O Ladrão do meu Coração 197

Capítulo 6

por Ana Clara Ferreira

Com certeza! Prepare-se para mergulhar de cabeça nas novas reviravoltas e paixões de "O Ladrão do meu Coração 197". Aqui estão os capítulos 6 a 10, recheados de emoção e drama, no mais puro estilo brasileiro que você pediu.

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Capítulo 6 — O Abismo da Verdade Revelada

O sol da manhã, antes um raio de esperança que invadia o quarto de Clara, agora parecia um holofote implacável, expondo a devastação em seu peito. A noite fora um borrão de lágrimas e pesadelos, uma dança macabra com a imagem de Ricardo sussurrando aquelas palavras cruéis, aquelas acusações infundadas. "Você o ama, Clara. Ama esse ladrão que roubou tudo de mim." A lembrança ainda a deixava com um nó na garganta, um frio gélido percorrendo sua espinha.

Ela se levantou da cama, os pés descalços tocando o piso frio. Olhou-se no espelho, buscando um reflexo familiar, mas encontrou apenas um rosto pálido, olhos inchados e uma expressão de quem viu o mundo desmoronar. O que Ricardo havia dito sobre seu pai, sobre a coleção, sobre a própria vida de Clara… parecia um pesadelo que se recusava a dissipar. A colecionadora de antiguidades, a mulher que sempre se vira como guardiã de histórias e memórias, agora sentia que sua própria história era uma farsa.

O ateliê, antes seu santuário, agora parecia um palco sombrio. As peças antigas, antes admiráveis em sua beleza e história, agora emanavam uma aura de desconfiança. Cada objeto parecia sussurrar segredos, lembrá-la das palavras de Ricardo. Ela se aproximou de uma mesinha onde repousava uma pequena caixa de madeira entalhada, uma peça que pertencera à sua mãe. Lembrou-se de quando criança, sua mãe lhe contava histórias sobre os entalhes, sobre a origem da madeira, sobre a vida que ela e seu pai construíram juntos. E agora, Ricardo dizia que tudo era mentira.

"Não, não pode ser", murmurou Clara, a voz embargada. Ela abriu a caixa com as mãos trêmulas. Dentro, não havia joias ou objetos preciosos, mas um conjunto de cartas amareladas, amarradas por uma fita desbotada. Eram cartas de amor, escritas em uma caligrafia elegante e um tanto desordenada. As cartas de sua mãe.

Com o coração batendo descompassado, Clara pegou a primeira. A data era de anos antes de seu nascimento. Eram dirigidas a um homem chamado… Arthur. Arthur. O nome martelou em sua mente. Não era o nome de seu pai. O que significava aquilo?

Ela começou a ler, cada palavra um golpe, cada frase uma revelação dolorosa. As cartas descreviam um amor avassalador, um amor proibido, um amor que floresceu em segredo. Sua mãe escrevia sobre a paixão que sentia por Arthur, um artista talentoso, um homem com quem ela sonhava construir um futuro. Ela falava sobre a dificuldade de manter esse amor em segredo, sobre a pressão da família, sobre os planos que ela e Arthur tinham de fugir, de começar uma nova vida juntos.

E então, Clara encontrou uma carta que a fez ofegar. Era a última, a mais recente. Nela, sua mãe escrevia sobre a gravidez. Sobre o filho que esperava. Um filho que ela esperava que fosse de Arthur. Mas a carta terminava com um tom de desespero, com a menção a uma decisão difícil, a um sacrifício. Um sacrifício para proteger alguém. Para proteger… seu futuro filho.

Clara deixou a carta cair, as mãos incapazes de segurá-la. O mundo girou. Sua mãe estava grávida de outro homem? Seu pai… ele sabia? Ou ele havia sido enganado? E Ricardo, como ele sabia de tudo isso?

A porta do ateliê se abriu suavemente, e Daniel entrou, o olhar preocupado. Ele a viu ali, pálida e abalada, com as cartas espalhadas pelo chão.

"Clara? O que aconteceu? Você está bem?"

Clara levantou o olhar, os olhos marejados de lágrimas. Ela não conseguia falar, apenas apontou para as cartas com um gesto trêmulo.

Daniel se aproximou, pegou uma das cartas e começou a ler. Sua expressão mudou gradualmente, de preocupação para espanto, e então para uma compreensão sombria. Ele olhou para Clara, seus olhos azuis refletindo a dor dela.

"Clara… essas cartas… elas parecem… elas parecem contar uma história que você não conhecia."

"Não conhecia?", a voz de Clara era um sussurro rouco. "Daniel, eu acho que nada do que eu conhecia era verdade. Minha mãe… ela teve um caso. Ela estava grávida de outro homem."

Daniel colocou uma mão gentil em seu braço. "Eu sinto muito, Clara. Isso deve ser… devastador."

"Devastador é pouco", disse Clara, a voz ganhando uma força inesperada. "É uma traição. Uma traição de tudo o que eu acreditava. E Ricardo… ele usou isso contra mim. Ele sabia. Ele sabia e me deixou acreditar que você era o vilão."

Os olhos de Daniel encontraram os dela, um olhar de profunda tristeza e determinação. "Clara, Ricardo está jogando um jogo sujo. Ele está te manipulando. Ele não te ama, ele quer te controlar. Ele quer te quebrar."

"Mas por quê? Por que ele faria isso? Por que ele sabia sobre essas cartas?", Clara perguntou, a mente correndo em busca de respostas.

"Eu não sei o motivo exato, Clara. Mas sei que ele é capaz de muita coisa. Ele é um homem perigoso, movido por inveja e ressentimento. Ele sempre quis o que você tem, a sua vida, o seu nome, a sua história."

"Mas essas cartas… elas falam de um artista. Arthur. Quem é Arthur?", Clara perguntou, lembrando-se do nome que tanto a perturbara.

Daniel franziu a testa, pensativo. "Arthur… nunca ouvi esse nome ligado à sua família. Mas se sua mãe o amava tanto, se vocês planejavam fugir… pode ser que ele tenha sido alguém importante no passado dela." Ele pegou outra carta, folheando-a. "Espere um pouco. Há um nome aqui, em uma das margens. Um nome de um advogado. E um endereço… em São Paulo."

Clara se inclinou, a esperança de encontrar uma resposta começando a despontar em meio à tempestade. "São Paulo? E o nome?"

"Dr. Matias Fernandes", Daniel leu, franzindo a testa. "Não me soa familiar. Mas se sua mãe escreveu para ele, talvez ele saiba algo. Talvez ele tenha sido o advogado dela na época, ou do Arthur."

Um lampejo de determinação surgiu nos olhos de Clara. A dor ainda estava lá, profunda e dilacerante, mas agora havia algo mais: a necessidade de desvendar a verdade, não importa o quão sombria ela fosse. Ela não permitiria mais que Ricardo a controlasse, que distorcesse seu passado.

"Eu preciso ir a São Paulo", declarou Clara, a voz firme. "Eu preciso encontrar esse advogado. Eu preciso saber a verdade sobre minha mãe, sobre meu pai, sobre tudo."

Daniel assentiu, compreendendo a urgência. "Eu vou com você. Não te deixo sozinha nessa."

Clara olhou para ele, um misto de gratidão e apreensão em seu olhar. Ela sabia que Daniel estava ali por ela, mas o fantasma de Ricardo e as revelações da noite anterior pairavam como uma sombra, ameaçando engolir tudo. A verdade, ela estava descobrindo, era um abismo, e ela estava prestes a mergulhar nele de cabeça.

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