Amor Impossível 183

Capítulo 24 — O Confronto Fatal

por Camila Costa

Capítulo 24 — O Confronto Fatal

O ar na sala de interrogatório da delegacia estava carregado de tensão. As lâmpadas fluorescentes lançavam uma luz fria e implacável sobre os rostos de Isabella e Leonardo. A oficial que os atendia, a Delegada Silva, mantinha uma postura firme, observando cada movimento, cada expressão.

“Senhor Leonardo, a senhora Almeida alega que a senhora Carolina inventou a história sobre a sua suposta traição para incriminá-la”, a Delegada Silva começou, sua voz calma, mas firme. “Ela apresentou um testemunho de uma testemunha ocular que viu a senhora Carolina saindo do prédio de vocês no dia em que tudo aconteceu, e que a senhora Carolina parecia apressada e incomodada.”

Leonardo olhou para Isabella, seus olhos castanhos expressando uma profunda confusão e dor. A confiança que ele depositara nela nos últimos dias parecia vacilar, substituída por uma ponta de incerteza. Ele se lembrava das palavras de Carolina, da forma como ela parecia tão sincera. Mas agora, diante de Isabella, com a calma e a dignidade que ela sempre possuíra, uma dúvida cruel se instalava.

“Isabella… é verdade o que você está dizendo?”, Leonardo perguntou, a voz embargada, como se ele não quisesse ouvir a resposta.

Isabella sustentou o olhar dele, seus olhos marejados, mas firmes. “Leonardo, eu nunca menti para você. Eu nunca te trairia. O que a Carolina disse é uma mentira deslavada. Ela sempre foi invejosa, sempre quis o que eu tenho. Ela inventou tudo isso para nos separar.”

“Mas… ela disse que te viu passando informações para outro homem. Ela disse que você estava roubando os projetos da empresa”, Leonardo insistiu, a angústia em sua voz evidente. Ele estava dividido entre a dor da traição percebida e a esperança de que Isabella estivesse dizendo a verdade.

“Isso é absurdo! Eu estava no prédio naquele dia porque fui buscar uns documentos que a Carolina me pediu para entregar a você. Ela disse que era para evitar que você se preocupasse com isso. Eu nunca imaginei que ela usaria isso contra mim!”, Isabella exclamou, a frustração aumentando. Ela se levantou, os punhos cerrados. “E o homem que ela mencionou? Qual homem? Ela não descreveu ninguém. Ela inventou tudo!”

A Delegada Silva interveio, com um tom mais autoritário. “Senhor Leonardo, estamos verificando suas alegações. Precisamos ouvir a senhora Carolina agora. A sua versão dos fatos é crucial para resolvermos isso.”

Enquanto esperavam por Carolina, o silêncio na sala se tornou ensurdecedor. Leonardo e Isabella se encaravam, a distância emocional entre eles palpável. A acusação de Carolina havia plantado uma semente de desconfiança que era difícil de erradicar.

Carolina entrou na delegacia com a arrogância habitual, mas havia uma ponta de apreensão em seus olhos. Ela sabia que estava encurralada, mas estava disposta a lutar até o fim. Ela foi conduzida à sala de interrogatório, onde encontrou Leonardo e Isabella aguardando.

“Carolina”, Leonardo disse, a voz fria e distante. “Precisamos conversar sobre o que você disse.”

Carolina tentou manter a compostura, um sorriso forçado nos lábios. “Leonardo, meu amor… eu já disse tudo que precisava dizer. Eu só quero o seu bem. E você sabe que a Isabella te traiu.”

“Não, Carolina. Ela não me traiu”, Leonardo a interrompeu, a determinação começando a surgir em seu olhar. “Eu fui um idiota. Eu acreditei em você sem questionar. Eu me deixei manipular pela sua história.”

Carolina riu, um riso seco e amargo. “Você está louco, Leonardo? Você prefere acreditar nela, naquela traidora? Você viu com seus próprios olhos o que ela fez!”

“Eu não vi nada, Carolina! Isabella estava no prédio a pedido seu. E a testemunha… a testemunha te viu saindo de lá, apressada, olhando para a floricultura, como se estivesse fugindo de algo!”, a Delegada Silva interveio, sua voz ganhando força. “Senhora Carolina, onde você estava exatamente no dia em que a senhora Isabella alega ter sido incriminada?”

Carolina hesitou por um momento, o pânico começando a se instalar. “Eu… eu estava em casa. Eu não saí de casa o dia todo.”

“Mentira!”, Isabella exclamou. “Dona Clara te viu saindo do meu prédio! Ela te descreveu perfeitamente! Um vestido vermelho, apressada… e você ainda olhou para a floricultura, como se estivesse com medo de ser vista!”

Leonardo olhou para Carolina, seus olhos fixos nela, buscando a verdade em seu rosto. Ele viu o pânico, o medo, a mentira. A ilusão que o cegava começou a se dissipar, revelando a crueldade de Carolina.

“Carolina… você mentiu para mim”, Leonardo sussurrou, a voz quebrada. A dor da traição, agora real e palpável, o consumia. Ele havia sido enganado, manipulado, e a pessoa que ele amava, ou pensava amar, era a responsável.

“Não, Leonardo, eu não menti!”, Carolina gritou, desesperada. “Eu fiz isso por nós! Eu fiz isso para te proteger! Isabella não é quem você pensa! Ela é ambiciosa, ela só quer o seu dinheiro!”

“Chega!”, a Delegada Silva ordenou, batendo na mesa. “Senhora Carolina, suas mentiras não vão te levar a lugar nenhum. O testemunho da senhora Almeida é consistente. E a senhora não conseguiu refutá-lo. Você está presa por tentativa de fraude e difamação.”

Enquanto os policiais levavam Carolina, Leonardo permaneceu ali, paralisado, a realidade caindo sobre ele como uma avalanche. Ele havia perdido Isabella, sua confiança, seu amor, por causa das mentiras de Carolina.

Isabella, vendo a dor nos olhos de Leonardo, sentiu um misto de alívio e tristeza. Ela havia provado sua inocência, mas o custo fora alto. A relação deles estava irremediavelmente quebrada.

“Leonardo…”, Isabella começou, a voz suave.

Leonardo levantou os olhos para ela, um olhar de profunda tristeza e arrependimento. “Isabella… eu… eu não sei o que dizer. Eu fui tão tolo. Eu… eu te machuquei tanto.”

“Você acreditou nela, Leonardo. Você se deixou levar pelas aparências”, Isabella respondeu, a voz carregada de emoção. “Eu te disse a verdade. Mas você escolheu acreditar nas mentiras.”

“Eu sinto muito, Isabella. Sinto muito por não ter acreditado em você. Sinto muito por tudo que você passou por minha causa”, Leonardo disse, a voz embargada pelas lágrimas. Ele estendeu a mão em sua direção, hesitante. “Podemos… podemos tentar consertar isso?”

Isabella olhou para a mão estendida dele, para o olhar suplicante em seus olhos. Ela o amava, amava mais do que tudo. Mas a dor da desconfiança, a humilhação de ter sido acusada injustamente, era uma ferida profunda.

“Eu não sei, Leonardo”, ela disse, a voz trêmula. “Eu preciso de tempo. Preciso processar tudo isso. A confiança… é algo difícil de reconstruir.”

Ela se virou e saiu da sala, deixando Leonardo sozinho com seu arrependimento e a dura realidade de suas escolhas. A batalha contra Carolina havia terminado, mas a guerra para reconquistar o amor de Leonardo, e talvez o de si mesma, estava apenas começando. O caminho seria longo e árduo, e Isabella não tinha certeza se teria a força para percorrê-lo.

Compartilhar este capítulo:

เว็บไซต์นี้ใช้คุกกี้

เราใช้คุกกี้เพื่อปรับปรุงประสบการณ์การอ่านนิยายของคุณ วิเคราะห์การเข้าชม และแสดงโฆษณาที่เกี่ยวข้อง รายได้จากโฆษณาช่วยให้เราให้บริการอ่านนิยายฟรีต่อไปได้ อ่านรายละเอียดเพิ่มเติมที่ นโยบายความเป็นส่วนตัว

ตะกร้า eBook

ตะกร้าว่างเปล่า

เพิ่ม eBook ลงตะกร้าเพื่อรับส่วนลดพิเศษ

ส่วนลด Bundle

ซื้อ 3-4 เล่มลด 10%
ซื้อ 5-9 เล่มลด 15%
ซื้อ 10+ เล่มลด 20%