O Homem que Amei 180

Claro, aqui estão os primeiros cinco capítulos de "O Homem que Amei 180", escritos no estilo de uma novela brasileira de sucesso:

por Camila Costa

Claro, aqui estão os primeiros cinco capítulos de "O Homem que Amei 180", escritos no estilo de uma novela brasileira de sucesso:

O Homem que Amei 180 Romance Romântico Autor: Camila Costa

Capítulo 1 — O Encontro Inesperado na Chuva de Outono

O céu de São Paulo chorava com uma melancolia que parecia espelhar a alma de Clara. Era um daqueles dias de outono em que o sol se escondia atrás de um véu espesso de nuvens, e a garoa fina, persistente, molhava as ruas e os corações. Clara, com o guarda-chuva desgastado nas mãos e um nó na garganta, apressava o passo na calçada movimentada da Avenida Paulista. Cada gota de chuva parecia um lembrete da solidão que a envolvia desde que Daniel partira. Daniel, o amor de sua vida, o homem que a fez acreditar em contos de fadas, agora residia do outro lado do Atlântico, em um intercâmbio que se estendia por tempo demais, levando consigo pedaços irremediáveis de seu coração.

Ela tinha vinte e oito anos, uma advogada promissora em um escritório renomado, mas a ambição profissional, antes uma chama ardente, parecia agora uma brasa fria. A rotina era um labirinto cinzento de petições, audiências e prazos apertados, pontuada por telefonemas melancólicos com Daniel, onde as palavras "saudade" e "te amo" soavam cada vez mais vazias, sufocadas pela distância e pela incerteza. A cada dia, Clara se sentia mais distante da mulher vibrante que era quando Daniel estava ao seu lado.

Hoje, o peso parecia insuportável. Uma reunião crucial havia sido cancelada em cima da hora, deixando-a com o tempo livre que ela tanto temia. O silêncio do apartamento a atormentaria. Por isso, decidiu buscar refúgio na livraria que tanto amava, um oásis de papel e tinta em meio à selva de concreto.

Ao abrir a porta pesada de vidro, o aroma de livros antigos e café fresco a envolveu, um abraço familiar. O sino sobre a porta tilintou suavemente, anunciando sua chegada. A livraria era um labirinto de estantes altas, repletas de tesouros literários. A luz amarelada das luminárias criava um ambiente acolhedor, um refúgio contra a chuva lá fora. Clara caminhou entre os corredores, os dedos roçando as lombadas dos livros, buscando uma distração, um escape.

Ela se dirigiu à seção de poesia, seu refúgio particular, onde as palavras de Drummond, Cecília Meireles e Vinicius de Moraes a consolavam em seus momentos de fragilidade. Estava absorta na busca por um exemplar raro de Fernando Pessoa quando, subitamente, sentiu um esbarrão forte. Um livro caiu de suas mãos e, num instante, o mundo de Clara pareceu congelar.

O homem que a esbarrara era alto, com ombros largos e um porte que transpirava confiança. Seu cabelo escuro, levemente molhado pela chuva, caía sobre a testa de forma charmosa. Ele se curvou rapidamente para pegar o livro, seus olhos, de um azul intenso e penetrante, encontraram os de Clara. Um arrepio percorreu a espinha dela. Havia algo naquele olhar, uma profundidade, uma familiaridade que a deixou sem fôlego.

"Me perdoe!", disse ele, a voz rouca e melodiosa, com um sotaque sutil que Clara não conseguiu identificar de imediato. "Fui um completo desastrado. Estava distraído com a chuva."

Clara, ainda sob o efeito do choque e da intensidade do olhar dele, apenas balbuciou: "Não foi nada. Acontece."

Ele sorriu, um sorriso que iluminou seu rosto e fez os olhos de Clara marejarem. Era um sorriso genuíno, que chegava até os olhos, transmitindo uma gentileza inesperada. "Deixe-me pegar para você." Ele estendeu o livro de poesia que caíra no chão, um volume antigo com capa de couro gasta. Era um dos seus preferidos.

Ao pegar o livro, suas mãos se tocaram. A corrente elétrica que passou entre eles foi palpável, um choque que fez Clara desviar o olhar. "Obrigada", ela conseguiu dizer, a voz embargada.

Ele a observou por um instante, um misto de curiosidade e admiração estampados em seu rosto. "Vejo que você tem bom gosto. Drummond é um dos meus poetas prediletos também."

Clara levantou o olhar novamente, surpresa. "Sério? Que coincidência."

"Talvez não seja apenas coincidência", ele disse, o sorriso se alargando. "Eu sou o Leonardo. E você é...?"

"Clara", ela respondeu, sentindo o rosto corar.

Leonardo estendeu a mão. "Prazer em conhecê-la, Clara. Mesmo que em circunstâncias tão... chuvosas."

Clara apertou a mão dele, sentindo a firmeza e o calor que emanavam dela. "O prazer é meu, Leonardo."

Eles ficaram ali, em meio aos corredores repletos de histórias, sentindo a conexão inegável que os unia. A chuva lá fora continuava a cair, mas dentro da livraria, um novo sol parecia ter nascido. Leonardo, com seus olhos azuis profundos e seu sorriso cativante, era um mistério envolto em charme. Clara, com o coração apertado pela saudade de Daniel, sentiu algo em si despertar. Uma faísca de esperança, uma curiosidade que há muito tempo não sentia.

Leonardo, percebendo o desconforto de Clara, decidiu quebrar o silêncio. "Eu estava procurando um presente para minha mãe. Ela adora romances históricos. Você teria alguma recomendação?"

Clara, recuperando a compostura, apontou para uma estante próxima. "Eu posso te ajudar com isso. Temos algumas obras maravilhosas nessa seção. Qual tipo de história ela prefere? Algo mais épico, com batalhas e intrigas, ou um romance mais focado nos dramas pessoais?"

Enquanto conversavam sobre livros, Clara se dava conta de que Leonardo tinha um conhecimento surpreendente sobre literatura. Ele falava com paixão sobre autores e gêneros, e cada palavra que saía de sua boca a encantava ainda mais. Ele não era apenas bonito e gentil, era também inteligente e cultor.

"Minha mãe adora um bom drama", Leonardo respondeu, com um brilho nos olhos. "Algo que a faça chorar e suspirar."

Clara sorriu. "Então eu tenho o livro perfeito para ela." Ela o guiou até uma prateleira, pegou um volume elegante e o entregou. "Este é um clássico. Conta a história de uma paixão avassaladora que enfrenta todos os obstáculos da sociedade e da guerra. Tenho certeza que ela vai amar."

Leonardo pegou o livro e o folheou, os olhos fixos nas palavras. "Parece promissor. Você realmente entende do assunto, Clara."

"Acho que a leitura é uma das poucas coisas que me consolam ultimamente", ela confessou, um tom melancólico voltando à sua voz.

Leonardo a olhou com atenção, percebendo a sombra em seus olhos. "Eu também. Livros são refúgios. E amigos silenciosos." Ele fez uma pausa. "Você parece um pouco... distante hoje. A chuva te afeta tanto assim?"

Clara hesitou. Contar sobre Daniel para um desconhecido? Mas algo em Leonardo a fazia sentir-se segura. "Na verdade, é mais a saudade. Meu noivo está morando fora do país e sinto muita falta dele."

Leonardo assentiu, uma expressão compreensiva em seu rosto. "Entendo. A distância é um teste cruel para o amor. Mas o amor verdadeiro, aquele que está destinado a ser, encontra sempre um caminho."

As palavras dele soaram como um bálsamo para a alma de Clara. Era exatamente o que ela precisava ouvir. Uma esperança que ela própria havia perdido.

"Espero que sim", ela murmurou, olhando para ele, a chuva parecendo diminuir do lado de fora.

Leonardo continuou: "Eu me mudei para cá há pouco tempo. Sou arquiteto. Trabalho em um projeto de revitalização no centro da cidade."

"Que interessante!", Clara exclamou. "São Paulo é uma cidade cheia de desafios e belezas escondidas."

"Exatamente!", Leonardo concordou, animado. "É por isso que me encantei. E você, Clara? O que te trouxe até aqui, nesse dia cinzento?"

"Apenas buscando um pouco de paz", ela disse, um leve sorriso surgindo em seus lábios. "E um bom livro, claro."

Leonardo sorriu de volta. "Bem, acho que ambos encontramos algo inesperado hoje, não é mesmo?"

O olhar dele era intenso, carregado de promessas não ditas. Clara sentiu seu coração bater mais forte. Aquele encontro, naquela livraria escura e acolhedora, em meio à chuva de outono, era mais do que um simples esbarrão. Era um prenúncio. Algo novo, talvez perigoso, mas inegavelmente fascinante, estava prestes a começar.

"Talvez", ela respondeu, com um fio de voz.

Leonardo pegou o livro que Clara recomendara e foi até o balcão para pagar. Antes de sair, ele se virou para ela.

"Clara", ele disse, o nome dela soando doce em seus lábios. "Eu adoraria continuar essa conversa sobre livros e refúgios. Você me daria seu número?"

O coração de Clara disparou. Era tentador. Daniel estava longe, e Leonardo representava um sopro de vida nova. Mas e Daniel? E o amor que sentia por ele? As dúvidas a assaltavam.

"Eu... eu não sei", ela gaguejou.

Leonardo percebeu sua hesitação. "Sem pressão", ele disse, com um sorriso gentil. "Mas se mudar de ideia, me procure aqui. Ou quem sabe, um dia, a gente se esbarre por aí novamente."

Ele piscou para ela e saiu, deixando Clara sozinha em meio aos livros, com o coração acelerado e a mente em turbilhão. A chuva lá fora havia parado. Um raio de sol tímido rompia as nuvens, iluminando a livraria com uma luz dourada. Clara olhou para a porta por onde Leonardo havia saído, um misto de ansiedade e desejo borbulhando dentro dela. O homem que a fez se sentir viva novamente tinha olhos azuis como o céu e um sorriso que poderia derreter o gelo. E ela, Clara, estava começando a se questionar se o amor que ela sentia por Daniel era suficiente para preencher o vazio que começava a se formar em seu coração. Aquele encontro inesperado na chuva de outono fora apenas o primeiro capítulo de uma história que prometia ser tão intensa quanto dramática.

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