Meu Rival, Meu Amor II

Claro, aqui estão os capítulos 22 a 25 do romance "Meu Rival, Meu Amor II", escritos no estilo de um autor brasileiro de best-sellers:

por Letícia Moreira

Claro, aqui estão os capítulos 22 a 25 do romance "Meu Rival, Meu Amor II", escritos no estilo de um autor brasileiro de best-sellers:

Capítulo 22 — A Proposta Inesperada e a Crise de Confiança

O sol, teimoso, insistia em tingir o céu de um azul vibrante, mas para Helena, as cores haviam se apagado no instante em que as palavras de Rafael ecoaram em seu peito. Ele estava ali, na sua sala, com aquela pose de quem domina o mundo, os olhos verdes fixos nos dela, e um sorriso que, outrora, a derretia, agora parecia um aviso. Helena sentia o coração martelar contra as costelas, uma sinfonia caótica de medo e… algo mais. Algo que ela se recusava a nomear.

"Repete o que você disse", a voz de Helena saiu rouca, mal audível. Ela precisava ter certeza, precisava de um milagre que desdissesse aquelas palavras.

Rafael inclinou a cabeça, o movimento lento e deliberado, como se saboreasse a hesitação dela. "Eu disse, Helena, que a proposta é irrecusável. Uma sociedade. Juntos. Na sua galeria. Um investimento maciço. Você cuida da arte, eu cuido do resto. Dinheiro, marketing, o que for preciso." Ele gesticulou com as mãos, os dedos longos e elegantes traçando no ar o futuro que ele imaginava. "Pense nisso, Helena. Sua galeria se tornaria o epicentro cultural da cidade. E nós…" Ele a olhou intensamente, e por um instante, a máscara de empresário calculista rachou, revelando o homem que a atormentava e a seduzia. "Nós poderíamos… explorar o que existe entre nós."

Helena deu um passo para trás, esbarrando na mesa de centro de vidro. O leve tremor que percorreu a superfície foi um espelho para o turbilhão interno que a assolava. Rafael. Ali, oferecendo o mundo a ela, mas com uma condição que a apavorava: a dele. A parceria significava estar perto dele, muito perto, todos os dias. Significava ter que lidar com o homem que a feria tanto quanto a atraía. E o pior: significava que ela teria que confiar nele, um homem que, até semanas atrás, era seu arqui-inimigo declarado.

"Você… você quer se unir a mim?", Helena perguntou, a incredulidade pintada em seu rosto. Ela ainda se lembrava das noites em claro, planejando como sabotar os negócios dele, como superar a concorrência que ele representava. E agora, ele queria se unir a ela?

"Sim, Helena. A concorrência entre nós, por mais acirrada que fosse, nunca me impediu de notar o seu talento. E admito, você é brilhante. Sua visão é impecável. Sua paixão pela arte… é contagiante." Rafael se aproximou, diminuindo a distância entre eles. O perfume amadeirado dele a envolveu, uma fragrância que ela conhecia tão bem, que a transportava para momentos que ela tentava esquecer. "E a verdade é que… eu gosto de você, Helena. Gosto mais do que deveria. E juntos, poderíamos criar algo grandioso."

O "gosto de você" pairou no ar, um beijo que ele não deu, uma promessa que ela não podia aceitar. Helena sentiu um nó se formar na garganta. Ela o via, ali, com a sinceridade crua nos olhos, mas a desconfiança era um muro que ela mesma construíra, tijolo a tijolo, com base em anos de rivalidade e em mal-entendidos. Como ela poderia confiar nele agora? Como poderia abrir as portas da sua galeria, do seu coração, para o homem que ela jurara nunca mais querer ver?

"Rafael, isso é… é loucura. Você sabe disso", Helena sussurrou, a voz embargada. Ela tentou manter a compostura, mas a ansiedade a dominava. "Nós somos rivais. Você sabe que a minha família e a sua… há uma história longa e complicada entre nós."

Rafael riu, um som baixo e rouco que arrepiou a pele de Helena. "E quem disse que essa história não pode ser reescrita? O passado não precisa definir o nosso futuro, Helena. Podemos criar um novo capítulo. Um capítulo onde nossos nomes estão lado a lado, não em lados opostos." Ele estendeu a mão, os dedos parados a poucos centímetros do rosto dela, como se esperasse que ela o beijasse. "Pense na oportunidade. Pense em tudo o que podemos conquistar. Pense… em nós."

O "nós" dele era um convite, um desafio. Helena sentiu o calor subir pelo pescoço. Ela sabia que ele era perigoso, que ele sabia exatamente como tocá-la, tanto em seus medos quanto em seus desejos. Mas a proposta… a proposta era tentadora. A galeria dela era seu sonho, e Rafael tinha os recursos para torná-lo ainda maior, ainda mais brilhante. E o homem… ah, o homem era um furacão que ameaçava levá-la de novo.

"Eu… preciso pensar", Helena murmurou, a voz fraca. Ela se afastou dele, precisando de espaço, de ar. Ela foi até a janela, observando a rua lá embaixo, as pessoas apressadas, alheias à tempestade que se formava em sua vida. "É muita coisa, Rafael. Muita coisa para processar."

Rafael a observou por um momento, a expressão indecifrável. Ele não insistiu, não pressionou. Apenas a deixou ali, à beira do precipício, a decisão pesando em seus ombros. "Eu te dou o tempo que você precisar, Helena. Mas não demore muito. O futuro não espera."

Ele se virou e saiu, deixando a porta entreaberta. Helena permaneceu ali, o som do seu próprio coração batendo um eco no silêncio que ele deixou para trás. A proposta de Rafael era um veneno doce, tentador e mortal. E ela sabia, com uma clareza aterradora, que qualquer decisão que tomasse teria consequências profundas, não apenas para sua carreira, mas para sua alma. A crise de confiança era real, mas o desejo… o desejo era ainda mais.

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