O Chefe da Máfia III

Capítulo 6

por Mateus Cardoso

Com certeza! Prepare-se para mergulhar de volta no turbilhão de paixão, perigo e segredos que envolvem Isabella e Dante. Aqui estão os capítulos 6 a 10 de "O Chefe da Máfia III", escritos com a alma de um romancista brasileiro.

Capítulo 6 — O Sussurro da Verdade nas Sombras

A brisa noturna da Baía de Guanabara trazia o cheiro salgado do mar misturado ao perfume adocicado das buganvílias que adornavam a varanda do apartamento de luxo. Isabella observava as luzes da cidade cintilarem como estrelas caídas, mas a beleza efêmera da paisagem não conseguia aplacar a tempestade que se formava em seu peito. Cada batida de seu coração parecia ecoar a mentira que a sufocava. Dante estava ali, ao seu lado, um gigante protetor com olhos que guardavam mais mistérios do que ela jamais ousara imaginar. Ele a abraçava, a mão forte pousada em sua cintura, a respiração quente em sua nuca. Era um porto seguro, um refúgio em meio à voragem de sua vida. No entanto, a inocência que um dia a fez amar o homem por trás do apelido "Il Capo" estava sendo corroída por uma dúvida persistente, um sussurro perigoso que se aninhava em seus ouvidos como uma serpente.

"Você está quieta hoje, Bella", a voz grave de Dante quebrou o silêncio, sem tirar os olhos da vista panorâmica. "Algo a incomoda?"

Isabella hesitou. A pergunta era simples, direta, mas a resposta era um labirinto. Como explicar a ele que a figura imponente que a protegia, que a amava com uma intensidade que a assustava e a encantava, também era o homem que ela vira em jornais, em investigações policiais, associado a crimes hediondos? Como conciliar o Dante que dividia o pão com ela, que ria de suas piadas bobas, com o Dante que comandava um império de sombras?

"É só... o peso de tudo, Dante", ela respondeu, escolhendo as palavras com cuidado. "Às vezes, parece que estamos vivendo em um sonho. Um sonho bonito, mas que pode acabar a qualquer momento."

Ele se virou para encará-la, o olhar penetrante buscando o fundo de seus olhos. Havia uma preocupação genuína em seu semblante, uma suavidade que desarmava. "Nós vamos ficar bem, Isabella. Sempre. Você sabe disso."

E ela sabia. Ele a garantia, a protegia com unhas e dentes. Mas a prova que encontrara no escritório dele – aquela fotografia antiga, a inscrição apagada mas ainda legível em algumas partes, insinuando um elo com o assassinato de seus pais – pesava como uma âncora. Seria possível que ele, o homem que a resgatou das garras de outros criminosos, fosse o mesmo que orquestrou a tragédia que a marcaria para sempre? A ideia era insuportável, mas a verdade parecia se ocultar nas sombras, teimosa, esperando o momento certo para explodir.

Naquela noite, enquanto Dante dormia ao seu lado, Isabella se levantou sorrateiramente. A luz da lua banhava o quarto em tons prateados, pintando sombras longas e dançantes nas paredes. Ela se dirigiu ao escritório dele, o coração martelando no peito como um tambor de guerra. Precisava ver aquela foto novamente, encontrar algo, qualquer coisa que confirmasse ou negasse seus medos mais sombrios. A mesa dele estava impecável, como sempre. Vasculhou gavetas com mãos trêmulas, o suor escorrendo em suas costas. Não era a primeira vez que entrava ali sem permissão, mas a sensação de transgressão era maior agora. Ela estava procurando por uma verdade que poderia destruir o mundo que ela construíra com Dante.

Em uma gaveta secreta, escondida sob uma divisória falsa, ela encontrou um pequeno álbum de couro desgastado. Não era o álbum que continha a foto em questão, mas algo ainda mais perturbador. Eram recortes de jornal antigos, com manchetes sobre o assassinato de seus pais. E, cuidadosamente, colada em uma das páginas, havia uma carta. A caligrafia era formal, fria. Ela não reconhecia o remetente, mas o destinatário era claro: um nome que ela conhecia muito bem. Dante.

"…o trabalho está feito. O obstáculo foi removido. O pagamento foi efetuado. A pequena Isabella nunca saberá a verdade. Ela será um peão valioso em nossos planos futuros. Mantenha-a sob vigilância e certifique-se de que ela nunca saia de seu controle. A linhagem deve continuar."

As palavras a atingiram como uma descarga elétrica. "O trabalho está feito. O obstáculo foi removido." Seus pais. Ela. "Ela será um peão valioso." Ela era um peão. A carta não deixava margens para interpretação. Dante sabia. Dante planejou. A fotografia, a dedução inicial, tudo se encaixava de forma cruel e devastadora. Aquele homem adormecido no quarto ao lado não era o protetor, mas o arquiteto de sua dor.

Um soluço escapou de seus lábios, abafado pelas mãos que cobriam sua boca. As lágrimas rolavam em cascata, quentes e amargas. Ela se sentia traída, enganada em um nível inimaginável. O amor que sentia por ele se misturava a um ódio avassalador, uma confusão de sentimentos que a deixava tonta.

De repente, um barulho vindo do corredor a fez congelar. Vozes. Ela não era a única na casa. O pânico a tomou. Deixou cair o álbum, os recortes espalhando-se pelo chão como confetes de desgraça. Precisava sair dali, precisava fugir. Mas para onde? Quem poderia acreditar nela? Quem poderia protegê-la de Dante?

Ela se esgueirou para fora do escritório, o coração acelerado, os ouvidos atentos a cada rangido do assoalho. As vozes se aproximavam. Pela fresta da porta do quarto, viu a silhueta de Dante se movendo, conversando com um homem que ela não reconheceu. O medo a impulsionou. Correu em direção à porta principal, as mãos buscando a maçaneta fria.

Nesse exato momento, Dante saiu do quarto, parando abruptamente ao vê-la. Seus olhos escureceram instantaneamente, a expressão mudando de sono para uma frieza calculista. O homem ao seu lado, um brutamontes com um olhar vazio, avançou.

"Isabella!", Dante chamou, a voz tensa. "Onde você pensa que vai?"

Ela o encarou, os olhos marejados, mas a determinação começando a endurecer sua feição. "Eu sei de tudo, Dante", ela sussurrou, a voz embargada pela emoção. "Eu sei sobre meus pais. Eu sei que você está por trás disso."

O rosto de Dante ficou impassível, mas uma sombra de algo que poderia ser surpresa ou decepção passou por seus olhos. "Isabella, você não entende…"

"Entendo perfeitamente!", ela o interrompeu, um grito rouco escapando. "Você me usou. Você me enganou. Você é um monstro!"

O brutamontes deu um passo à frente, mas Dante o deteve com um gesto rápido. "Acalme-se, Isabella. Vamos conversar. Você está confusa."

"Confusa? Não, Dante. Eu estou desperta. E eu não quero mais fazer parte do seu jogo sujo." Ela se jogou contra a porta, girando a maçaneta com força. A adrenalina a impulsionava. Os homens se aproximavam rapidamente.

"Impedam-na!", Dante ordenou, a voz carregada de uma urgência que a fez tremer.

Ela abriu a porta e correu para a escuridão do corredor, o som de passos pesados atrás dela. A fuga era sua única opção. A verdade a havia libertado, mas a colocara em perigo mortal. O romance com o chefe da máfia, que um dia pareceu um conto de fadas, havia se transformado em um pesadelo.

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