Amor sem Fronteiras 174

Capítulo 14 — O Encontro Inesperado no Sítio Escondido

por Valentina Oliveira

Capítulo 14 — O Encontro Inesperado no Sítio Escondido

Os dias que se seguiram foram de intensa movimentação. Dr. Monteiro, com sua equipe incansável, mergulhara na investigação, buscando brechas na história do documento de Miguel e explorando a fundo suas atividades recentes em Paraty. Carolina, por sua vez, dividia-se entre a supervisão da reforma da casa, que prosseguia sob liminar judicial, e as reuniões com o advogado, cada uma trazendo um fio de esperança de que a verdade viria à tona.

Apesar da tensão e da incerteza, Carolina sentia uma força interior que ela não sabia possuir. A presença de Sofia ao seu lado era um bálsamo, e o apoio do Dr. Monteiro, um escudo. Miguel, por enquanto, parecia ter recuado, mas ela sabia que era apenas uma questão de tempo até que ele tentasse uma nova jogada.

Certo dia, enquanto revisava com Dr. Monteiro os últimos relatórios sobre a investigação do documento de Miguel, um detalhe chamou sua atenção. O perito havia encontrado inconsistências sutis na tinta e no papel do documento apresentado por Miguel, sugerindo que ele poderia ter sido forjado recentemente e envelhecido artificialmente. Além disso, descobriram que Miguel havia feito diversas visitas a um pequeno sítio nos arredores de Paraty, um local conhecido por ser isolado e com acesso restrito.

“O que ele estaria fazendo em um lugar tão isolado, Dr. Monteiro?”, Carolina perguntou, a curiosidade misturada com apreensão.

Dr. Monteiro ponderou por um momento. “É possível que ele esteja usando aquele local para encontros secretos, talvez para planejar seus próximos passos, ou até mesmo para se encontrar com alguém que o esteja ajudando nessa fraude. É um lugar perfeito para se esconder e realizar atividades discretas.”

Uma ideia audaciosa começou a germinar na mente de Carolina. O sítio. Talvez ali houvesse alguma pista, alguma evidência que pudesse incriminar Miguel de vez.

“Dr. Monteiro, eu preciso ir até lá”, Carolina declarou, a voz firme, apesar do nervosismo. “Preciso ver com meus próprios olhos. Talvez eu consiga algo que vocês não consigam de fora.”

O advogado hesitou. “Senhora Carolina, é uma área isolada e, considerando a natureza do Sr. de Almeida, pode ser perigoso. Não sei se é a melhor opção.”

“Eu sei que é arriscado”, Carolina admitiu. “Mas eu não posso ficar sentada esperando. Eu preciso fazer algo. E se ele estiver escondendo algo lá, eu preciso descobrir. Sofia vai comigo. Somos duas, e sabemos como nos mover discretamente.”

Após muita insistência, Dr. Monteiro cedeu, mas com uma condição. “Eu vou designar um dos meus investigadores mais experientes para acompanhá-las discretamente, a uma distância segura. E vocês precisam me manter informada a cada passo. Se algo parecer suspeito, vocês retornam imediatamente.”

Na manhã seguinte, sob um céu azul vibrante, Carolina e Sofia partiram em direção ao sítio. O trajeto, inicialmente por estradas asfaltadas, logo se transformou em um caminho de terra batida, cada vez mais estreito e sinuoso. A vegetação se tornava mais densa, e o som da civilização se perdia em meio ao canto dos pássaros e ao murmúrio do vento.

Chegaram a uma clareira onde a estrada terminava abruptamente, à frente de um portão de madeira rústica, quase escondido pela vegetação. O local era sombrio, com uma aura de abandono, mas Carolina sentia uma energia estranha, como se algo estivesse escondido ali.

“Acho que é aqui”, Carolina sussurrou, o coração batendo forte no peito.

Sofia, apesar da apreensão, assentiu. “Vamos ter cuidado. O investigador está por perto, ele nos avisará se notar algo.”

Com cautela, elas adentraram a propriedade. A casa principal era pequena e simples, com janelas fechadas e a pintura descascada. Ao redor, um pequeno pomar e algumas construções secundárias. Carolina sentiu um arrepio. Aquele lugar exalava um segredo.

Enquanto Sofia se mantinha atenta à retaguarda, Carolina começou a explorar os arredores, observando cada detalhe. Foi então que, perto de um galpão abandonado, ela notou uma área de terra remexida, como se algo tivesse sido enterrado ou desenterrado recentemente. A curiosidade a impeliu a se aproximar.

“Sofia, olhe isso”, chamou Carolina, apontando para a terra. “Parece que alguém esteve aqui recentemente.”

Sofia se aproximou, com os olhos arregalados. “Sim, parece. E o solo está úmido. Como se tivesse sido mexido há pouco tempo.”

Carolina, com as mãos tremendo ligeiramente, começou a cavar com um pedaço de madeira encontrado ali perto. Poucos centímetros abaixo da superfície, a madeira bateu em algo duro. Era uma pequena caixa de madeira, antiga e empoeirada.

Com o coração disparado, Carolina a abriu. Dentro, não havia ouro nem joias, mas sim uma pilha de documentos antigos e uma pequena caderneta de couro. Ao folhear a caderneta, Carolina percebeu que era um diário, escrito em uma caligrafia elegante e datada de décadas atrás. E o nome que aparecia repetidamente nas anotações era o de seu próprio avô.

“Não pode ser…”, Carolina murmurou, incrédula.

Sofia olhou para ela, ansiosa. “O que é isso, Carol?”

“É o diário do meu avô”, Carolina respondeu, a voz embargada pela emoção. “E aqui… ele fala sobre uma parceria com um homem. Um homem que, ele dizia, o enganou e roubou sua parte em um negócio. Um negócio de… terras. E as descrições dos negócios, os locais… tudo bate com a história que o Dr. Monteiro investigou sobre a origem da disputa pela minha casa.”

Os documentos que acompanhavam o diário eram cópias de contratos e escrituras, todas com datas anteriores àquelas apresentadas por Miguel, e que, ao que tudo indicava, comprovavam a posse original da terra em nome de seu avô e de seus parceiros. Havia também cartas, trocadas entre os sócios, que revelavam uma disputa amarga e uma traição.

De repente, um barulho na mata fez Carolina e Sofia sobressaltarem. Era o investigador, que se aproximou com cautela.

“Senhoras, notei que o Sr. de Almeida acabou de chegar. Ele está vindo em direção a esta área. Recomendo que saiam daqui imediatamente.”

Um arrepio percorreu o corpo de Carolina. Miguel. Ele estava ali. E, provavelmente, vinha buscar aquilo que ele mesmo enterrou.

“Temos que ir”, disse Sofia, puxando Carolina pelo braço.

Carolina, com a caixa em mãos, não hesitou. A descoberta era muito importante para ser deixada para trás. Com o investigador à frente, elas correram de volta para o carro, o coração disparado com a adrenalina da descoberta e o perigo iminente. Ao longe, ouviram a voz de Miguel, furiosa, ecoando pela mata.

“Parai! Quem está aí? Devolva o que é meu!”

Carolina não olhou para trás. Ela sabia que havia encontrado a chave para desvendar toda a trama de Miguel. A verdade sobre o passado de sua família, e a prova irrefutável para proteger seu futuro.

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