Seduzida pelo Inimigo 179

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 do seu romance, escrito com a paixão e o drama que caracterizam as novelas brasileiras:

por Camila Costa

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 do seu romance, escrito com a paixão e o drama que caracterizam as novelas brasileiras:

Capítulo 11 — A Fúria de Aurora

O ar na mansão dos Vasconcelos estava tão denso que se podia cortar com uma faca. Aurora, com o corpo tremendo de uma raiva que a consumia por dentro, encarava o homem que lhe roubara a paz, o homem que, até pouco tempo atrás, ela acreditava ser seu porto seguro. Ricardo, pálido e com um nó na garganta, tentava articular palavras, mas a torrente de acusações que saía dos lábios de Aurora o silenciava.

"Você não tem ideia do que fez, Ricardo! Não tem a menor noção do estrago que causou!" A voz de Aurora era um misto de dor e fúria contida, cada palavra carregada de um veneno que ela acumulava há dias. Ela andava de um lado para o outro na imensa sala de estar, os saltos finos batendo com violência no mármore polido, cada passo ecoando como um trovão.

Ricardo a observava, o peito apertado por um remorso que ele mal conseguia expressar. "Aurora, por favor, me deixe explicar. Foi um erro, um momento de fraqueza..."

"Um momento de fraqueza? Um momento de fraqueza que destruiu anos de confiança! Um momento de fraqueza que me fez questionar tudo o que eu pensava que era real!" Ela parou abruptamente, os olhos marejados, mas a força em seu olhar era inabalável. "Você me traiu, Ricardo. Não apenas com ela, mas comigo, com tudo o que construímos juntos."

O nome "Helena" pairou no ar como uma sentença. Ricardo sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele sabia que a confissão era inevitável, mas a intensidade da dor de Aurora era algo que ele subestimou. Ele se aproximou, estendendo a mão hesitante. "Eu sei que magoei você. Mais do que jamais imaginei. Mas o que eu senti por Helena... foi algo que eu não planejei. Foi um turbilhão que me arrastou sem piedade."

Aurora riu, um riso seco e amargo. "Turbilhão? E eu? O que eu fui nesse seu turbilhão, Ricardo? Um mero obstáculo? Uma inconveniência?" Ela se aproximou dele, o rosto a centímetros do dele, os olhos injetados de sangue. "Eu te amei, Ricardo. Amei com cada fibra do meu ser. E você... você se deleitou em me destruir."

Ele segurou os pulsos dela, a força em seu aperto revelando sua própria angústia. "Não diga isso, Aurora. Você sabe que não é verdade. Eu nunca quis te machucar. Eu te amo."

As palavras de amor, antes um bálsamo, agora soavam como zombaria. "Amor? O que você chama de amor, Ricardo? É esse o seu conceito de amor? Um amor que se esgueira pelas sombras, que mente e engana?" Ela puxou os braços, libertando-se dele. "Você não me ama. Você amou a ilusão que criou, a esposa perfeita que você imaginou ter ao seu lado, enquanto vivia outra vida."

Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Aurora, mas não eram lágrimas de fragilidade. Eram lágrimas de desilusão, de raiva, de uma dor tão profunda que parecia ter se alojado em sua alma. "Eu me senti tão cega. Tão estúpida. Eu acreditei em cada palavra sua, em cada juramento. Eu confiei em você mais do que em mim mesma."

Ricardo sentiu o peso do seu erro esmagá-lo. Ele sabia que pedir perdão naquele momento seria inútil. A ferida era muito recente, muito profunda. "Eu mereço tudo isso. Eu sei que sim. Mas saiba que o que aconteceu com Helena não diminui o que eu sinto por você. Talvez até o aumente, de uma forma distorcida, mas real."

"Não me venha com suas desculpas esfarrapadas, Ricardo. Eu não sou idiota. Você escolheu Helena. Você brincou comigo. E agora, a única coisa que você vai colher é a minha indiferença." Aurora se virou, a silhueta altiva contrastando com a turbulência interna. "Saia da minha casa. Agora."

"Aurora, por favor..."

"Eu disse, SAIA!" O grito dela ressoou pela casa, ecoando a dor e a determinação. Ela não podia mais olhar para ele, não podia mais ouvir sua voz. A imagem dele com Helena a assombrava, corroendo sua alma.

Ricardo hesitou por um momento, o coração partido em mil pedaços. Ele sabia que não havia nada que pudesse dizer ou fazer para consertar aquilo. Com um último olhar de desespero para Aurora, ele se virou e saiu, a porta se fechando com um baque suave que parecia selar o fim de um capítulo.

Aurora se deixou cair no sofá, o corpo curvado em soluços silenciosos. A raiva se dissipava, dando lugar a uma tristeza avassaladora. Ela se sentia sozinha, traída e quebrada. O futuro que ela imaginava com Ricardo se desfez em pó, deixando apenas o vazio e a incerteza. Mas em meio à devastação, uma pequena faísca de resiliência começava a brilhar. Ela não seria a vítima indefesa. Ela se reergueria, mais forte, mais sábia, e mais determinada do que nunca. A luta pela sua honra, pela sua empresa e, talvez, por um novo começo, estava apenas começando.

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