

Clara hesitou por um segundo, o coração martelando em seu peito. Havia algo de proibido naquele homem, algo que a atraía e a assustava ao mesmo tempo. Mas a atração era mais forte.

“Clara”, ela respondeu, a voz um pouco trêmula.

Rafael não soltou sua mão, e Clara percebeu que ele não a oferecera para ser apertada, mas para que ela pudesse sentir a textura de sua pele, a força sutil de seus dedos. Um toque breve, mas que enviou um arrepio por todo o seu corpo. Ele tinha uma pele levemente áspera, como se estivesse acostumado a trabalhos manuais, mas ao mesmo tempo, um calor que parecia emanar dele.

“Clara”, ele repetiu o nome dela, como se saboreasse o som. “Um nome bonito.”

A chuva parecia ter diminuído um pouco, mas a atmosfera entre eles era mais densa do que qualquer temporal. Clara sentiu um impulso irresistível de perguntar sobre a luz, sobre ele, sobre o que o trazia ali. Mas as palavras se perderam em sua garganta.

Rafael afastou a mão suavemente, o contato quebrado, mas a conexão que se formou parecia ter deixado marcas invisíveis. “Eu preciso ir.”

“Ir? Para onde?”, Clara perguntou, a frustração crescendo.

Ele deu um passo para trás, recuando para as sombras do beco. “Para um lugar onde eu possa secar. E você, Clara, deveria ir para casa. A noite cai rápido, e a chuva não parece que vai parar tão cedo.”

“Mas…”, Clara começou, mas ele já estava se misturando com a escuridão, sua silhueta alta se perdendo na penumbra.

Ela ficou ali, parada na chuva fina, com o eco da voz grave de Rafael e a imagem daqueles olhos azuis profundos gravados em sua mente. Sentiu um misto de decepção e uma estranha esperança. Aquele encontro, tão breve e inesperado, havia acendido algo dentro dela, uma faísca que ela pensava ter se extinguido há muito tempo.

Ela olhou para o beco vazio, para a chuva que continuava a cair sobre a cidade cinzenta. Aquele homem, Rafael, com seus olhos 171, era um mistério. Um mistério que ela, de alguma forma, sentia que precisava desvendar. A vida previsível de Clara havia acabado de ganhar um contorno inesperado. E ela não tinha certeza se estava pronta para ele.

Ao voltar para o carro, Clara sentiu o cheiro de terra molhada e do asfalto úmido. Mas em sua mente, o perfume persistente era outro, algo mais intenso, inebriante. Ela girou a chave na ignição, o motor ganhando vida. O rádio, antes uma fonte de notícias irritantes sobre o trânsito, agora parecia um ruído distante.

Ela dirigiu de volta para casa, a mente povoada por imagens daquele homem misterioso. Seus olhos azuis. Sua voz grave. A aura de perigo e fascínio que o envolvia. Clara sabia, com uma certeza arrebatadora, que aquele não era apenas mais um encontro casual. Era o início de algo. Algo que a tiraria de sua rotina, que a faria sentir, que a faria viver.

Ao estacionar o carro na garagem, ela desligou o motor e ficou ali por um momento, absorvendo a quietude. A chuva continuava lá fora, um ritmo constante contra o telhado. Mas dentro dela, um novo temporal havia começado. Um temporal de emoções que ela não sabia como controlar, mas que estava ansiosa para experimentar. Os olhos 171 de Rafael haviam cativado sua alma, e Clara sabia que sua vida jamais seria a mesma.

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