Entre o Amor e o Ódio 193

Com certeza! Aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Entre o Amor e o Ódio 193", escritos com a paixão e o drama que só uma novela brasileira pode oferecer:

por Isabela Santos

Com certeza! Aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Entre o Amor e o Ódio 193", escritos com a paixão e o drama que só uma novela brasileira pode oferecer:

Capítulo 6 — O Despertar de um Sentimento Proibido

A brisa quente da tarde acariciava o rosto de Aurora enquanto ela observava a silhueta imponente da fazenda de Viana. O sol, que tingia o céu de tons alaranjados e rosados, parecia dançar sobre os campos de café, um espetáculo que antes a enchia de paz, mas que agora trazia uma melancolia estranha. Desde o encontro inesperado com o homem misterioso, o Sr. Matias, um turbilhão de emoções a assaltava. A gratidão pela ajuda inesperada se misturava a uma desconfiança latente, alimentada pelas histórias sussurradas sobre o passado obscuro de Viana e seus associados.

Ela suspirou, apertando o pequeno livro de poesias que trazia consigo. As palavras de amor e saudade pareciam ecoar em seu peito, cada verso um espelho de seus sentimentos confusos. Matias. O nome ressoava em sua mente como um encantamento. A forma como ele a olhava, a gentileza inesperada em seus gestos, o mistério em seus olhos profundos… tudo isso a perturbava. Aurora era uma mulher de princípios, criada com valores que a ensinavam a desconfiar de paixões avassaladoras e de homens que pareciam surgir do nada, como um raio em céu azul. E Matias era exatamente isso: um enigma envolto em charme e perigo.

Enquanto caminhava pelos jardins bem cuidados da propriedade de sua família, os pensamentos de Aurora a levavam de volta à noite anterior. A festa beneficente para arrecadar fundos para o orfanato era um evento anual, e este ano, a presença de Matias causara um burburinho silencioso. Ele se movia com uma elegância discreta, um predador em seu habitat, observando e sendo observado. Aurora tentara evitá-lo, concentrada em sua conversa com a Dona Amélia, a senhora que sempre a tratou com carinho e que parecia conhecer todos os segredos da região.

Mas o destino, com sua teimosia peculiar, as guiara para o mesmo canto. Viana, com seu sorriso calculado e suas palavras bajuladoras, tentara atrair a atenção de Aurora. Ela sentia repulsa pela forma como ele a olhava, uma possessividade velada que a arrepiava. Foi nesse momento que Matias apareceu, um escudo silencioso entre ela e Viana. Ele ofereceu um copo de champanhe, seus dedos roçando os dela por um instante fugaz. Um arrepio percorreu a espinha de Aurora, uma sensação que ela não conseguia explicar.

“Você parece um pouco distante hoje, minha querida”, disse uma voz suave, tirando-a de seus devaneios. Era sua tia Clarice, uma mulher de beleza delicada, mas com uma força interior que raramente demonstrava. Clarice era a guardiã dos segredos da família, a rocha que sustentava Aurora desde a partida prematura de seus pais.

Aurora esboçou um sorriso forçado. “Apenas pensando nos preparativos para a colheita, tia. O tempo está sendo generoso, mas nunca se sabe o que o futuro reserva.”

Clarice a observou com atenção, seus olhos perspicazes notando a agitação por trás da fachada calma. “Ou talvez esteja pensando em algo mais… excitante”, ela insinuou, um leve brilho malicioso nos olhos.

Aurora corou levemente. “Tia, por favor…”

“Ah, minha menina, não precisa corar. Vejo como você olha para o Sr. Matias. E vejo como ele a olha de volta. É um fogo que crepita à distância, um prenúncio de tempestade.”

“Tia Clarice! Ele é um desconhecido. E Viana… Viana está sempre por perto. Não podemos nos dar ao luxo de nos envolvermos em algo que possa nos prejudicar.” A voz de Aurora tremeu um pouco ao mencionar o nome de Viana. A sombra dele pairava sobre a família há anos, uma dívida antiga que parecia impossível de pagar.

Clarice suspirou, sua expressão suavizando. “Eu sei, Aurora. E é por isso que você deve ter cuidado. O Sr. Matias é um homem de muitas facetas, e nem todas elas brilham à luz do sol. Mas também é verdade que o coração tem suas próprias razões, razões que a mente nem sempre compreende.” Ela pegou a mão de Aurora entre as suas. “Apenas prometa-me que será cautelosa. E que não se esquecerá de quem você é e do que sua família representa.”

Aurora assentiu, sentindo o peso da responsabilidade e a confusão de seus sentimentos. A gratidão por Matias, a atração inegável, a desconfiança em relação ao seu passado, e o medo constante de Viana… tudo isso formava um emaranhado complexo em seu coração. Ela sabia que estava à beira de algo perigoso, algo que poderia mudar o curso de sua vida para sempre. O amor, como o ódio, tinha a capacidade de consumir tudo em seu caminho, e Aurora sentia que estava sendo tragada por uma força que mal conseguia controlar. A noite se aproximava, e com ela, a incerteza de um futuro que parecia cada vez mais nebuloso.

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