Cativada pelos seus Olhos 171

Capítulo 20 — O Resgate Imprudente e o Coração em Chamas

por Camila Costa

Capítulo 20 — O Resgate Imprudente e o Coração em Chamas

A notícia sobre o encontro de Helena com Isabela e Valério deixou Ricardo em pânico. A imagem de Helena, sozinha e vulnerável em meio aos predadores, o atormentou. Ele sabia que a armadilha estava montada, e que a intenção era usá-la para chegar até ele.

"Eu preciso fazer alguma coisa," ele disse, a voz embargada pela urgência. "Eu não posso deixar que eles a machuquem, Helena."

Santiago Vasconcelos, que estava presente na reunião, franziu a testa. "Calma, Ricardo. A sua imprudência pode arruinar tudo. Você precisa confiar em nós. Temos um plano."

"Um plano que pode levar horas para ser executado! E se eles decidirem fazer algo com ela agora? Isabela é perigosa. E Valério... ele é um dos mais cruéis da gangue."

Helena, apesar do medo, tentou manter a calma. "Ricardo, eu estou bem. Eu sei me cuidar. O importante é que agora sabemos que eles estão nos observando e que Isabela está envolvida. Precisamos usá-la a nosso favor."

"Como, Helena? Como vamos usar alguém que quer nos destruir?", Ricardo questionou, sua voz carregada de desespero.

Santiago Vasconcelos interveio, sua voz firme e controlada. "Ricardo, o seu papel é crucial. Você vai fingir que aceitou a oferta de Isabela. Vai se encontrar com ela, mas sob o nosso monitoramento constante. Precisamos saber onde ela pretende levar você, e quem mais estará envolvido. Essa pode ser a nossa chance de finalmente capturar Valério e outros membros de alto escalão."

Ricardo hesitou. A ideia de se expor novamente, de se colocar em risco, era agonizante. Mas a imagem de Helena, o perigo que ela corria por causa dele, era um combustível mais forte do que o medo.

"Eu farei isso," ele disse, a decisão tomada. "Mas com uma condição. Helena não pode se envolver nisso diretamente. Ela precisa ficar segura."

Helena olhou para ele, o coração apertado. Ela sabia que ele estava preocupado com ela, mas não podia simplesmente ficar parada. "Ricardo, eu não vou te deixar ir sozinho."

"Não discuta, Helena!", Ricardo disse, sua voz mais firme. "Essa é a única maneira. Você precisa ficar fora disso. Por favor."

Santiago Vasconcelos assentiu, reconhecendo a força da determinação de Ricardo. "Ela estará segura, Ricardo. Minha equipe a manterá sob vigilância discreta. Mas a sua segurança é a prioridade agora."

Ricardo concordou, relutantemente. Ele sabia que Helena era forte, mas o amor que sentia por ela o tornava excessivamente protetor.

O encontro com Isabela foi marcado para a noite seguinte, em um bar sofisticado, mas discreto, longe dos olhos curiosos da mídia. Ricardo chegou cedo, o coração batendo descompassado. Helena, com um nó na garganta, observava de um local seguro, mantendo contato por um dispositivo de comunicação discreto.

Isabela chegou pontualmente, vestida impecavelmente, exalando confiança e sedução. Ela sorriu para Ricardo, um sorriso que ele agora sabia ser falso e manipulador.

"Que bom que você veio, Ricardo," ela disse, sua voz suave e sedutora. "Eu sabia que você era um homem inteligente. Sabia que você não ia querer ficar sozinho nessa enrascada."

"Eu estou cansado, Isabela," Ricardo respondeu, tentando soar o mais convincente possível. "Cansado de viver com medo. Cansado de me sentir encurralado. Você disse que podia me ajudar."

Isabela pegou a mão dele, seus dedos frios e firmes. "E eu posso. Mas você precisa confiar em mim. E precisa estar disposto a fazer o que for necessário." Ela olhou em volta, certificando-se de que não estavam sendo ouvidos. "Valério tem um plano. Um plano que vai resolver tudo. Mas ele precisa de você para executá-lo. Ele quer que você nos ajude a recuperar algo que foi roubado. Algo muito valioso."

Ricardo sentiu um calafrio. Roubo? A que ele estava sendo exposto? "Recuperar o quê?", ele perguntou, a voz tensa.

"Não se preocupe com os detalhes agora," Isabela disse, dispensando a pergunta com um gesto da mão. "O importante é que, se você fizer isso por nós, você estará livre. E nós te ajudaremos a sumir. A começar uma nova vida em outro lugar."

A oferta era tentadora, mas Ricardo sabia que era uma mentira. A promessa de liberdade era uma isca para levá-lo a cometer um crime.

"E meu irmão, Marcus? Como ele fica nisso?", Ricardo perguntou, o nome de seu irmão sendo a única coisa que o impedia de ceder.

O sorriso de Isabela vacilou por um instante. "Marcus estará seguro, Ricardo. Assim que isso acabar, ele estará livre também. Nós cuidaremos dele."

A promessa, por mais duvidosa que fosse, foi o que Ricardo precisava ouvir. Ele assentiu, fingindo concordância. "Tudo bem, Isabela. Eu faço isso. O que eu preciso fazer?"

Isabela sorriu triunfante. "Ótimo. Valério vai te contatar. Ele vai te dar as instruções. Agora, vá. E finja que nada aconteceu." Ela deu um beijo rápido na bochecha de Ricardo, um gesto que o fez estremecer.

Assim que Ricardo se afastou, Helena entrou em contato. "Ricardo! O que aconteceu? Você está bem?"

"Sim, eu estou bem. Ela disse que Valério vai me contatar. Que eu preciso ajudar a recuperar algo que foi roubado. E que Marcus estará seguro."

"Isso é uma armadilha, Ricardo. Você sabe disso," Helena disse, a voz embargada pela preocupação.

"Eu sei. Mas é a única maneira de descobrir onde eles estão mantendo Marcus. Eu preciso fazer isso, Helena."

Enquanto isso, a equipe de Santiago Vasconcelos já estava em movimento. A informação de que Valério pretendia usar Ricardo em uma operação de roubo era crucial. Eles sabiam que a próxima fase do plano era arriscada, mas também oferecia uma oportunidade única de capturar os membros da quadrilha em flagrante.

A noite avançava, e a ansiedade tomava conta de Helena. A ideia de Ricardo se infiltrando em uma operação perigosa, sem ela ao seu lado, era quase insuportável. Ela se sentia impotente, presa em um jogo que ela não podia controlar.

De repente, uma mensagem chegou em seu dispositivo. Era de Ricardo.

"Eles me mandaram um endereço. Um galpão abandonado na zona portuária. Valério vai se encontrar comigo lá. Ele disse que o roubo é uma 'limpeza de nome'. Que algo foi tirado dele e ele precisa recuperar."

Helena sentiu um arrepio. Galpão abandonado. Zona portuária. Lugares onde o perigo espreitava. Ela sabia que precisava fazer alguma coisa. A preocupação com Ricardo era maior do que o medo.

Ignorando as instruções de Santiago Vasconcelos, Helena decidiu ir até lá. Ela pegou seu carro e se dirigiu para a zona portuária, seu coração batendo como um tambor. Ela sabia que estava sendo imprudente, que estava colocando a si mesma em risco, mas a imagem de Ricardo, sozinho e vulnerável, a impelia a agir. O amor por ele, e o instinto de protegê-lo, eram mais fortes do que qualquer razão. Era um ato de desespero, impulsionado por um coração que ardia em chamas.

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