Apaixonada pelo Chefe 190

Capítulo 10 — O Confronto e a Declaração no Precipício

por Ana Clara Ferreira

Capítulo 10 — O Confronto e a Declaração no Precipício

A carta anônima e a conversa com Lucas deixaram Sofia em um estado de profunda reflexão. A dúvida plantada em seu coração, embora combatida pela sinceridade dele, persistia como uma sombra incômoda. Ela se pegava observando Lucas com um novo olhar, tentando decifrar cada gesto, cada palavra, buscando sinais de manipulação ou ambição oculta. A paixão que ardia entre eles agora era tingida por uma camada de cautela, um reconhecimento tácito dos riscos envolvidos.

No escritório, a atmosfera parecia ter se tornado ainda mais tensa. Os olhares dos colegas pareciam mais penetrantes, os cochichos mais audíveis. Sofia sentia-se exposta, vulnerável, como se estivesse sob um holofote constante. Ela evitava encontros prolongados com Lucas, limitando suas interações a assuntos estritamente profissionais, o que causava uma distância dolorosa entre eles.

Lucas percebeu a mudança no comportamento dela. Aquele brilho de cumplicidade que antes pairava entre eles havia se esvaído, substituído por uma reserva que o feria. Ele tentou se aproximar, um olhar suplicante, um toque sutil em seu braço, mas Sofia se afastava, o medo de ser enganada a impedindo de ceder.

Na sexta-feira à noite, o clima de apreensão se intensificou. Uma importante apresentação para investidores estava marcada para a segunda-feira seguinte, e a pressão era enorme. Lucas a chamou em sua sala no final do expediente, o escritório mergulhado em uma penumbra suave, iluminado apenas pelas luzes da cidade que se refletiam nas vidraças.

"Sofia, precisamos conversar", ele disse, a voz tensa. "Você tem estado distante. E eu não sei o que fiz de errado."

Sofia suspirou, a exaustão emocional tomando conta dela. "Não é você, Lucas. É… é tudo. A carta, os boatos, a incerteza."

Ele se aproximou dela, o olhar intenso. "Eu pensei que tínhamos superado isso. Eu te disse que confiava em você, que você podia confiar em mim."

"Eu quero confiar em você, Lucas. De verdade. Mas é difícil quando há tantas incógnitas. E se a pessoa que enviou a carta estiver certa? E se você estiver apenas me usando?" A pergunta saiu em um sussurro dolorido.

Lucas a encarou, e por um momento, Sofia viu uma mistura de dor e decepção em seus olhos. "Você realmente acha que eu faria isso com você, Sofia? Que eu brincaria com seus sentimentos? Que eu usaria essa situação para me beneficiar?" Ele deu um passo à frente, e a proximidade deles era eletrizante. "Eu não sou perfeito, Sofia. Eu cometi erros. Mas eu nunca, jamais, te enganaria."

Ele pegou suas mãos, e desta vez, Sofia não se afastou. O toque dele era firme, quente, e uma onda de familiaridade a percorreu.

"A apresentação de segunda-feira é crucial", Lucas continuou, a voz rouca. "Mas o que me preocupa mais é a nossa situação. Eu não posso mais trabalhar com você assim, com essa distância entre nós. Isso me machuca."

"E o que você quer que eu faça, Lucas?", ela perguntou, a voz embargada de emoção. "Que eu simplesmente ignore todos os riscos?"

"Eu quero que você se permita sentir o que sente!", ele exclamou, a paixão transbordando em sua voz. "Eu quero que você me dê uma chance, Sofia. Que confie em nós. Eu não quero te perder."

Ele se inclinou, o olhar fixo no dela, e Sofia sentiu o mundo ao redor desaparecer. As preocupações profissionais, os boatos maldosos, tudo se desfez diante da intensidade do momento. Seus lábios se encontraram em um beijo que começou suave e terno, mas rapidamente se aprofundou, carregado de toda a paixão reprimida, de toda a dúvida superada, de todo o desejo que os consumia.

Era um beijo de declaração, de rendição, de esperança. As mãos de Lucas deslizaram por suas costas, puxando-a para mais perto, e Sofia retribuiu, aprofundando o beijo, entregando-se completamente àquele momento.

Quando se afastaram, ambos ofegantes, seus olhares se encontraram em um entendimento profundo.

"Sofia", Lucas disse, a voz rouca. "Eu te amo. Amo mais do que imaginei ser possível. E eu quero construir algo com você. Algo real. Algo que valha a pena arriscar."

As palavras dele ecoaram na mente de Sofia, dissipando as últimas dúvidas. A carta anônima, os sussurros, tudo parecia insignificante diante da força daquela declaração. Ela olhou nos olhos dele, vendo a sinceridade, o amor, a esperança.

"Eu também te amo, Lucas", ela sussurrou, a voz embargada de emoção. "E eu quero tentar. Quero construir algo com você."

Um sorriso de alívio e felicidade iluminou o rosto de Lucas. Ele a abraçou com força, e Sofia se aninhou em seus braços, sentindo uma paz que não experimentava há dias.

"Amanhã, na apresentação, vamos mostrar a eles do que somos capazes", ele disse, a voz confiante. "E depois… depois podemos começar a construir o nosso futuro."

Sofia assentiu, sentindo uma onda de esperança e determinação. A jornada não seria fácil, os obstáculos ainda eram muitos. Mas agora, eles enfrentariam tudo juntos, lado a lado, com o amor e a confiança como suas maiores armas. O precipício da incerteza havia sido escalado, e diante deles, um novo caminho, promissor e apaixonado, começava a se desdobrar.

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