O Chefe da Máfia III

Claro, aqui estão os capítulos 22 a 25 de "O Chefe da Máfia III", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers:

por Mateus Cardoso

Claro, aqui estão os capítulos 22 a 25 de "O Chefe da Máfia III", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers:

Capítulo 22 — O Sussurro da Traição

O ar na mansão dos Rossi parecia ter se solidificado. Pesado, denso, impregnado com o silêncio expectante que precede a tempestade. Isabella, com os olhos de esmeralda fixos no rosto impassível de Dante, sentia uma corrente fria percorrer sua espinha. A pergunta que pairava no ar, não dita, mas gritada em cada fibra do seu ser, era a mesma que assombrava a mente de Dante: quem dentro do círculo íntimo deles poderia ter sido a fonte daquela informação vital? A fuga de Lorenzo, a desarticulação do plano de expansão em Nápoles, tudo apontava para um vazamento interno. E o pior de tudo: um vazamento que só poderia ter vindo de alguém em quem Dante depositava a sua mais profunda confiança.

Dante, com sua postura imponente de sempre, parecia esculpido em granito. Seus olhos escuros, antes repletos de um fogo que sempre a incendeava, agora carregavam uma sombra gélida, uma desconfiança que se espalhava como um veneno. Ele girou a taça de vinho tinto entre os dedos, o líquido rubro dançando como um presságio.

"Fala, Isabella," sua voz, um murmúrio grave que raramente perdia a sua autoridade, quebrou o silêncio opressivo. "Você pensou. Analisou cada passo que demos desde que Lorenzo chegou. Quem poderia ter se beneficiado com o nosso fracasso? Quem tinha o conhecimento necessário para nos trair tão precisamente?"

Isabella fechou os olhos por um instante, remexendo em sua memória como quem vasculha um baú empoeirado, buscando um elo perdido. Lorenzo. Ele era o alvo principal, a peça chave daquele jogo perigoso. Mas Lorenzo não agia sozinho. Ele tinha contatos, cúmplices. E, mais importante, ele tinha acesso. Acesso a informações que poucos possuíam. A informação sobre a sua identidade, sobre a sua ligação com a máfia, sobre a sua própria segurança, tudo isso foi revelado a Lorenzo de uma forma que o permitiu orquestrar aquele plano audacioso.

"Lorenzo tinha informantes, Dante. Isso é óbvio. Mas o tipo de informação que ele usou... a data exata da nossa reunião em Nápoles, os nomes dos nossos associados locais, os detalhes daquela carga que precisávamos mover... isso não é algo que um informante qualquer poderia saber. Isso vem de dentro. Muito, muito perto de nós." Ela abriu os olhos, encontrando os de Dante, buscando uma confirmação em seu olhar. "Você confia em todos os seus homens? Em todos aqueles que têm acesso aos nossos planos mais secretos?"

Dante deu um gole longo em seu vinho, o gesto lento e deliberado. "Confiança é uma moeda de ouro, Isabella. E neste mundo, a falsificação é a norma. Eu confio nos meus instintos. E meus instintos me dizem que algo está podre. Mais podre do que eu imaginava." Ele pousou a taça na mesa de mogno polido. "Riccardo. Ele estava presente em todas as nossas reuniões. Ele conhece cada detalhe da nossa estratégia em Nápoles. E ele sempre teve uma… ambição velada. Uma necessidade de provar seu valor, de subir na hierarquia."

O nome de Riccardo pairou no ar como uma nuvem escura. Riccardo. O braço direito de Dante, seu fiel escudeiro por anos. Um homem de poucas palavras, mas de ações decisivas. Sempre leal, sempre eficiente. A ideia de sua traição era quase um sacrilégio.

"Riccardo?", Isabella repetiu, a voz tingida de incredulidade. "Ele é um dos poucos em quem você sempre confiou cegamente. Ele te serviu por tantos anos. Por que ele faria isso?"

"Por que alguém trairia? Por poder, por dinheiro, por ressentimento. Ou simplesmente porque viu uma oportunidade melhor. Lorenzo lhe ofereceu algo que eu não podia? Uma posição mais alta? Um pedaço maior do bolo? Talvez ele se sentisse subestimado. Talvez ele quisesse o controle que eu tenho. A ambição, Isabella, é um monstro insidioso." Dante se levantou e começou a andar pela sala, seus passos pesados ecoando no assoalho de mármore. "Eu o vi hoje. Ele parecia… diferente. Aquele brilho nos olhos, que sempre foi de lealdade, agora parecia um brilho de complacência. Ele estava satisfeito com o nosso fracasso, Isabella. E isso, para mim, é inaceitável."

Isabella se aproximou dele, a mão hesitando antes de tocar seu braço. A pele dele era quente sob seu toque, mas a aura que o envolvia era gélida. "E os outros? Marco? Giovanni? Eles estiveram lá também."

"Marco é um mercenário. Se ele viu uma chance de ganhar mais com Lorenzo, ele poderia ter sido tentado. Mas Marco é previsível. Ele seria mais… direto. Giovanni é leal, mas sua lealdade é mais sentimental do que estratégica. Ele não teria a astúcia para planejar algo assim." Dante parou em frente à janela, olhando para a noite estrelada, como se buscasse respostas nas constelações. "Riccardo, porém, é diferente. Ele é inteligente. Ele é calculista. Ele sabe como operar nas sombras. E ele sabe como explorar as fraquezas dos outros. Talvez ele tenha visto em mim uma fraqueza. Ou em você."

O coração de Isabella apertou. Em mim? A ideia de que alguém pudesse usar sua relação com Dante como uma arma contra eles era aterradora. "Ele sabe sobre nós, Dante. Sobre o nosso amor. Ele pode ter usado isso como um ponto de pressão?"

Dante se virou para ela, seus olhos encontrando os dela com uma intensidade que a fez prender a respiração. "Se alguém ousou usar você contra mim, Isabella, essa pessoa vai se arrepender de ter nascido. Eu vou esmagá-lo. Literalmente. Não haverá canto escuro o suficiente para se esconder." Ele a puxou para perto, seus braços a envolvendo com uma força possessiva. O cheiro de couro e de poder emanava dele, um perfume que a hipnotizava. "Você é o meu ponto fraco, meu amor. E se alguém tentar explorá-lo, enfrentará a minha fúria."

O beijo que se seguiu não foi de ternura, mas de necessidade, de urgência. Uma declaração de posse, uma promessa de proteção. Um refúgio contra o mundo que conspirava contra eles. O sussurro da traição pairava no ar, mas naquele abraço, naquele beijo, eles se recusavam a ceder. Eles lutariam. Juntos.

"Riccardo é o suspeito principal", Dante disse, sua voz abafada contra o rosto dela. "Mas precisamos de provas. Não podemos agir apenas com suspeitas. Não ainda. Precisamos de algo concreto. Algo que o incrimine sem sombra de dúvida."

"E como vamos conseguir isso?", Isabella perguntou, a voz rouca.

"Vamos observar. Vamos esperar. E vamos armar uma armadilha. Vamos plantar uma isca. E quando ele morder, nós o pegaremos em flagrante." Dante se afastou um pouco, mas manteve as mãos em seus quadros. "Enquanto isso, você precisa ser ainda mais cuidadosa. Cada palavra, cada movimento. Não confie em ninguém além de mim. Entendido?"

Isabella assentiu, seus olhos fixos nos dele, uma promessa silenciosa sendo trocada. A confiança, outrora um pilar sólido, agora era um campo minado. Mas o amor deles, o amor intenso e avassalador que os unia, era a âncora que os impedia de afundar. E era essa âncora que eles usariam para navegar pelas águas turbulentas da traição. O jogo de poder havia se intensificado, e a próxima jogada seria decisiva.

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