Cativada pelos seus Olhos 171

Capítulo 13 — O Encontro Secreto e as Promessas Sussurradas

por Camila Costa

Capítulo 13 — O Encontro Secreto e as Promessas Sussurradas

O café onde Sofia e Rafael se encontraram pela primeira vez era um refúgio, um oásis de tranquilidade em meio ao caos de suas vidas. As mesas de madeira escura, o aroma reconfortante de café fresco, as conversas baixas e o som suave de jazz criavam uma atmosfera íntima e acolhedora. Sofia chegou um pouco antes, sentando-se a uma mesa no canto, observando a rua através da janela de vidro, como se esperasse que o mundo exterior desaparecesse. O encontro era secreto, planejado por mensagem de texto, um ato de rebeldia contra as regras de sua mãe.

Ela estava vestida com um tailleur elegante, mas sentia-se desconfortável, como se estivesse usando uma fantasia. A revelação sobre a herança e os planos de sua mãe a deixara abalada. Sentia-se manipulada, usada, e a única pessoa em quem podia confiar era Rafael.

Quando ele entrou, o coração de Sofia disparou. Ele estava impecável em um terno escuro, o cabelo levemente despenteado, o olhar intenso e cativante. Ele a viu, sorriu e caminhou em sua direção. O sorriso dele era um raio de sol que dissipava as nuvens de preocupação.

"Sofia", ele disse, a voz rouca e profunda que a fazia tremer. Ele se sentou à sua frente, e o mundo pareceu se resumir àquele pequeno espaço.

"Rafael", ela respondeu, um sorriso genuíno finalmente surgindo em seus lábios. "Obrigada por vir."

"Nunca perderia", ele disse, seus olhos fixos nos dela. "Você está bem?"

Sofia suspirou, a fachada de força começando a ceder. "Não exatamente. Eu descobri tudo. A minha mãe... ela é mais cruel do que eu imaginava."

Rafael estendeu a mão sobre a mesa e cobriu a dela. O toque era quente e reconfortante. "Eu sei. Mas você é forte, Sofia. E você não está sozinha."

Sofia apertou a mão dele, buscando apoio. "Eu não sei o que fazer. Ela quer me casar com o senhor Carvalho. E parece que tudo isso é para encobrir os segredos do meu pai."

Rafael ouviu atentamente, o semblante sério. "Os segredos de seu pai... Eu suspeitava que havia algo mais. O senhor Almeida, ele era um homem bom. E preocupado."

"Preocupado comigo. Preocupado em me alertar sobre a armadilha em que eu estava caindo." Sofia sentiu uma pontada de gratidão pelo senhor Almeida, mesmo sem conhecê-lo bem. "O que você acha que eu devo fazer?"

Rafael apertou sua mão. "Você precisa ser esperta, Sofia. Sua mãe joga sujo. Você precisa jogar mais sujo ainda." Ele fez uma pausa, e seus olhos brilharam com uma intensidade que a deixou sem fôlego. "Você não pode se casar com o Carvalho. Você precisa de uma saída. E eu posso te dar uma."

Sofia o olhou, surpresa. "Que saída?"

"Uma saída que te livre das garras da sua mãe. Uma saída que te proteja. E que me mantenha perto de você." Ele sorriu, um sorriso que era ao mesmo tempo sedutor e misterioso. "Se você me der uma chance, Sofia. Uma chance de provar que meu amor por você é real."

O coração de Sofia deu um salto. Amor. Ele usara a palavra. Era o que ela mais desejava ouvir, o que mais temia acreditar.

"Rafael, eu... eu não sei se posso. Minha vida está de cabeça para baixo. E você... você é um mistério para mim."

"E você é um mistério para mim também, Sofia", ele disse, a voz baixa. "Mas um mistério que eu quero desvendar. Eu vi você naquele dia, no café, e algo em você me chamou a atenção. Uma força, uma fragilidade, uma beleza que me encantou. Desde então, não consigo parar de pensar em você."

Ele se inclinou mais perto, o olhar fixo no dela. "Eu sei que você não confia em ninguém. Mas confie em mim. Deixe-me te ajudar. Deixe-me te proteger."

Sofia sentiu uma onda de emoções conflitantes. Medo, desejo, esperança. Aquele homem era perigoso, ela sabia. Mas ele também era o único que parecia enxergá-la de verdade, além das aparências e dos planos.

"E o que você propõe?", ela perguntou, a voz quase um sussurro.

"Nós podemos desaparecer", Rafael disse. "Ir para um lugar onde sua mãe não possa te encontrar. Onde você possa ser livre. E onde possamos começar algo novo, juntos."

A ideia era audaciosa, louca, e incrivelmente tentadora. Fugir? Com Rafael? Parecia algo saído de um romance proibido.

"Fugir?", Sofia repetiu, incrédula.

"Sim. Para longe de toda essa podridão. Para longe dos planos de sua mãe. Para um lugar onde possamos ser apenas nós dois. E onde possamos construir um futuro, baseado na confiança e no amor." Ele segurou suas mãos com mais força. "Sofia, eu estou apaixonado por você. Desde o primeiro momento. E eu não posso suportar a ideia de vê-la presa nesse jogo de poder."

As palavras dele a atingiram como um raio. Paixão. Amor. A fragilidade que ela tentava esconder foi exposta naquele olhar intenso.

"Eu... eu não sei se consigo", ela murmurou, a incerteza transparecendo em sua voz.

"Eu sei que é assustador", Rafael disse, a voz suave. "Mas pense em tudo que você vai perder se ficar. Sua liberdade, sua felicidade, sua vida. E eu não posso deixar isso acontecer." Ele se aproximou ainda mais, seus lábios quase tocando os dela. "Me dê uma chance, Sofia. Me deixe te mostrar o que é o amor de verdade."

Sofia fechou os olhos, sentindo a respiração dele em seu rosto. Aquele beijo roubado na chuva, as palavras de Rafael, tudo isso a estava levando a um precipício. Mas ela sentia que, se desse um passo em falso, cairia.

"Eu não posso simplesmente fugir, Rafael. Tenho responsabilidades. A empresa do meu pai..."

"A empresa do seu pai, que está envolta em segredos e mentiras?", Rafael interrompeu. "Você vai carregar esse fardo sozinha? Ou vai me deixar te ajudar a desvendá-lo? Juntos, podemos encontrar as respostas. Juntos, podemos fazer justiça. E depois, podemos ir para onde quisermos."

A proposta era tentadora. A ideia de ter Rafael ao seu lado, lutando com ela, desvendando os mistérios do passado, era reconfortante.

"E se minha mãe descobrir?", ela perguntou.

"Nós seremos cuidadosos", Rafael prometeu. "Nós nos encontraremos em segredo. E quando chegar a hora certa, faremos o nosso movimento. Mas, por enquanto, você precisa me dar a sua confiança."

Sofia o olhou nos olhos, procurando alguma hesitação, alguma mentira. Mas só encontrou sinceridade e um desejo profundo. Ela sabia que estava entrando em um território perigoso, mas a atração por Rafael era irresistível.

"Tudo bem", ela sussurrou. "Eu confio em você, Rafael. Mas precisamos ter um plano. Um plano que nos proteja e que nos permita desvendar a verdade."

Rafael sorriu, um sorriso radiante que iluminou seu rosto. Ele inclinou-se e deu um beijo terno em sua testa. "O nosso plano é você. Você é a chave para tudo, Sofia. E eu estarei ao seu lado em cada passo do caminho."

Ele se afastou, mas a conexão entre eles permaneceu. O café já não parecia tão seguro, tão privado. O mundo lá fora, com seus perigos e intrigas, parecia ter invadido aquele refúgio.

"Precisamos ser discretos", Rafael disse. "Eu te avisarei sobre os próximos passos. Mas, por agora, volte para casa. E finja que nada aconteceu."

Sofia assentiu, o coração batendo descompassado. Ela sabia que estava embarcando em uma jornada perigosa, mas a promessa de liberdade e amor, sussurrada naquele café, era um farol de esperança em meio à escuridão.

"Eu te amo, Sofia", Rafael disse, antes de se levantar e sair, deixando-a sozinha com seus pensamentos e a promessa de um futuro incerto, mas repleto de paixão.

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