Meu Rival, Meu Amor II

Capítulo 24 — A Noite de Degustação e a Tentação do Proibido

por Letícia Moreira

Capítulo 24 — A Noite de Degustação e a Tentação do Proibido

A galeria de arte, normalmente um santuário de silêncio e beleza, estava vibrante naquela noite. Luzes douradas banhavam as obras de arte, refletindo em molduras polidas e realçando as cores intensas das telas. O burburinho de vozes elegantes e o tilintar suave de taças de champanhe criavam uma atmosfera de sofisticação, mas para Helena, o ar estava carregado de uma eletricidade diferente. A cada convidado que passava, seu olhar buscava por uma figura em particular. Rafael.

Ele havia confirmado sua presença, e a notícia, ao mesmo tempo que a enervava, a deixava com uma pontada de… expectativa. A proposta de sociedade, a visita de Juliana, o turbilhão de emoções e dúvidas – tudo se misturava em sua mente, criando um coquetel perigoso de ansiedade e desejo.

Helena circulava pela galeria, cumprimentando os artistas, conversando com os colecionadores, mas sua atenção estava dividida. Ela se sentia observada, e não era apenas a atenção usual dos visitantes. Era um olhar específico, penetrante, que ela reconhecia imediatamente. Rafael.

Finalmente, ela o viu. Ele estava no canto oposto da sala, em meio a um grupo de admiradores, mas seus olhos encontraram os dela através da multidão. Ele sorriu, um sorriso lento e confiante, que fez o coração de Helena disparar. Era o mesmo sorriso que ela vira na sua sala, o mesmo que a desarmava e a intrigava.

Ela desviou o olhar, sentindo o rosto corar. Precisava se concentrar. Era a noite de degustação de vinhos, um evento crucial para a galeria, e a presença de Rafael ali, como um observador silencioso, adicionava uma camada extra de pressão.

Enquanto serviam uma das últimas taças de vinho para um cliente, Helena sentiu uma mão levemente pousar em seu ombro. Ela se virou, o ar preso em seus pulmões. Era Rafael. Ele estava mais perto do que ela esperava, o perfume amadeirado dele envolvendo-a.

"A noite está um sucesso, Helena", ele disse, a voz baixa, quase um sussurro. Seus olhos verdes analisavam-na, e Helena sentiu como se ele pudesse ler seus pensamentos.

"Obrigada, Rafael. Estamos felizes com a presença de todos", ela respondeu, tentando manter a voz neutra. Ela se afastou um pouco, sentindo a necessidade de respirar.

"Você está tensa", ele observou, um leve sorriso brincando em seus lábios. "Ainda pensando na minha proposta?"

Helena engoliu em seco. "Eu tenho pensado bastante, sim. É uma decisão importante."

"E… qual tem sido sua conclusão?", ele perguntou, aproximando-se novamente. O espaço entre eles era quase inexistente, e Helena sentia o calor do corpo dele.

"Eu… eu ainda não sei", ela admitiu, a honestidade, por mais dolorosa que fosse, a única opção. "Há muitas coisas a considerar. E… há muitas dúvidas."

Rafael inclinou a cabeça, seu olhar fixo no dela. "Que dúvidas, Helena? Você confia em mim?"

A pergunta a pegou de surpresa. Confiar em Rafael? Depois de tudo? "Eu… eu não sei se posso confiar em você completamente, Rafael. Você sabe disso."

Ele suspirou, um som suave que parecia carregar um peso. "Eu entendo. A nossa história não é das mais fáceis. Mas e se eu te dissesse que estou disposto a provar que você pode confiar em mim? Que estou disposto a ser transparente, a construir essa parceria com honestidade?" Ele estendeu a mão, pegando uma taça de vinho que estava em uma bandeja próxima e a ofereceu a ela. "Um brinde. Ao futuro. Ao nosso futuro."

Helena hesitou. A taça em sua mão parecia pesar uma tonelada. Ela olhou para os olhos dele, buscando um sinal, uma verdade. Havia uma intensidade ali, uma paixão que a atraía irresistivelmente. E a ideia de Juliana, de seus segredos… tudo se misturava em um turbilhão de confusão.

"Eu não sei, Rafael", ela murmurou, a voz baixa.

Ele sorriu novamente, um sorriso que parecia saber de sua hesitação. "Às vezes, Helena, a única maneira de descobrir se você pode confiar em alguém é se arriscando. Dando um passo no escuro." Ele deu um gole em seu vinho, seus olhos nunca deixando os dela. "E se eu te dissesse que, mesmo com todas as nossas diferenças, eu me importo com você? Mais do que gostaria de admitir."

As palavras dele a atingiram como um raio. O "me importo com você". Era uma confissão, uma vulnerabilidade que Helena nunca esperava ver em Rafael. E isso a desarmou ainda mais.

"Rafael…" ela começou, mas foi interrompida por um grupo de convidados que se aproximou, interrompendo o momento íntimo.

Ele se afastou um pouco, mas manteve o olhar fixo nela. "Conversaremos mais tarde, Helena. Esta noite é sua. Aproveite."

Ele se virou e se misturou à multidão, deixando Helena ali, com a taça de vinho na mão e o coração batendo descompassado. A tentação de Rafael era palpável, um veneno doce que ela lutava para resistir. A noite de degustação, que deveria ser sobre arte e vinhos, havia se transformado em um campo de batalha para seus próprios desejos e medos.

Enquanto a noite avançava, Helena se sentiu cada vez mais dividida. Cada olhar de Rafael, cada palavra sussurrada, a puxava para mais perto dele. Ela se pegava observando-o, a forma como ele interagia com as pessoas, a confiança que emanava dele. E, em meio a essa confusão, uma certeza começava a se formar: a linha entre o rival e o amor estava se tornando perigosamente tênue. A noite de degustação estava longe de terminar, e Helena sabia que, antes que o sol nascesse, ela teria que tomar uma decisão que mudaria o curso de sua vida, e talvez, de sua história com Rafael. A tentação do proibido era forte demais para ser ignorada.

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