O Tesouro dos Incas

Claro! Aqui estão os capítulos 16 a 20 de "O Tesouro dos Incas", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers:

por Vitor Monteiro

Claro! Aqui estão os capítulos 16 a 20 de "O Tesouro dos Incas", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers:

Capítulo 16 — O Sussurro da Floresta Sombria

O ar rarefeito dos Andes parecia pesar sobre os ombros de Sofia. Cada passo era uma batalha contra a altitude, um lembrete constante de quão longe ela estava de tudo o que um dia chamou de lar. O sol, cruel e implacável durante o dia, agora se recolhia, tingindo o céu de tons vibrantes de laranja e púrpura, uma beleza que mal conseguia apreciar. A preocupação corroía sua alma. Aquele mapa, desbotado e enigmático, parecia zombar de seus esforços, suas linhas tortuosas prometendo um tesouro que, a cada dia, se mostrava mais esquivo.

Ao seu lado, Gabriel mantinha a compostura que Sofia tanto invejava. Seus olhos, acostumados à vastidão da selva e à astúcia da sobrevivência, varriam o horizonte com uma vigilância que lhe era natural. Ele era a âncora em meio à tempestade de incertezas que a envolvia, mas até mesmo sua força parecia ter limites tênues. A febre que acometera o pequeno Miguel, há dois dias, era uma sombra persistente que pairava sobre o acampamento. O garoto, antes vibrante e cheio de perguntas, agora jazia frágil sob a tenda, sua respiração curta e ofegante.

"O remédio natural que o velho curandeiro nos deu não parece fazer muito efeito, Gabriel", Sofia sussurrou, a voz embargada pela angústia. Ela havia passado a noite ao lado do filho, aplicando compressas úmidas em sua testa febril, o coração apertado a cada gemido.

Gabriel assentiu, seu rosto marcado pela exaustão e pela mesma preocupação que a consumia. "A floresta tem seus segredos, Sofia. E nem todos são benevolentes. Precisamos de algo mais forte, algo que apenas a civilização pode nos oferecer." Ele olhou para o mapa, a esperança se misturando com a frustração em seus olhos. "Se não encontrarmos o caminho para o vilarejo de San Lorenzo em breve..."

As palavras ficaram suspensas no ar, carregadas de um significado sombrio. San Lorenzo. O único lugar conhecido nas proximidades que poderia abrigar um curandeiro com conhecimentos mais avançados, talvez até mesmo um padre com acesso a medicamentos. Mas San Lorenzo ficava a dias de marcha, um caminho que Miguel, em seu estado atual, talvez não pudesse suportar.

Os outros membros da expedição, um grupo heterogêneo de aventureiros e mercenários contratados por Gabriel, mantinham-se à margem, seus olhares furtivos alternando entre o mapa e a tenda de Miguel. A fome roía seus estômagos, a incerteza abatia seus espíritos. A promessa de ouro e joias se esvaía a cada dia que passava sem resultados tangíveis, substituída pela dura realidade da sobrevivência em um ambiente hostil.

Enquanto isso, nas sombras da floresta, algo se movia. Não era um animal selvagem buscando alimento, mas uma presença mais sutil, mais perigosa. Um grupo de homens, guiados por um instinto ancestral e pela ganância, seguia os rastros da expedição de Gabriel com uma discrição aterradora. Liderados por Don Raúl, o homem cuja fortuna se erguia sobre pilares de crueldade e exploração, eles eram a representação do que havia de mais sombrio na busca pelo Tesouro dos Incas. Don Raúl, um homem de meia-idade com um rosto que parecia ter sido esculpido pela desconfiança, observava a tenda de Miguel com um brilho gélido nos olhos. A fraqueza da criança era uma porta aberta, uma oportunidade a ser explorada.

"Eles estão enfraquecidos", rosnou um dos homens de Don Raúl, um tipo corpulento com cicatrizes que lhe davam um ar bestial. "O garoto está morrendo. É a hora perfeita para atacar."

Don Raúl, contudo, não era apenas um homem de força bruta. Sua astúcia era tão afiada quanto a lâmina de seu facão. Ele sabia que um ataque direto poderia ser arriscado. Gabriel era um adversário perigoso, e seus homens, embora desmotivados, ainda eram capazes de lutar.

"Paciência, Diego", respondeu Don Raúl, sua voz um sussurro rouco, como o roçar de folhas secas. "A pressa é inimiga da perfeição. Deixemos que a floresta e a doença façam o trabalho sujo. Eles se aproximarão de San Lorenzo, mais desesperados e menos atentos. É lá que o verdadeiro jogo começará."

Ele acariciou o punho de seu revólver, um objeto de metal polido que contrastava com o couro desgastado de suas vestes. O Tesouro dos Incas era mais do que ouro para ele; era a afirmação de seu poder, a prova de que ele podia subjugar a todos e a tudo em seu caminho. E Sofia... Sofia era um prêmio adicional, uma joia que ele desejava possuir tanto quanto as relíquias perdidas.

De volta ao acampamento, Sofia se ajoelhou ao lado de Miguel, sentindo a pele queimante do filho. Seus olhos azuis, normalmente tão cheios de vida, agora estavam opacos e sem brilho. Uma lágrima solitária rolou por sua bochecha.

"Meu pequeno amor", ela murmurou, beijando sua testa. "A mamãe vai te salvar. Eu prometo."

Ela olhou para Gabriel, a determinação endurecendo seus traços. "Precisamos ir. Agora. Não podemos esperar mais."

Gabriel pousou uma mão reconfortante em seu ombro. "Eu sei. Amanhã, ao amanhecer, estaremos a caminho de San Lorenzo. Mas precisamos estar preparados. A floresta não nos dará trégua."

Enquanto a noite caía, envolvendo a floresta em um manto de escuridão profunda, os sons da selva pareciam se intensificar. O canto distante de pássaros noturnos, o farfalhar de criaturas invisíveis nas moitas, e o uivo melancólico de um coiote ao longe. Mas para Sofia, o som mais assustador era o de seu próprio coração, batendo descompassado com o medo do desconhecido e a urgência de proteger seu filho. A promessa do tesouro, antes um farol de esperança, agora parecia uma ilusão cruel, ofuscada pela ameaça iminente que se escondia nas sombras. O caminho adiante era incerto, permeado por perigos que ela mal conseguia imaginar, mas o amor por Miguel lhe daria a força para enfrentar qualquer coisa.

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