Seduzida pelo Inimigo 179

Capítulo 16

por Camila Costa

Claro, com todo o prazer! Prepare-se para mergulhar de volta nas complexas tramas de "Seduzida pelo Inimigo", onde paixões proibidas, segredos ancestrais e reviravoltas inesperadas tecem o destino de seus personagens. Aqui estão os capítulos 16 a 20, escritos com a alma de um novelista brasileiro!

Capítulo 16 — O Sussurro da Verdade no Salão Dourado

A noite caía sobre o casarão como um manto de veludo escuro, pontilhado pelas estrelas que pareciam espelhar o brilho fugaz das joias na festa de gala. O Salão Dourado, palco de inúmeras celebrações e, quem sabe, de segredos inconfessáveis, hoje pulsava com a energia eletrizante de sua elite. Música clássica suave embalava as conversas sussurradas e os risos contidos, enquanto o burburinho social se elevava em ondas, misturando-se ao aroma sutil de flores exóticas e perfumes caros.

Isabela, com seu vestido de seda azul-noite que parecia abraçar suas curvas com a delicadeza de uma carícia, movia-se entre os convidados com uma elegância forçada. Cada sorriso trocado, cada brinde oferecido, era um ato de pura performance. Seus olhos, no entanto, vasculhavam a multidão com uma inquietação crescente, buscando um rosto, uma silhueta, qualquer coisa que pudesse confirmar as suspeitas que a atormentavam desde o encontro no jardim secreto.

Demétrio, como sempre, era o centro das atenções. Em seu terno impecável, ele irradiava um carisma perigoso, a aura de poder e sedução que tanto a atraía quanto a aterrorizava. Ele conversava com um grupo de empresários influentes, gesticulando com confiança, um sorriso calculista nos lábios. Parecia um rei em seu domínio, cada palavra pesada, cada olhar avaliativo. Isabela sentia um arrepio percorrer sua espinha. Era possível que aquele homem, tão calculista e frio em seus negócios, pudesse albergar sentimentos tão intensos por ela? Ou seria tudo uma elaborada manipulação?

"Você parece distante esta noite, querida Isabela," uma voz suave, mas penetrante, quebrou seus pensamentos. Era Dona Helena, a matriarca da família Monteiro, envolta em um vestido prateado que refletia a luz como um espelho. Seus olhos, azuis e penetrantes, pareciam ler a alma de quem quer que se aproximasse.

Isabela forçou um sorriso. "Apenas apreciando a noite, Dona Helena. O salão está esplêndido."

"De fato. Mas a beleza exterior, por vezes, pode mascarar turbulentos redemoinhos internos", a senhora respondeu, um leve toque de ironia em sua voz. Ela pousou uma mão delicada no braço de Isabela, um gesto que poderia ser interpretado como afeto ou como um sutil controle. "Demétrio parece muito... envolvido com os negócios. Ele tem uma capacidade impressionante de separar o pessoal do profissional. Uma virtude, não acha?"

A indireta era clara. Isabela sentiu um nó na garganta. "Eu não saberia dizer, Dona Helena. Apenas o conheço como..." Ela hesitou, buscando a palavra certa. "...como um homem de forte caráter."

"Caráter é uma construção complexa, minha jovem. E o de Demétrio, em particular, é moldado por muitas mãos, muitas histórias", Dona Helena disse, seus olhos fixos nos de Isabela, como se procurasse uma verdade oculta. "Você tem percebido as mudanças nele, não é? Desde que... você chegou."

O coração de Isabela disparou. Ela estava prestes a responder quando Demétrio se aproximou, sua presença preenchendo o espaço ao redor deles com uma energia quase palpável. Ele sorriu para Dona Helena, um sorriso que parecia genuíno, mas que não alcançava seus olhos quando se voltou para Isabela.

"Conversando sobre mim, mamãe?", ele perguntou, a voz carregada de uma familiaridade que contrastava com o distanciamento em seu olhar.

"Apenas apreciando a companhia de Isabela, querido. E comentando sobre como a sua presença tem sido... inspiradora* para os negócios. Os números têm sido excepcionais ultimamente." Dona Helena lançou um olhar significativo para o filho.

Demétrio apenas sorriu, um sorriso que parecia esconder mil segredos. Ele estendeu a mão para Isabela. "Isabela, você está deslumbrante. Gostaria de uma taça de champanhe? Ou talvez prefira um passeio pelos jardins? A noite está deliciosa lá fora."

A oferta era uma armadilha, Isabela sabia. Um convite para mais um jogo, mais uma dança perigosa. Mas algo em seu olhar, uma faísca de desafio, a impeliu a aceitar. Talvez fosse hora de confrontar aquilo que ela sentia, de desvendar as camadas daquele homem que a consumia.

"Seria um prazer, Demétrio", ela respondeu, sua voz firme, mas com um tremor quase imperceptível.

Enquanto caminhavam para fora do salão, deixando para trás o brilho artificial e as conversas vazias, Isabela sentiu o peso da atmosfera mudar. O ar fresco da noite parecia carregar consigo uma promessa de confidências, ou talvez de revelações dolorosas.

"Você parece inquieta, Isabela", Demétrio comentou, sua voz baixa, quase um sussurro contra o vento. "Ainda perturbada por nosso encontro no jardim secreto?"

O atrevimento dele a fez parar. Ela se virou para encará-lo, a lua projetando sombras em seu rosto. "O que você busca, Demétrio? Sedução? Vingança? Ou apenas um jogo para satisfazer seu ego?"

Ele parou também, a distância entre eles diminuindo a cada batida frenética do coração de Isabela. Seus olhos escuros a fixaram, a escuridão deles parecendo conter a profundidade de um abismo. "E se eu buscasse algo mais, Isabela? Algo que nem mesmo eu consigo nomear?"

"Isso não me diz nada", ela rebateu, tentando soar mais forte do que se sentia.

"E se eu dissesse que você me lembra alguém?", ele continuou, ignorando sua provocação. "Alguém do meu passado. Alguém que me marcou profundamente."

O sangue gelou nas veias de Isabela. A lembrança da caixa de louças, da foto antiga, da mulher misteriosa que se assemelhava tanto a ela... "Quem?", ela perguntou, a voz embargada.

"Você se lembra da caixa de louças que encontrou?", ele perguntou, sua voz agora carregada de uma melancolia inesperada. "Das peças antigas, pintadas à mão?"

Isabela assentiu, sentindo seu corpo tremer.

"Uma delas... uma das peças tem um retrato pintado. Uma mulher. Minha mãe", Demétrio revelou, seus olhos fixos em um ponto distante, perdido em memórias amargas. "Ela se foi quando eu era muito jovem. O casarão, os negócios... tudo foi passado para mim muito cedo. E a solidão... a solidão se tornou minha companheira."

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som dos grilos e pelo palpitar de dois corações em um ritmo descompassado. Isabela sentiu uma onda de compaixão, uma emoção perigosa que lutava contra a desconfiança. A máscara de frieza de Demétrio parecia rachar, revelando um homem ferido, carregado pelo peso de um passado sombrio.

"Você... você se parece com ela, Isabela", ele sussurrou, seus olhos finalmente voltando para ela, com uma intensidade que a fez sentir como se estivesse nua diante dele. "A mesma determinação no olhar. A mesma força. E, talvez... a mesma capacidade de amar e ser amada."

A confissão pairou no ar como uma promessa e uma ameaça. Isabela sentiu o chão sumir sob seus pés. Aquele homem, o seu inimigo, o manipulador que ela jurara desmascarar, estava revelando um lado de si que ela jamais imaginara existir. Era uma armadilha ainda mais perigosa do que ela previra. E, de alguma forma, em meio ao medo e à confusão, uma parte dela não queria escapar.

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