Promessas Quebradas 195

Claro, com a paixão e o drama que só o coração brasileiro sabe sentir, mergulho de volta nas vidas entrelaçadas de Sofia e Rafael, tecendo os próximos fios de "Promessas Quebradas 195".

por Valentina Oliveira

Claro, com a paixão e o drama que só o coração brasileiro sabe sentir, mergulho de volta nas vidas entrelaçadas de Sofia e Rafael, tecendo os próximos fios de "Promessas Quebradas 195".

Capítulo 16 — O Sussurro da Sombra e a Fortaleza do Amor

O aroma de café fresco pairava no ar da galeria, um convite reconfortante para o início de mais um dia, mas para Sofia, era um lembrete constante de que a paz era apenas uma tela fina, prestes a ser rasgada. A noite anterior havia sido um turbilhão de emoções. A exposição de Rafael, um triunfo incontestável, fora ofuscada pela presença gélida e inesperada de Helena. A forma como ela se movia entre as obras, um fantasma de beleza outrora radiante, era quase uma provocação. Sofia sentia a picada da dúvida, um veneno sutil que se infiltrava em suas certezas. Helena, com seu charme manipulador e a memória de um passado que Sofia tentava desesperadamente esquecer, era a personificação de tudo o que ela temia.

Rafael, alheio à tempestade que se formava na alma de Sofia, exibia um otimismo contagiante. Ele a abraçava com a força de quem havia reencontrado seu norte, seus olhos marejados de gratidão e um amor que parecia capaz de mover montanhas. "Sofie, meu amor, não consigo acreditar. É tudo que eu sonhei, e mais", ele murmurou naquela noite, os lábios roçando a pele do pescoço dela, um arrepio percorrendo seu corpo. "E você... você é a minha inspiração. Cada pincelada, cada cor, tem um pouco de você."

Mas o beijo dele, antes um porto seguro, agora carregava um peso indescritível. A imagem de Helena flutuava em sua mente, um contraponto sombrio à luz que Rafael projetava. Ela se afastou suavemente, o coração acelerado. "Rafael, eu... preciso de um momento."

Ele a olhou, a confusão pintando seu rosto. "O que houve, meu bem? Algo a incomoda?"

Sofia forçou um sorriso, um disfarce frágil. "Nada, amor. Apenas... estou um pouco sobrecarregada com o sucesso. É muita emoção de uma vez." Ela se virou para encarar a multidão festiva, os aplausos soando distantes. Queria gritar, queria confessar seus medos, mas a imagem de Helena, com seus olhos penetrantes e um sorriso enigmático, a silenciou. Helena sabia exatamente onde apertar, onde inflamar as inseguranças mais profundas de Sofia.

Na manhã seguinte, enquanto Rafael estava ocupado com a imprensa e os colecionadores, Sofia se refugiou em seu ateliê. O cheiro de tinta e terebintina, antes terapêutico, agora parecia sufocante. Ela olhou para a tela em branco que aguardava sua próxima obra, um desafio que antes a entusiasmava, mas agora parecia um abismo. As cores vibrantes que ela costumava usar com tanta confiança pareciam desbotadas, sem vida.

"O que você está pintando, Sofia?"

A voz rouca e melodiosa fez Sofia pular. Helena estava parada na porta do ateliê, um sorriso sedutor nos lábios, vestida com um elegante tailleur que realçava sua figura. Ela segurava uma taça de vinho tinto, o líquido escuro contrastando com a palidez de sua pele.

"Helena! O que faz aqui?", Sofia respondeu, a voz tensa, tentando disfarçar o choque.

"Vim admirar a obra do meu... bom, do artista em ascensão. E, claro, ver a musa por trás de tudo isso." Helena entrou no ateliê com passos lentos e calculados, seus olhos percorrendo cada canto com um interesse fingido. Ela parou diante de uma tela onde Sofia havia começado a esboçar um retrato de Rafael. "Que lindo. Captura toda a alma dele. Ele tem uma alma tão... intensa, não é mesmo?"

O tom de Helena era suave, quase melódico, mas Sofia sentiu a malícia por trás de cada palavra. "Rafael é um artista brilhante, Helena. E eu tenho sorte de tê-lo em minha vida."

Helena deu um gole no vinho, seus olhos fixos em Sofia. "Sorte? Ou talvez... destino? Ele nunca se esqueceu de você, Sofia. Nem eu." A última frase foi dita em um sussurro carregado de significado, e Sofia sentiu um frio percorrer sua espinha. "Ele me contou sobre o passado de vocês. Um amor avassalador, pelo que me lembro. Paixões intensas como a de vocês... deixam marcas."

"O passado é passado, Helena", Sofia retrucou, tentando manter a voz firme. "E eu não tenho nada a esconder."

"Ninguém tem, querida. Mas às vezes, o passado tem uma maneira de nos encontrar, não é mesmo?", Helena sorriu, um sorriso que não alcançava seus olhos. "E Rafael, com toda a sua paixão, às vezes pode ser... um pouco cego para certas verdades."

A conversa pairou no ar, pesada, carregada de insinuações. Helena parecia se deleitar com o desconforto de Sofia, saboreando cada segundo de incerteza que ela podia semear. Sofia percebeu que Helena não estava ali por acaso. Ela estava ali para testar os limites, para provar que o passado dela e de Rafael ainda tinha poder, para tentar reavivar as cinzas de um incêndio que Sofia lutava para manter apagado.

Rafael entrou no ateliê naquele momento, o sorriso no rosto desfeito ao ver a tensão entre as duas mulheres. "Helena? O que faz aqui?" A frieza em sua voz era palpável.

Helena se virou para ele, seu sorriso voltando, mais radiante do que nunca. "Rafael, meu querido! Vim parabenizá-lo pessoalmente. Sua exposição foi um sucesso estrondoso. Fiquei tão orgulhosa ao ver meu amigo brilhar." Ela estendeu a mão para ele, e ele, com um gesto hesitante, a aceitou.

Sofia observou a cena, o coração apertado. A proximidade entre Rafael e Helena, a facilidade com que Helena navegava em sua presença, a forma como ele parecia confuso, mas não totalmente repulsivo, tudo isso a atingiu como um golpe. Era a sua insegurança falando mais alto? Ou Helena estava, de fato, usando a sua influência sobre Rafael?

"Eu... eu preciso ir", Sofia disse, a voz embargada. Ela se virou e saiu do ateliê, deixando para trás o aroma de tinta, o olhar calculista de Helena e a confusão no rosto de Rafael. Lá fora, sob o céu cinzento da cidade, Sofia se permitiu chorar. As promessas quebrado eram mais do que um título, eram uma realidade sombria que parecia se instalar em sua vida. A Fortaleza do Amor que ela e Rafael haviam construído, tijolo por tijolo, agora parecia abalada por um sussurro da sombra, uma sombra com o nome de Helena.

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