Amor Impossível 186

Com prazer! Aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Amor Impossível 186", seguindo suas especificações:

por Isabela Santos

Com prazer! Aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Amor Impossível 186", seguindo suas especificações:

Capítulo 6 — O Beijo Roubado e a Tempestade Iminente

O ar rarefeito da noite campestre abraçava Helena com uma carícia que prometia mais do que o simples frescor. A lua, tímida por trás de véus de nuvens finas, lançava um brilho prateado sobre as roseiras que perfumavam o jardim da fazenda. Os murmúrios da brisa, as cigarras em seu canto incessante, tudo conspirava para criar um cenário de romance quase palpável. Mas o que pairava entre Helena e Miguel era mais denso, mais carregado de paixão e perigo do que qualquer aroma de flor.

Eles estavam ali, sob o manto escuro, longe dos olhares curiosos, a poucos passos da varanda onde a família de Helena jantava, alheia à turbulência que crescia em silêncio. O silêncio entre eles era um fio esticado, prestes a romper. Helena sentia o coração disparar contra as costelas, um tambor frenético anunciando a iminência de algo inevitável. Miguel, com os olhos fixos nos dela, parecia um predador prestes a dar o bote, mas um predador cativado, rendido à beleza que o cercava.

"Helena..." A voz de Miguel era um sussurro rouco, carregado de uma emoção que ele não conseguia mais disfarçar. Era a voz de um homem que lutava contra si mesmo, contra o dever, contra o destino.

Helena sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Cada fibra de seu ser gritava por aquele homem, por aquele toque que lhe era negado pelos caprichos da sociedade e pela crueldade do passado. Ela sabia o que estava por vir, e uma parte dela, a mais selvagem, a mais desesperada, ansiava por isso. O medo, a prudência, tudo parecia evaporar na intensidade daquele momento.

"Miguel, nós não podemos..." A voz dela tremeu, uma súplica quase inaudível. Era a última resistência, o último suspiro da razão.

Mas Miguel não a ouviu, ou escolheu não ouvir. O desejo que ardia em seus olhos era um fogo que consumia qualquer barreira. Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância que os separava. A mão dele, forte e quente, ergueu-se para acariciar o rosto dela, os dedos traçando a linha delicada de sua mandíbula, descendo pelo pescoço. Helena fechou os olhos, rendida à sensação.

"Eu não aguento mais, Helena", ele murmurou, a testa encostada na dela. "Essa espera, essa distância... é uma tortura."

Seus lábios se aproximaram, a respiração quente de Miguel se misturando à de Helena. O mundo ao redor deixou de existir. Havia apenas o som de seus corações batendo em uníssono, um ritmo acelerado que ecoava a paixão proibida que os consumia. E então, aconteceu.

Os lábios de Miguel encontraram os de Helena em um beijo que era ao mesmo tempo suave e avassalador. Era um beijo que falava de meses de desejo reprimido, de olhares furtivos, de palavras não ditas. Era um beijo que selava um pacto silencioso, uma promessa de um amor que desafiava todas as convenções. Helena respondeu com a mesma intensidade, seus braços envolvendo o pescoço de Miguel, puxando-o para mais perto. Era um abraço que buscava refúgio, um refúgio nos braços um do outro, contra o mundo.

O beijo se aprofundou, tornando-se mais urgente, mais faminto. As mãos de Miguel desceram para a cintura de Helena, apertando-a contra si. Ele a sentia tremer em seus braços, e o desejo em seu peito cresceu ainda mais, misturado a uma doçura avassaladora. Helena se sentia perdida naquele turbilhão de sensações, uma mistura de êxtase e pavor. Ela sabia que aquele beijo era um ponto sem retorno.

De repente, um som distante cortou a atmosfera carregada. Uma voz chamando o nome de Helena. A voz de sua mãe. O som ecoou como um trovão, quebrando o encanto e a urgência do momento. Os dois se afastaram bruscamente, os rostos corados, os olhos arregalados, a realidade cruel voltando a assombrar.

"Helena! Onde você está, minha filha?" A voz da Sra. Almeida soava mais perto agora, vinda da direção da casa.

Miguel e Helena se entreolharam, a adrenalina pulsando em suas veias. O perigo era real e iminente.

"Eu preciso ir", Helena sussurrou, a voz embargada pela emoção e pelo medo. Seus olhos transmitiam um turbilhão de sentimentos: a paixão recém-descoberta, o arrependimento, o receio do que viria.

Miguel assentiu, o olhar fixo nela. Havia uma promessa silenciosa em seus olhos, uma determinação que não diminuíra com o susto. "Eu voltarei", ele disse, a voz firme. "Não importa o quê, eu voltarei."

Helena assentiu, sem conseguir articular uma palavra. Ela se virou e correu em direção à casa, deixando Miguel sozinho sob a luz da lua que, agora, parecia mais sombria, mais pressaga. Ele observou a figura de Helena se afastar, sentindo um aperto no peito. Sabia que aquele beijo, aquele momento de entrega, não passaria despercebido por muito tempo. A tempestade que ele sentia se formar em seu interior era apenas um reflexo daquela que se aproximava, implacável e devastadora, para abalar os alicerces de suas vidas. O caminho que escolheram era perigoso, e as consequências, ele temia, seriam amargas. Mas, naquele momento, olhando para a escuridão que engolia a figura de Helena, ele sabia que não se arrependia.

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