Rendida ao seu Amor 181

Capítulo 5 — O Dilema da Lealdade e a Fuga do Coração

por Camila Costa

Capítulo 5 — O Dilema da Lealdade e a Fuga do Coração

Clara caminhou pela orla com passos apressados, a brisa do mar chicoteando seu rosto como um lembrete gelado da realidade. As palavras de Rafael ecoavam em sua mente, cada sílaba um golpe em seu coração. Negócios ilícitos. A sombra do pai. Um legado complicado. Aquilo não podia ser verdade. O Rafael que ela conhecia, o homem gentil, apaixonado, o artista sensível, não poderia estar envolvido com atividades criminosas.

Ela chegou em casa, a mente em turbilhão. A imagem dele, pintando com tanta delicadeza, a fazendo rir com suas piadas, a beijando com tanta paixão… tudo aquilo era uma fachada? Ou ele era, de fato, um homem dividido, com um lado sombrio que ela não conseguia aceitar?

Os dias seguintes foram um tormento. Clara se fechou em seu trabalho, tentando se afogar nas pilhas de processos e documentos. Ela evitava o celular, temendo receber uma ligação de Rafael, temendo ouvir sua voz e se deixar levar novamente por suas promessas. Mas o amor, teimoso e avassalador, a consumia. Ela sentia falta dele, sentia falta da risada dele, da forma como ele a olhava, da forma como ele a fazia se sentir especial.

Rafael, por sua vez, não desistia. Ele ligava, enviava mensagens, aparecia em seu trabalho com buquês de flores e palavras de amor. Ele jurava que estava tentando se afastar do mundo de seu pai, que seu único desejo era construir uma vida com Clara, longe das sombras.

“Clara, por favor, me escute”, dizia ele em uma das ligações. “Eu sei que o que eu te contei é chocante. Mas eu juro, eu estou lutando contra isso. Minha única motivação é você. Você é a minha luz, a minha inspiração. Não me deixe escapar.”

Clara sentia o coração se partir a cada palavra. Ela o amava, sabia que o amava. Mas como poderia construir um futuro com um homem que carregava um passado tão sombrio? Como poderia confiar nele, sabendo que ele estava envolvido com atividades ilegais?

Um dia, Clara recebeu uma ligação inesperada. Era uma mulher, com uma voz firme e autoritária.

“Clara, preciso falar com você. É urgente”, disse a mulher. “Sobre o Rafael.”

Clara sentiu um calafrio. “Quem é você?”

“Meu nome é Sofia. Sou… uma antiga parceira de negócios do pai do Rafael. E tenho informações que podem mudar a sua vida.”

Sofia marcou um encontro em um café discreto, longe do escritório de Clara. Com o coração apertado, Clara foi. Sofia era uma mulher elegante, com um olhar frio e calculista. Ela se sentou em frente a Clara e, sem rodeios, começou a falar.

Ela revelou que Rafael não estava apenas envolvido com o legado de seu pai, mas que ele era, na verdade, o principal executor de seus negócios, incluindo tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Sofia, que também fazia parte daquele esquema, parecia ter um plano próprio, e a proximidade de Clara com Rafael a incomodava.

“Rafael é um homem perigoso, Clara”, disse Sofia, com um sorriso debochado. “Ele sabe como manipular as pessoas. Ele te seduziu com suas palavras bonitas e seu charme, mas a verdade é que ele é tão sujo quanto o pai foi. E você, inocente advogada, se tornou um peão em seu jogo.”

Clara saiu do café atordoada. As palavras de Sofia a atingiram como um raio. Era tudo o que ela temia. Rafael, o homem que ela amava, era um criminoso.

Ela voltou para casa, a mente em branco. O amor que sentia por Rafael agora se misturava com o medo e a repulsa. Ela não podia ficar com ele. Não podia se envolver com um criminoso. Sua ética profissional, seus valores, tudo a impedia.

Naquela noite, ela tomou uma decisão difícil. Ela precisava se afastar de Rafael, precisava se proteger. Mas como fazer isso sem feri-lo, sem quebrar o coração dele, e o seu próprio?

Ela enviou uma mensagem para Rafael: “Rafael, preciso que nos afastemos. Por favor, não me procure mais. Eu não posso continuar com isso.”

A resposta não tardou. Rafael ligou imediatamente, a voz cheia de desespero.

“Clara, o que você está dizendo? Não faça isso! Por favor, me diga o que aconteceu. Eu te amo!”

“Eu também te amo, Rafael. Mas eu não posso. Eu não posso viver com esse segredo, com essa mentira”, respondeu Clara, as lágrimas rolando pelo rosto.

“Que segredo? Que mentira? Eu te contei tudo!”, ele implorou.

“Você me contou uma parte da verdade, Rafael. Mas não a verdade inteira. E eu não posso mais acreditar em você.” Clara não podia revelar o que Sofia lhe contou. Sabia que isso poderia colocá-la em perigo.

“Clara, por favor! Não faça isso comigo. Não me deixe!”, a voz de Rafael estava embargada de dor.

“Eu sinto muito, Rafael”, disse Clara, com o coração partido. “Adeus.”

Ela desligou o telefone e o jogou em um canto do quarto, como se ele pudesse lhe queimar. Clara sabia que havia tomado a decisão certa, mas a dor era insuportável. Ela havia se rendido ao amor de Rafael, mas agora precisava fugir dele. A paixão que a consumiu havia se transformado em um pesadelo, e ela precisava encontrar uma maneira de acordar. A noite, que antes era repleta de promessas, agora se estendia diante dela como um abismo escuro e solitário.

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