A Caçadora de Vampiros II

Capítulo 24 — A Fuga da Ruína e o Sussurro da Profecia

por Luna Teixeira

Capítulo 24 — A Fuga da Ruína e o Sussurro da Profecia

O peso de Rafael nos braços de Aurora era um fardo agridoce. Alívio pela sua vida, dor por suas feridas, e a urgência de tirá-lo daquele lugar profano. As criaturas sombrias, antes hesitantes, voltaram a investir com fúria renovada, incitadas pela raiva de seu mestre. Léo e Sofia lutavam bravamente, seus movimentos sincronizados em uma dança perigosa, protegendo Aurora e seu irmão.

Elias, com sua sabedoria ancestral, observava a luta com um olhar preocupado, mas também com um brilho de esperança. Ele sabia que a força de Aurora não estava apenas em sua espada, mas em sua capacidade de amar e de sentir a verdade.

“Precisamos sair daqui!”, Elias gritou por cima do clamor da batalha. “Ele não vai nos deixar ir facilmente!”

Drácula, vendo sua presa escapando de suas garras, soltou um rosnado de fúria contida. A coluna desmoronada não o impedira, apenas o irritara. Seus olhos vermelhos faiscaram, e a escuridão na ruína pareceu se adensar ainda mais, criando um labirinto de sombras em movimento, tentando confundir e isolar os caçadores.

“Vocês não vão escapar da minha casa de almas!”, Drácula vociferou, sua voz reverberando com poder sobrenatural. “Este é o meu domínio, e aqui, a escuridão é a única lei!”

Aurora sentiu o aperto das sombras tentando envolvê-los. Era como se tentassem estrangulá-los, sugar a vida de seus corpos. Ela apertou Rafael com mais força, sussurrando palavras de conforto e encorajamento.

“Não deixe que ele te controle, Rafael”, ela disse, sua voz firme apesar da dor que sentia. “Lute contra isso. Lembre-se de quem você é.”

Rafael, com um esforço imenso, grunhiu em resposta. Seus olhos se fixaram em Aurora, uma chama de determinação começando a surgir em seu olhar enfraquecido. Ele não era uma vítima passiva. Ele era um guerreiro, mesmo que ferido.

Léo, em um movimento ousado, empurrou uma das criaturas sombrias para longe e avançou em direção a Drácula, sua adaga em punho. “Se quer passar por nós, vai ter que lutar!”, gritou ele, a lealdade em seu olhar inabalável.

Drácula apenas sorriu, um sorriso predador. “Tão corajoso. Tão… sacrificial.” Ele estendeu a mão, e uma onda de energia escura atingiu Léo, jogando-o contra uma parede em ruínas. Léo gemeu, mas não caiu.

Sofia, vendo Léo em perigo, correu até ele, jogando um punhado de pó prateado em seu rosto. A criatura sombria que se aproximava dele hesitou, como se a substância lhe causasse dor.

“Isso não vai detê-lo por muito tempo!”, Elias alertou, sua voz soando cada vez mais fraca. A energia sombria do lugar estava afetando a todos, mas ele, com sua idade avançada, era o mais vulnerável.

Aurora percebeu que a única maneira de sair dali era confrontar a fonte da escuridão. Ela olhou para Drácula, que a observava com um brilho calculista em seus olhos. Era uma armadilha, ela sabia. Mas era a única saída.

“Eu vou te dar o que você quer, Drácula”, Aurora disse, sua voz ecoando com uma nova ressonância. “Você quer a escuridão? Então você terá que enfrentá-la em mim!”

Ela colocou Rafael com cuidado no chão, ao lado de Elias, que o amparou com um sorriso fraco. “Fiquem juntos. Se algo acontecer comigo, lembrem-se de tudo o que lutamos.”

Aurora se virou e avançou em direção a Drácula, sua espada erguida. Desta vez, não era um ataque desesperado, mas uma investida calculada. Ela não estava mais lutando apenas pela vida de seu irmão, mas pela libertação de todos ali.

“Você não me assusta mais, Drácula”, ela declarou, sua voz firme e clara. “O seu medo é apenas um reflexo do seu próprio vazio.”

Drácula riu, mas havia um tom de irritação em sua voz. “Vazio? Eu sou a plenitude da noite, Caçadora! Eu sou o fim de todas as coisas!”

Ele ergueu as mãos, e as sombras se contorceram violentamente, formando formas grotescas e ameaçadoras. Parecia que a própria ruína ia desmoronar sobre eles. Mas Aurora não vacilou. Ela focou toda a sua energia, toda a sua determinação, em sua espada. A lâmina brilhou com uma luz intensa, quase ofuscante, e parecia repelir as sombras ao seu redor.

Enquanto a batalha se intensificava, o corpo de Elias começou a tremer. Uma luz suave emanava dele, e palavras antigas, em uma língua esquecida, começaram a sair de seus lábios.

“A Profecia… se cumpre…”, ele sussurrou, sua voz fraca, mas carregada de significado. “Quando a Caçadora de Vampiros confronta a sombra ancestral em seu próprio domínio, a alma da noite é exposta. A essência do mal será revelada, e a Sombra Adormecida encontrará seu destino.”

Aurora ouviu as palavras de Elias, e algo se acendeu dentro dela. A Sombra Adormecida. Era ela? Ou era algo mais?

Drácula, ouvindo a profecia, parou por um instante, seu olhar se fixando em Elias. Uma ruga de preocupação marcou sua testa pálida. “Profecias… são apenas palavras de mortais desesperados.”

“Palavras que moldam o destino, Drácula!”, Aurora retrucou, aproveitando a distração para avançar com ainda mais força. Sua espada parecia uma extensão de sua própria alma, cortando as sombras com precisão e determinação.

Ela atacou Drácula com uma série de golpes rápidos e precisos, forçando-o a se defender. A cada golpe, a luz de sua espada parecia penetrar mais fundo na essência sombria do vampiro. Ela sentiu que estava acertando algo mais profundo do que apenas seu corpo físico.

De repente, Drácula soltou um grito de dor e surpresa. Um brilho fraco, quase imperceptível, emanou de seu peito, como se algo estivesse sendo exposto.

“Impossível!”, ele sibilou, cambaleando para trás. “Você… você não pode me ferir assim!”

Aurora sabia que havia tocado em um ponto fraco. A profecia de Elias, a força de sua própria determinação, estavam abrindo caminho. Ela concentrou toda a sua energia em um único golpe final.

“Por todos aqueles que você machucou! Por todas as almas que você consumiu!”, ela gritou, desferindo um golpe poderoso que atingiu Drácula no peito.

Um grito ensurdecedor ecoou pela ruína. A luz de sua espada explodiu, e uma onda de energia pura varreu o salão. As sombras se retraíram, uivando de dor. Drácula foi arremessado para trás, sua forma tremeluzindo como uma chama fraca. Ele não estava morto, mas estava enfraquecido, sua aura de poder abalada.

“Isso… não é o fim… Caçadora!”, ele sibilou, sua voz fraca e distante. “A escuridão sempre retorna…”

Com essas palavras, a forma de Drácula se dissipou em uma nuvem de fumaça negra, deixando para trás apenas o silêncio e a poeira.

A ruína, sem a presença opressora de Drácula, parecia respirar novamente. As sombras recuaram, e uma luz fraca, vinda de algum ponto no céu, começou a penetrar pelas frestas.

Aurora, exausta, mas vitoriosa, ajoelhou-se, sua espada caindo de suas mãos. Ela olhou para Rafael, que estava sendo amparado por Elias.

“Acabou?”, Rafael perguntou, sua voz fraca.

“Por agora”, Aurora respondeu, um suspiro de alívio escapando de seus lábios. Ela olhou para a profecia que Elias mencionara, para a Sombra Adormecida. Algo nela havia despertado, algo que Drácula temia. A fuga da ruína havia sido difícil, mas a vitória era doce. E o sussurro da profecia pairava no ar, prometendo que a luta contra a escuridão estava longe de terminar.

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