Apaixonada pelo Chefe 190

Capítulo 17 — Os Preparativos do Casamento e as Sombras do Passado

por Ana Clara Ferreira

Capítulo 17 — Os Preparativos do Casamento e as Sombras do Passado

A notícia do noivado de Sofia e Rafael se espalhou como fogo nas redes sociais e nos corredores da Ferraz & Cia. A mídia, que antes cobria a ascensão de Clara e a rivalidade velada, agora se deleitava com o romance que havia triunfado sobre a adversidade. Fotos do casal, radiantes em sua felicidade, estampavam as capas de revistas de fofoca e colunas de celebridades.

Sofia, ainda se recuperando do turbilhão de emoções, sentia uma mistura de euforia e um leve receio. A felicidade era imensa, real, palpável. Mas as sombras do passado, embora distantes, ainda lançavam um tênue véu sobre seu presente. Clara estava presa, mas suas artimanhas haviam deixado marcas, cicatrizes na reputação da empresa e, principalmente, na confiança de Sofia.

Rafael, percebendo a leve hesitação em seu olhar, a segurou pela mão com firmeza. "Ei", ele disse, sua voz um bálsamo para seus ouvidos. "Você está bem? Sei que muita coisa aconteceu, mas quero que saiba que estou aqui. Sempre."

Sofia sorriu, um sorriso genuíno que alcançou seus olhos. "Estou bem, Rafael. Mais do que bem. É só... às vezes é difícil acreditar que tudo isso é real. Que eu mereço essa felicidade."

"Você não só merece, Sofia", ele respondeu, acariciando seu rosto. "Você é a razão dessa felicidade. E nós vamos construir um futuro tão forte que nenhuma sombra do passado jamais conseguirá abalá-lo."

Os preparativos do casamento começaram de forma intensa. Sofia, com sua organização impecável, tomou as rédeas da maior parte das decisões, enquanto Rafael, com seu bom gosto e sua generosidade, supervisionava e aprovava, sempre com um sorriso no rosto. A cerimônia seria discreta, íntima, reunindo apenas os mais próximos. Sofia não queria um espetáculo, queria uma celebração do amor que havia nascido em meio a tantos obstáculos.

A escolha do local foi um dos primeiros pontos de discórdia, não por desacordo, mas por Sofia querer algo com significado. Ela recusou os salões luxuosos e os hotéis badalados.

"Eu quero um lugar que represente nosso recomeço, Rafael", disse ela, enquanto folheavam catálogos de eventos. "Um lugar que tenha a ver com a natureza, com a vida que vamos construir. Lembra daquela pousada que visitamos no interior, perto da cachoeira?"

Rafael se iluminou. "A Pousada das Águas Claras? Claro que lembro! Você amou a tranquilidade, o verde. É perfeito, meu amor. Será lá."

Os dias seguintes foram uma correria. Convites foram enviados, o vestido de noiva escolhido – um modelo clássico e elegante, que realçava sua beleza natural – e a lista de convidados finalizada. Sofia se dedicava com afinco, mas uma preocupação persistia em sua mente: a mãe de Rafael, Dona Helena.

A relação entre Sofia e Dona Helena havia sido tensa no início, marcada pela desconfiança da matriarca em relação a qualquer mulher que se aproximasse de seu filho. Com o tempo, e após testemunhar a força e a integridade de Sofia, a relação havia melhorado, mas ainda havia um certo distanciamento, uma formalidade que Sofia desejava quebrar.

Uma tarde, enquanto revisava os detalhes com a cerimonialista, o telefone de Sofia tocou. Era Dona Helena.

"Sofia, querida. Sei que está ocupada com os preparativos, mas gostaria de te fazer uma visita. Se não for incômodo, claro."

Sofia sentiu um leve frio na espinha, mas respondeu prontamente. "Claro que não é incômodo, Dona Helena. Será um prazer te receber. Quando a senhora gostaria de vir?"

"Amanhã, se não for pedir muito. Pela manhã, talvez?"

"Combinado", disse Sofia, sentindo uma pontada de ansiedade. Ela esperava que essa visita fosse um passo para estreitar os laços entre elas.

No dia seguinte, Sofia preparou um bolo simples e um café fresco. Quando Dona Helena chegou, foi recebida com um sorriso acolhedor. A matriarca, elegantemente vestida, observou o apartamento com um olhar crítico, mas seus olhos suavizaram ao ver Sofia.

"Você parece tão feliz, minha querida", comentou Dona Helena, sentando-se à mesa. "Rafael me contou que o pedido foi lindo."

"Foi sim, Dona Helena", Sofia respondeu, sentindo-se um pouco mais à vontade. "Ele é um homem incrível."

Houve um silêncio, preenchido pelo som da cafeteira. Dona Helena parecia ponderar algo.

"Sofia", ela começou, sua voz assumindo um tom mais sério. "Eu sei que Clara causou muitos problemas. E que você passou por muita coisa. Quero que saiba que, no fundo, eu sempre soube que Rafael amava você. Ele nunca deixou de amar."

Sofia a encarou, surpresa. "Dona Helena... a senhora sabia?"

"Eu sou mãe, Sofia. Eu conheço meu filho. Ele estava sofrendo, preso a um passado que o impedia de seguir em frente. Mas você... você é diferente. Você trouxe luz para a vida dele. E eu sou grata por isso."

As palavras de Dona Helena tocaram Sofia profundamente. Lágrimas se formaram em seus olhos.

"Obrigada, Dona Helena. Significa muito para mim ouvir isso da senhora."

"Eu só quero o melhor para o meu filho", disse Dona Helena, seus olhos marejados. "E eu sei que com você, ele terá. Mas há algo que preciso te contar. Algo sobre o passado de Clara que talvez Rafael não tenha te contado, ou que ela omitiu para te prejudicar."

Sofia a escutou atentamente, o coração apertado. As sombras do passado, mesmo quando pareciam extintas, sempre encontravam um jeito de ressurgir, assombrando os momentos de paz. Dona Helena começou a narrar a história de como Clara, em sua juventude, havia sido manipulada por uma figura sombria de seu passado, um homem que a explorou financeiramente e a levou a cometer atos questionáveis.

"Esse homem", Dona Helena explicou, "nunca deixou de ter influência sobre ela. Mesmo depois de tudo, ele a chantageava. Talvez por isso ela tenha se tornado tão desesperada para ter Rafael, para ter o poder que ele representava. Ela temia que, sem ele, ele a encontrasse e a arruinasse de vez."

Sofia absorveu a informação, sentindo um peso adicional em seu peito. A queda de Clara parecia agora ter camadas mais complexas, mais trágicas. E o passado, mesmo o de outra pessoa, podia ter repercussões.

"Rafael sabe disso?", perguntou Sofia.

"Ele sabe de parte", respondeu Dona Helena. "Ele investigou Clara profundamente quando descobriu suas artimanhas. Ele sabe que ela tinha dívidas e um passado obscuro. Mas o nome desse homem... ele não chegou a descobrir. Clara era muito cuidadosa."

Sofia sentiu um arrepio. Aquele passado obscuro de Clara, a manipulação, a chantagem... tudo isso parecia um eco distante, mas ainda ressonante. Ela olhou para Rafael, que acabara de chegar em casa e a cumprimentava com um beijo carinhoso. Ele estava tão radiante, tão alheio a essas novas nuances que pareciam pairar no ar.

"O casamento será lindo, Sofia", disse Dona Helena, levantando-se. "E eu estou ansiosa para celebrar o amor de vocês. Mas lembre-se, meu bem. O amor verdadeiro sempre encontra uma maneira de superar as trevas. E o amor de vocês é muito forte."

Sofia assentiu, um misto de gratidão e apreensão crescendo em seu coração. A felicidade era inegável, a promessa de um futuro juntos, radiante. Mas as palavras de Dona Helena a deixaram com a sensação de que, mesmo após a aparente vitória, as verdadeiras batalhas, aquelas travadas nas profundezas do passado, poderiam ainda ter seus desdobramentos. A jornada para a paz completa ainda poderia exigir mais de sua força e de seu amor.

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