Cap. 6 / 17

O Anjo Caído II

Capítulo 6

por Luna Teixeira

Com certeza! Prepare-se para se perder em "O Anjo Caído II", onde a paixão incendeia, os segredos se desdobram e o véu entre os mundos se torna cada vez mais tênue. Aqui estão os próximos capítulos, tecidos com a emoção e o drama que só o coração brasileiro sabe sentir.

Capítulo 6 — O Beijo do Crepúsculo e a Promessa Sombria

O ar da noite emigmática de Campos do Jordão parecia carregar consigo um peso diferente, uma densidade que ia além da brisa fria que acariciava os pinheiros centenários. Para Isabella, cada sopro gelado trazia consigo o eco das palavras de Lúcifer, um turbilhão de emoções que a mantinha em um estado de alerta febril. Ele estava ali, a poucos passos, um ser de beleza arrebatadora e perigo latente, e a verdade que ele havia revelado, a promessa de um amor proibido entre anjo e mortal, era um fardo quase insuportável.

Ela o observava sob a luz bruxuleante das lanternas do jardim, onde as sombras dançavam e se alongavam como tentáculos. Lúcifer, em sua forma humana, possuía uma aura de poder que, paradoxalmente, a atraía e a assustava na mesma medida. Seus olhos, profundos como a noite sem estrelas, pareciam absorver toda a luz ao redor, e quando ele a olhava, Isabella sentia como se seu próprio espírito estivesse sendo desvendado, nu e vulnerável.

“Isabella”, a voz dele era um murmúrio grave, que ressoava em sua alma como um antigo encantamento. “Você sabe que não pode negar o que sente. O destino nos uniu, mesmo que de forma tão… inesperada.”

Ela engoliu em seco, o nó na garganta apertando. “Eu não sei o que sentir, Lúcifer. Você é… você é o que diz ser. O anjo caído. Isso não é um conto de fadas, é a realidade. E a realidade é cruel.”

Um sorriso melancólico curvou os lábios dele. “Cruel, sim. Mas também é apaixonada. E o que existe entre nós, Isabella, não é algo que se possa simplesmente ignorar. É uma força primordial, antiga como o tempo.”

Ele deu um passo à frente, e o espaço entre eles diminuiu, preenchido por uma tensão elétrica. Isabella sentiu o calor emanando dele, um calor que contrastava com o frio da noite e a fazia tremer, não de medo, mas de um desejo avassalador que ela tentava desesperadamente reprimir.

“O que você quer de mim, Lúcifer?”, ela sussurrou, a voz embargada. “Por que eu? Por que agora?”

“Porque o tempo é nosso inimigo, e nosso aliado”, ele respondeu, seus olhos fixos nos dela. “Seu poder, Isabella, está crescendo. E com ele, a atenção daqueles que não desejam o bem para você. Eu sou o único que pode protegê-la. Eu sou o único que pode compreendê-la.”

Ele estendeu a mão, os dedos longos e elegantes pairando a centímetros de seu rosto. Isabella sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Era a mesma mão que, segundo ele, havia segurado o Medalhão Sombrio, a mesma mão que carregava o peso de eras.

“Mas a que custo, Lúcifer?”, ela perguntou, a voz trêmula. “Sua proteção… ela não virá com um preço? Eu não quero ser mais um peão em seus jogos, seja lá quais forem.”

Ele acariciou suavemente a bochecha dela, e Isabella fechou os olhos por um instante, sentindo a maciez inesperada de sua pele. Era um toque surpreendentemente humano, desprovido da frieza que ela imaginava.

“O único preço que peço é o seu coração, Isabella”, disse ele, a voz agora mais suave, quase um sussurro íntimo. “Um coração que já bate por mim, mesmo que você ainda não o admita. Um coração que anseia por algo além do comum, por algo que só eu posso oferecer.”

Ele se inclinou, seus lábios encontrando os dela em um beijo que roubou o fôlego de Isabella. Não era um beijo de conquista, mas de entrega, de reconhecimento, de uma saudade ancestral que parecia finalmente ter encontrado seu lugar. O beijo era intenso, avassalador, uma mistura de doçura e perigo, de desespero e esperança. O sabor dele era como um vinho envelhecido, forte e inebriante.

Isabella sentiu suas defesas desmoronarem. A razão gritava, mas seu corpo clamava por mais. Era como se uma corrente elétrica a ligasse a ele, uma energia que a consumia e a revigorava ao mesmo tempo. Ela podia sentir a escuridão dele, a vastidão de sua história, mas também a solidão que parecia habitar em sua alma.

Quando se separaram, ofegantes, Isabella sentiu um vazio onde antes havia a certeza de sua própria identidade. Ela era Isabella, a médica, a mulher que buscava a verdade. Mas agora, ela era também a mulher que havia sido beijada por um anjo caído, a mulher que sentia o chamado de uma paixão proibida.

“Eu não posso”, ela sussurrou, mas sua voz não carregava convicção.

Lúcifer a segurou pelos ombros, seus olhos transmitindo uma urgência que a tocou profundamente. “Você pode, Isabella. E você deve. O destino não espera por aqueles que hesitam. E eu não posso te perder. Não agora que te encontrei.”

Ele retirou um pequeno objeto de seu bolso, um objeto que emanava uma aura fria e sinistra. Era o Medalhão Sombrio, agora em suas mãos. A energia que dele irradiava era palpável, uma força antiga e poderosa que fez Isabella dar um passo para trás, alarmada.

“O que é isso?”, ela perguntou, a voz embargada pela apreensão.

“Um símbolo de poder e proteção”, disse ele, olhando para o medalhão com uma expressão complexa, uma mistura de reverência e relutância. “Ele me conecta a você, e a você a mim. Ele é a chave para o nosso futuro, e a âncora para o nosso passado.”

Ele colocou o medalhão em sua mão. O metal frio tocou sua pele, e Isabella sentiu um choque percorrer seu corpo. A energia do objeto era avassaladora, um redemoinho de trevas e poder que a fez cambalear.

“Eu não sei se posso aceitar isso”, ela disse, a voz fraca.

“Você não tem escolha”, respondeu Lúcifer, seus olhos fixos nos dela, uma promessa sombria e sedutora em seu olhar. “Você é minha agora, Isabella. E eu sou seu. Juntos, enfrentaremos o que vier. E o que vier, será grandioso.”

O crepúsculo avançava, pintando o céu com tons de laranja, roxo e vermelho, um espelho da tempestade que se formava no coração de Isabella. Ela segurava o Medalhão Sombrio em sua mão, sentindo o peso de um destino que ela não havia escolhido, mas que agora parecia inevitável. O beijo de Lúcifer ainda ardia em seus lábios, uma marca indelével de um amor perigoso e de uma promessa sombria que ecoaria por toda a eternidade.

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