Meu Rival, Meu Amor II

Capítulo 14 — O Beijo Roubado e a Confissão Inesperada

por Letícia Moreira

Capítulo 14 — O Beijo Roubado e a Confissão Inesperada

A noite caía sobre o Rio de Janeiro, pintando o céu com tons alaranjados e violetas. Laura e Arthur deixaram o luxuoso escritório de Ricardo Montenegro, a euforia da vitória ainda pulsando em suas veias. A atmosfera entre eles, antes carregada de rivalidade e um jogo de interesses, agora transbordava de uma eletricidade diferente, mais pessoal, mais perigosa.

Enquanto caminhavam pela rua, a multidão e o burburinho da cidade pareciam distantes. Havia apenas os dois, a conquista compartilhada e a crescente consciência de que algo profundo havia mudado.

“Eu nunca imaginei que seríamos capazes de fazer isso”, disse Laura, a voz ainda embargada pela emoção da vitória. Ela olhou para Arthur, seus olhos buscando algo em seu rosto.

Arthur parou, virando-se para ela. A luz fraca da rua iluminava seus traços, acentuando a intensidade em seu olhar. Ele estendeu a mão, seus dedos roçando o rosto de Laura. Um toque leve, hesitante, mas que enviou arrepios por todo o seu corpo.

“Nós somos capazes de muita coisa, Laura”, ele sussurrou, a voz rouca. “Juntos.”

O mundo ao redor pareceu desaparecer. O som dos carros, as vozes das pessoas, tudo se desvaneceu em um zumbido distante. Laura sentiu seu coração disparar, a respiração acelerar. Ela sabia o que estava prestes a acontecer, e uma parte dela gritava para fugir, para resistir. Mas outra parte, uma parte adormecida e faminta, ansiava por aquele momento.

Arthur se aproximou, seus olhos fixos nos dela, e então, seus lábios se encontraram.

Não foi um beijo qualquer. Foi um beijo carregado de semanas de tensão reprimida, de olhares trocados, de batalhas travadas e, agora, de uma rendição mútua. A intensidade era avassaladora, um turbilhão de emoções que Laura não conseguia controlar. Seus braços envolveram o pescoço de Arthur, puxando-o para mais perto, aprofundando o beijo que parecia consumir tudo.

Ele a segurou com força, suas mãos firmes em sua cintura, como se temesse que ela desaparecesse. O beijo era faminto, urgente, a expressão de uma batalha interna que finalmente se rendia ao desejo. Laura sentiu-se perdida, entregue, a razão se diluindo em um mar de sensações.

Quando finalmente se afastaram, ofegantes, a realidade retornou abruptamente. Laura sentiu o rosto corar, a mente confusa. O que ela havia feito? Ela se deixara levar, havia cedido à atração que tanto lutara para reprimir.

Arthur a olhava, seus olhos escuros cheios de uma emoção que Laura não conseguia decifrar. Era triunfo? Desejo? Ou algo mais profundo?

“Laura…”, ele começou, a voz embargada.

Mas antes que ele pudesse continuar, Laura o interrompeu, o pânico começando a tomar conta. “Eu não devia ter feito isso, Arthur. Isso não pode acontecer.”

Ela se afastou dele, o corpo tremendo levemente. A clareza de sua mente retornava, trazendo consigo o peso da realidade. Eles eram rivais. Eles estavam em lados opostos. E aquele beijo, por mais intenso que tivesse sido, era um erro.

Arthur a segurou pelo braço, impedindo-a de fugir. “Laura, espere.”

“Não, Arthur! Não podemos continuar com isso”, ela disse, a voz firme, mas embargada. “Você é meu rival. E eu… eu nunca deveria ter me permitido sentir isso.”

Ele a olhou nos olhos, e Laura viu uma vulnerabilidade em seu olhar que a desarmou. “E se eu te disser que não sou seu rival, Laura? E se eu te disser que tudo isso foi um jogo para te manter perto?”

As palavras de Arthur a atingiram como um raio. Ela o encarou, confusa. “Como assim, um jogo?”

Ele respirou fundo, como se reunisse coragem. “Desde o primeiro dia, eu sabia quem você era. Eu sabia sobre o plano de sua mãe. Mas eu… eu não queria acreditar. Eu não queria que você fosse uma inimiga.”

Laura sentiu o chão sumir sob seus pés. Sua mãe? O plano de sua mãe? Ela não entendia nada.

“Minha mãe… o que você sabe sobre minha mãe?”, ela perguntou, a voz trêmula.

Arthur a levou para um banco próximo, ambos sentados em silêncio por alguns instantes. Ele parecia lutar consigo mesmo, como se as palavras fossem difíceis de serem pronunciadas.

“Sua mãe, Helena Rossi, era uma mulher incrível”, Arthur começou, a voz suave. “Ela e minha irmã, Isabella, eram melhores amigas. Quando sua mãe morreu, ela deixou um pedido para mim. Um pedido para que eu protegesse você.”

Laura o olhou, chocada. Sua mãe havia pedido a Arthur para protegê-la? Mas por quê? E por que ele havia se tornado seu rival?

“Eu nunca entendi o porquê de ela ter confiado em você para isso”, Arthur continuou, o olhar distante. “E quando você apareceu com a história de que queria me destruir, eu pensei que fosse uma jogada dela. Que você estivesse seguindo as ordens dela. Eu agi por impulso, por medo de ser enganado. Eu criei essa rivalidade para te manter por perto, para te observar, para garantir que você não me prejudicasse. E, ao mesmo tempo, para te proteger, como minha mãe pediu.”

As palavras de Arthur caíram sobre Laura como uma avalanche. A verdade, tão diferente do que ela imaginava, a deixou sem chão. Ela não era uma inimiga, ela era uma protegida. Arthur não era um rival, ele era um guardião disfarçado.

“Então… tudo isso… a vingança, a rivalidade… foi um mal-entendido?”, Laura perguntou, a voz quase um sussurro.

Arthur assentiu, um leve sorriso se formando em seus lábios. “Um mal-entendido muito complicado, mas sim. Eu sempre soube que você era mais do que aparentava. E quanto mais eu te conhecia, mais eu me sentia atraído por você. A inteligência, a força, a paixão… você é como Isabella em muitos aspectos. Mas você é única, Laura.”

Ele segurou as mãos dela, o toque firme e reconfortante. “Eu não sou seu inimigo, Laura. Eu nunca fui. E agora… agora que a verdade veio à tona… eu não quero mais ser apenas seu rival. Eu quero ser… algo mais.”

Laura o olhou, o coração disparado. A confusão em sua mente começava a se dissipar, substituída por uma nova realidade. A raiva e a vingança que a haviam guiado por tanto tempo se transformaram em algo inesperado. A confissão de Arthur, a verdade sobre sua mãe, tudo isso abriu uma porta para um futuro que ela nunca havia imaginado.

O beijo roubado, que antes parecia um erro, agora se revelava como o catalisador para a verdade. A armadilha perfeita havia sido montada, não para destruí-los, mas para uni-los. E naquele momento, sob o céu estrelado do Rio de Janeiro, Laura sabia que o jogo havia acabado, e um novo capítulo de sua vida, ao lado de Arthur, estava prestes a começar.

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