Seduzida pelo Inimigo 179

Capítulo 15 — O Encontro Inesperado no Jardim Secreto

por Camila Costa

Capítulo 15 — O Encontro Inesperado no Jardim Secreto

O jardim secreto da mansão Vasconcelos, um oásis de tranquilidade escondido atrás de muros altos e vegetação exuberante, era o refúgio de Aurora. Em meio às roseiras e ao murmúrio suave de um pequeno chafariz, ela buscava um pouco de paz para acalmar a tempestade que a consumia desde a partida de Ricardo. A traição ainda doía, mas a raiva inicial dava lugar a uma determinação fria e calculista.

Enquanto regava delicadamente uma orquídea rara, um ruído em seus fones de ouvido a fez sobressaltar. Ela retirou os fones, a mão instintivamente alcançando um pequeno spray de pimenta que sempre carregava. Seus olhos se arregalaram ao reconhecer a figura que emergia das sombras das árvores.

Era ele. Demétrio Vasconcelos.

Ele caminhava em sua direção, um sorriso enigmático nos lábios, a figura imponente parecendo ainda maior sob a luz suave do crepúsculo. Aurora sentiu um misto de pavor e desafio. Ela sabia quem ele era. Sabia da sua reputação. E, de repente, as peças do quebra-cabeça começaram a se encaixar, impulsionadas pelas revelações que ela havia descoberto nos últimos dias, em meio à crise da empresa.

"Senhora Vasconcelos", a voz dele era polida e controlada, mas havia um tom subjacente que a fez sentir um arrepio. "Que belo refúgio. Um lugar perfeito para uma mulher em tempos de... turbulência."

Aurora manteve a postura ereta, o spray de pimenta ainda firme em sua mão, embora ela soubesse que seria inútil contra um homem como ele. "O que o senhor faz aqui, Senhor Vasconcelos? Esta propriedade é privada."

Demétrio riu, um som baixo e sem humor. "Ah, a senhora é perspicaz. Eu aprecio isso. Mas acredite, meu interesse em sua propriedade vai além de um simples passeio. Estou aqui para falar sobre negócios."

"Negócios?", Aurora repetiu, a incredulidade tingindo sua voz. "Não temos nada para discutir, Senhor Vasconcelos. A 'Florescer da Manhã' não está à venda."

"Por enquanto", ele corrigiu, aproximando-se um passo. "Mas as circunstâncias mudam, não é mesmo? E as circunstâncias, neste exato momento, não parecem ser muito favoráveis para a sua empresa. Rumores chegam até mim como brisas. Dificuldades financeiras, falta de capital, credores impacientes..."

Aurora sentiu uma pontada de raiva. Ele sabia. Ele estava se aproveitando de sua fragilidade. "O senhor está se alimentando de fofocas, Senhor Vasconcelos. Minha empresa é forte."

"Forte o suficiente para resistir a um ataque orquestrado?", ele perguntou, seu olhar fixo no dela. "Um ataque que, coincidentemente, parece ter o dedo de alguém que deseja muito adquirir a 'Florescer da Manhã' a um preço irrisório."

O coração de Aurora acelerou. Ela sabia que Ricardo havia se afastado, mas não imaginava que ele pudesse estar envolvido em algo tão... cruel. E se ele não fosse, quem mais teria interesse em sua empresa? A menção de Demétrio Vasconcelos a fez pensar em algo mais.

"O senhor sabe muito sobre os meus problemas", Aurora disse, sua voz ganhando uma força que ela não sabia que possuía. "Talvez o senhor tenha sido o responsável por criá-los."

Demétrio arqueou uma sobrancelha. "Isso é uma acusação séria, Senhora Vasconcelos. E sem provas, é apenas... especulação. Mas eu estou aqui para lhe oferecer uma saída. Uma salvação. A Vasconcelos Corp. pode assumir a dívida da 'Florescer da Manhã', injetar o capital necessário para estabilizá-la e, é claro, nos dar a participação que merecemos."

"Participação?", Aurora rosnou. "O senhor quer tudo, não é? O senhor quer a minha empresa, o legado do meu pai." A menção do pai trouxe uma onda de dor, mas também de força. Ela se lembrou das palavras de Sofia, das suspeitas que a assombravam. E se Demétrio Vasconcelos estivesse envolvido na morte de seu pai?

"Seu pai", Demétrio disse, como se tivesse lido seus pensamentos, "era um homem ambicioso. E ambiciosos, às vezes, se colocam em posições perigosas. Mas isso é passado. O que importa é o presente. E no presente, a 'Florescer da Manhã' precisa de um salvador. E eu sou esse salvador."

Aurora riu, um riso desprovido de alegria. "Eu não preciso de um salvador, Senhor Vasconcelos. Especialmente um que parece estar mais interessado em engolir o que é meu do que em ajudar."

"É uma pena", ele disse, o sorriso sumindo de seus lábios. "Porque a minha oferta é a única. E se você não aceitá-la, Aurora, as coisas se tornarão muito mais... desagradáveis. Para você e para sua empresa."

De repente, um ruído diferente chamou a atenção de ambos. Um som de passos rápidos, vindos da direção da casa. Carolina surgiu no jardim, o rosto pálido, o medalhão de prata ainda em sua mão, o chip de memória tremendo em seus dedos.

"Demétrio Vasconcelos!", ela gritou, a voz carregada de uma fúria contida. "Você não vai escapar impune!"

Aurora e Demétrio se viraram para encarar Carolina, surpresos. A presença dela ali, naquele momento, era algo que nenhum dos dois esperava. A tensão no ar aumentou ainda mais, a tranquilidade do jardim secreto se dissipando diante do confronto iminente. A verdade sobre o passado do pai de Carolina, e a conexão com Demétrio Vasconcelos, estava prestes a vir à tona, mudando para sempre o destino de ambas as mulheres e a face do império Vasconcelos. O jogo de poder havia se tornado uma batalha pessoal, e a verdade estava prestes a explodir.

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