Seduzida pelo Perigo II

Capítulo 10 — O Confronto Final em Milão

por Rodrigo Azevedo

Capítulo 10 — O Confronto Final em Milão

O armazém abandonado era um labirinto de sombras e ecos. Isabella, amarrada à cadeira, sentia o suor frio escorrer por sua testa. O medo era palpável, mas por baixo dele, uma determinação feroz começava a se manifestar. Ela sabia que Antonio e os Ricci a estavam usando como isca, esperando que Matteo viesse salvá-la. E ela sabia que Matteo viria.

Antonio observava a cena com uma calma perturbadora. Ele tinha planejado tudo meticulosamente. A captura de Isabella era a peça chave para atrair Matteo para uma armadilha definitiva, uma que ele não escaparia. Os homens dos Ricci, brutais e leais a ele, cercavam Isabella, prontos para cumprir qualquer ordem.

“Ele virá”, disse Antonio, mais para si mesmo do que para Isabella. “Ele sempre volta para buscar o que lhe pertence.”

Enquanto isso, em um local seguro, Sofia, apesar de ferida, trabalhava febrilmente. Ela contatou Matteo, contando-lhe sobre a captura de Isabella. A notícia caiu como um raio sobre ele. A recuperação em Veneza foi esquecida. A urgência de salvar Isabella o consumiu.

“Eles a levaram. O armazém abandonado perto do antigo porto”, disse Sofia, sua voz rouca. “Antonio está lá. E os Ricci. Eles esperam você, Matteo. É uma armadilha.”

Matteo, pálido, mas com um brilho de fúria nos olhos, levantou-se da cama. “Eles não sabem com quem estão lidando. Eu vou recuperar Isabella. E Antonio… ele pagará por tudo isso.”

Ele reuniu seus homens mais leais. Eram poucos, mas eram os melhores. A missão era clara: resgatar Isabella e eliminar Antonio e os Ricci. A noite em Milão se tornara o palco de um confronto iminente, onde o destino de todos seria decidido.

De volta ao armazém, Isabella ouviu os primeiros sinais. O som distante de sirenes, seguido por um silêncio tenso. Os homens dos Ricci se agitaram, seus olhares se voltando para a entrada. Antonio, porém, permaneceu calmo, um leve sorriso em seus lábios.

“Chegou a hora”, disse ele. “Preparem-se.”

A porta principal do armazém foi arrombada com um estrondo, e Matteo entrou, seguido por seus homens. A luz fraca do lado de fora iluminou a cena, revelando a emboscada.

“Solte-a, Antonio!”, gritou Matteo, sua voz ressoando pelo vasto espaço. “Você cruzou a linha!”

Antonio se levantou lentamente, um brilho de escárnio em seus olhos. “Matteo. Sempre o herói impulsivo. Você veio buscar sua amada. Que romântico. Pena que este será o seu fim.”

Um tiroteio irrompeu, um caos de disparos e gritos. Os homens de Matteo avançaram com precisão, enquanto os homens dos Ricci lutavam com brutalidade. Isabella, no meio da confusão, tentava se soltar das amarras, o coração batendo descompassado.

Matteo lutava como um demônio, sua fúria alimentando sua força. Ele se aproximou de Isabella, seus olhos fixos nos dela. Ele estava mais perto. Ele viria por ela.

Antonio, percebendo que o plano estava saindo do controle, agarrou Isabella, usando-a como escudo. “Se você der um passo a mais, Matteo, ela morre!”, gritou ele, uma arma apontada para a cabeça de Isabella.

Isabella olhou para Matteo, o medo em seus olhos misturado a uma esperança desesperada. Matteo parou, seus olhos encontrando os de Isabella. Ele viu a determinação em seu olhar, mesmo em meio ao terror.

“Solte-a, Antonio. Isso não tem nada a ver com ela”, disse Matteo, sua voz tensa.

“Oh, tem tudo a ver com ela, meu caro Matteo”, respondeu Antonio, apertando o aperto em Isabella. “Ela é o seu ponto fraco. E você é o meu.”

Nesse momento, Isabella agiu. Com um movimento rápido e desesperado, ela mordeu a mão de Antonio, fazendo-o soltá-la por um instante. Ela se jogou para o lado, enquanto Matteo, aproveitando a distração, avançou e desarmou Antonio com um golpe rápido e brutal.

Os homens dos Ricci, vendo seu líder derrotado, começaram a hesitar. Matteo ordenou que seus homens rendessem os sobreviventes. Em poucos minutos, o armazém estava em silêncio, apenas o som de gemidos e o eco dos disparos restavam.

Matteo correu até Isabella, envolvendo-a em um abraço apertado. “Você está bem?”, perguntou ele, sua voz embargada pela emoção.

Isabella assentiu, ainda tremendo. “Eu sabia que você viria.”

Ele a puxou para mais perto. “Eu nunca deixaria nada acontecer com você.”

Antonio, desarmado e derrotado, foi detido por dois dos homens de Matteo. Seus olhos, antes cheios de arrogância, agora transbordavam ódio. “Isso não acabou, Matteo”, ele sibilou.

Matteo o olhou com desprezo. “Para você, Antonio, acabou. Você jogou seu jogo sujo e perdeu. Milão está livre de você.”

As autoridades, alertadas por Sofia, chegaram logo depois, levando Antonio e os sobreviventes dos Ricci sob custódia. A noite de terror em Milão chegava ao fim.

Isabella e Matteo saíram do armazém, de mãos dadas, a luz fraca do amanhecer iluminando seus rostos cansados. O perigo havia passado, por enquanto. Mas a experiência os havia mudado para sempre. A sedução do perigo os unira em uma força inabalável.

“O que vai acontecer agora?”, perguntou Isabella, olhando para Matteo.

Ele apertou sua mão. “Agora, nós reconstruímos. Nós nos protegemos. E nós vivemos. Juntos.”

Enquanto o sol nascia sobre Milão, pintando o céu com tons de esperança, Isabella e Matteo caminhavam para longe do armazém, deixando para trás as sombras do passado. A luta havia sido feroz, mas o amor que florescera em meio ao perigo provara ser a força mais poderosa de todas. O caminho à frente seria desafiador, mas eles o enfrentariam juntos, unidos por um laço forjado nas chamas da adversidade.

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