Cap. 16 / 21

Amor à Força II

Claro, aqui estão os capítulos 16 a 20 de "Amor à Força II", escritos no estilo dramático e apaixonado de uma novela brasileira:

por Priscila Dias

Claro, aqui estão os capítulos 16 a 20 de "Amor à Força II", escritos no estilo dramático e apaixonado de uma novela brasileira:

Capítulo 16 — O Sabor Amargo do Ciúme

A luz dourada do sol da tarde banhava o terraço do Leblon, transformando o mar em um espelho de safiras cintilantes. Helena, com um vestido leve de linho branco que parecia ter sido bordado com o próprio vento, observava a cena com um sorriso que não alcançava os olhos. A taça de vinho branco em sua mão tremia levemente, e o reflexo do seu desassossego era visível no líquido pálido. Do outro lado da mesa, Felipe sorria, contando alguma história animada, os olhos brilhando com uma intensidade que um dia já fora só dela. E era justamente essa intensidade, agora direcionada a outra, que a corroía por dentro.

Ele estava diferente. Mais leve, mais solto, como se um peso tivesse sido retirado de seus ombros. Aquele peso, ela sabia, fora ela mesma. As discussões, as cobranças veladas, a aura de mistério que ela insistia em manter, tudo isso havia criado uma barreira invisível entre eles. Agora, essa barreira parecia ter sido demolida por um furacão chamado Sofia.

Sofia. A simples menção do nome daquela mulher fazia uma pontada aguda percorrer o peito de Helena. Era a primeira vez em muito tempo que ela se sentia assim: impotente, insegura, e, acima de tudo, com um ciúme que lhe queimava a alma. Sofia, com sua espontaneidade desarmante, seu riso fácil e aquela aura de quem não se importava com as convenções, parecia ter conquistado Felipe de uma forma que Helena nunca conseguiu.

"Você está quieta hoje, meu amor", Felipe disse, a voz suave, pegando a mão dela sobre a mesa. O toque dele, antes um refúgio, agora parecia uma tortura.

Helena puxou a mão sutilmente. "Só pensando um pouco. O mar está lindo, não está?"

Felipe a olhou com atenção. "Sim, está. Mas você está mais linda ainda. O que te incomoda, Helena? Fale comigo."

Ela hesitou. Falar significaria admitir a fraqueza, expor o buraco negro que se abria em seu coração. Significaria reconhecer que Sofia, a publicitária descolada e aparentemente sem freios, havia conseguido o que ela, a elegante e calculista Helena, não pôde.

"Nada, Felipe. Apenas... o cansaço. Trabalho." A desculpa era esfarrapada, e ela sabia disso.

Ele suspirou, um som baixo e quase inaudível. "Helena, eu sei que estamos passando por um momento delicado. Mas você precisa confiar em mim. Você precisa falar o que sente."

"E o que eu sinto, Felipe?", a voz dela saiu mais ácida do que pretendia. "Sinto que você está se afastando. Que você está mais feliz com outras pessoas. Que... que você tem um brilho nos olhos quando fala de outras coisas, de outras pessoas, que eu não vejo mais quando olha para mim."

O silêncio que se seguiu foi pesado, carregado de verdades não ditas. Felipe a encarou, seus olhos buscando os dela com uma profundidade que a fez desviar o olhar. Ele sabia que ela estava se referindo a Sofia. Sabia que a presença da publicitária em sua vida, mesmo que de forma profissional, estava afetando Helena de maneira significativa.

"Helena", ele começou, a voz firme, mas sem raiva. "Eu estou tentando ser honesto com você. Sofia é uma colega de trabalho. Uma pessoa que me inspira, sim, mas de uma maneira diferente."

"Diferente como?", ela o desafiou, o ciúme escorrendo por cada sílaba. "Diferente como aquela que faz você rir sem esforço? Diferente como aquela que não te cobra, não te pressiona? Diferente como aquela que é... livre?"

A palavra "livre" soou como uma acusação, e Helena sentiu um arrepio. Ela se via presa em suas próprias armadilhas, em sua busca incessante por controle e perfeição.

Felipe se levantou, andando até a beirada do terraço, de costas para ela. O vento bagunçava seus cabelos, e Helena o observava, com o coração apertado. Ele parecia um monumento solitário contra o pôr do sol vibrante.

"Você se lembra daquela noite, Helena?", ele perguntou, sem se virar. "Na varanda da sua casa, antes de tudo ficar tão complicado? Você me disse que se sentia sufocada pela minha atenção. Que precisava de espaço."

"Eu disse isso?", a voz dela era um sussurro, quase incredulidade. Ela havia dito tantas coisas, tantas vezes, em momentos de raiva e frustração, que às vezes se esquecia das palavras exatas.

"Você disse. E eu tentei te dar esse espaço. E quando eu tentei te dar esse espaço, você se afastou ainda mais. E agora, quando eu encontro alguém que me faz rir, que me inspira, que me lembra de como é bom ter leveza na vida, você se sente ameaçada." Ele finalmente se virou, e o olhar dele era uma mistura de dor e decepção. "Você está com medo, Helena. Medo de me perder. E, ironicamente, é esse medo que está te impedindo de me segurar."

As palavras dele a atingiram como um soco no estômago. Ela se sentiu exposta, nua, desprovida de qualquer armadura. Era verdade. Ela estava com medo. Medo de que Felipe encontrasse em Sofia aquilo que ela, por suas próprias inseguranças, não conseguia mais oferecer.

"Eu... eu não sei o que dizer", ela murmurou, a voz embargada. As lágrimas começaram a brotar, quentes e amargas.

Felipe se aproximou, mas não a tocou. A distância entre eles era palpável. "O que você quer, Helena? O que você quer de mim? O que você quer de nós?"

Ela o olhou, a alma gritando em silêncio. Queria a segurança que ele um dia lhe deu. Queria a admiração nos olhos dele. Queria que ele a visse, de verdade, por trás de toda a fachada de força e controle.

"Eu quero... eu quero que você me ame", ela sussurrou, a confissão mais difícil de todas. "Como antes."

Felipe suspirou, um som profundo e cansado. "Eu ainda te amo, Helena. Mas o amor não pode ser uma força. Ele precisa ser livre. E você, com esse ciúme, está tentando prendê-lo. E as coisas que são presas, eventualmente, morrem."

Ele pegou a própria taça de vinho e se virou, olhando para o horizonte. Helena ficou parada, observando-o, a dor crescendo em seu peito. O ciúme, aquele sentimento feio e possessivo, a havia consumido. E, pela primeira vez, ela percebeu que a maior ameaça a seu relacionamento não era Sofia, mas sim ela mesma. A luta pela posse do amor de Felipe, em vez de fortalecê-lo, estava apenas o corroendo, dia após dia, com o sabor amargo do ciúme. E naquele momento, sob o céu crepuscular do Rio de Janeiro, Helena se sentiu mais sozinha do que nunca.

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