Cap. 22 / 17

Mundos Paralelos

Com certeza! Prepare-se para mergulhar em mais um turbilhão de emoções e descobertas em "Mundos Paralelos". Aqui estão os capítulos 22 a 25, escritos com a alma e a paixão que o Brasil inspira:

por Alexandre Figueiredo

Com certeza! Prepare-se para mergulhar em mais um turbilhão de emoções e descobertas em "Mundos Paralelos". Aqui estão os capítulos 22 a 25, escritos com a alma e a paixão que o Brasil inspira:

Capítulo 22 — O Eco de Uma Promessa Quebrada

O ar na sala de controle zumbia com uma tensão palpável, densa como o calor úmido que emana do Rio de Janeiro em pleno verão. A luz fria dos monitores banhava os rostos dos cientistas em um brilho espectral, destacando as rugas de preocupação que se aprofundavam a cada segundo que passava. Longe dali, em um laboratório subterrâneo que parecia ter engolido a luz do sol para sempre, a figura de Elias se movia com a precisão de um cirurgião, mas com a alma de um condenado.

"Nada, doutora. Absolutamente nada", a voz de Sofia soou embargada pelo desespero, rompendo o silêncio opressor. Seus dedos voavam sobre o teclado, uma dança frenética de esperança que se desfazia em pó. "As assinaturas energéticas… elas simplesmente evaporaram. Como se nunca tivessem existido."

Do outro lado da linha, em um tom que tentava manter a calma, mas que traía a angústia subjacente, a Dra. Helena respondeu: "Sofia, você tem certeza? Revise os dados. Verifique os filtros. Pode ser uma anomalia de leitura, um erro de… "

"Dra. Helena, eu já revisei isso mil vezes!", a voz de Sofia subiu em tom, a frustração explodindo como um vulcão adormecido. Lágrimas quentes rolavam por seu rosto, traçando caminhos de sal na poeira que parecia cobrir tudo ali. "Não há anomalia. Não há erro. A energia que emanou do Portal de Alfa… ela sumiu. Como fumaça levada pelo vento. Sem rastro, sem eco, sem nada."

Helena fechou os olhos por um instante, a cabeça tombando para trás em um gesto de exaustão. O silêncio que se seguiu na linha foi mais pesado que qualquer palavra. Ela sabia o que aquilo significava. Significava que Alfa, a esperança deles, o elo entre os mundos, talvez tivesse sido extinto. Ou, pior ainda, que algo terrível tivesse acontecido.

Naquele mesmo instante, Elias sentiu um arrepio percorrer sua espinha, um frio que nada tinha a ver com a temperatura do laboratório. Ele parou o que estava fazendo, um complexo rearranjo de cristais luminescentes, e levantou o olhar para a parede de vidro que o separava do corredor escuro. O reflexo embaçado lhe devolveu a imagem de um homem à beira do abismo, os olhos assombrados por uma dor que parecia ter nascido no fundo de sua alma. A promessa que ele fizera a Sofia, a promessa de trazer Lucas de volta, ecoava em sua mente como um grito mudo. E agora, sentia o peso do fracasso esmagando-o.

"Não pode ser", sussurrou Elias para o vazio, a voz rouca e embargada. Ele se aproximou do vidro, os dedos frios pressionando-o como se tentasse alcançar algo que estivesse do outro lado, algo que ele não conseguia mais sentir. A energia que o ligava a Lucas, a fina linha que ele havia rastreado através das dimensões, parecia ter se rompido.

Longe dali, em uma paisagem urbana que contrastava brutalmente com a quietude do laboratório de Elias, Helena caminhava pelas ruas movimentadas do Rio de Janeiro. O sol da tarde beijava o asfalto, o barulho dos carros e as vozes das pessoas formavam uma cacofonia familiar, mas naquele dia, tudo parecia distante, abafado por uma nuvem de preocupação que a envolvia. Ela parou em frente a um café movimentado, a fachada colorida e as mesas na calçada um convite à vida. Mas Helena não sentia vida. Sentia o peso de uma responsabilidade que se tornava cada vez mais insuportável.

Ela havia apostado tudo naquele projeto. Sua carreira, sua reputação, e, mais importante, sua fé na possibilidade de um futuro onde a ciência pudesse curar não apenas corpos, mas também corações partidos. A perda de Lucas, o desaparecimento de sua filha em circunstâncias tão misteriosas, havia deixado uma ferida aberta em sua alma. Elias, com sua genialidade e determinação, havia se tornado a única fagulha de esperança. E agora, essa fagulha parecia prestes a se apagar.

"Sofia, mantenha a calma", Helena disse, tentando infundir uma autoridade que ela própria não sentia. "Precisamos de você lúcida. Se a energia sumiu, deve haver uma explicação. Talvez o portal tenha se fechado de forma… abrupta. Precisamos considerar todas as possibilidades."

"Possibilidades?", Sofia riu, um som amargo e sem humor. "A única possibilidade é que tudo o que fizemos foi em vão. Que Lucas está perdido. Que você me enganou, Dra. Helena. Que você me deu esperanças falsas para me manter trabalhando nesse projeto maluco."

As palavras de Sofia atingiram Helena como um golpe físico. Ela se apoiou em um poste, fechando os olhos novamente, tentando respirar fundo. A acusação era dura, mas ela entendia a dor por trás dela. A dor de quem vê um farol de esperança se apagar no horizonte.

"Sofia, eu sei que isso é difícil", Helena falou, a voz agora tingida de uma tristeza profunda. "Mas eu nunca, jamais, enganaria você. Eu também quero Lucas de volta. Mais do que você imagina. E eu também fui levada por essa esperança. A esperança de que a ciência pudesse nos dar uma segunda chance."

No laboratório subterrâneo, Elias observava atentamente os dados que piscavam em um dos monitores. Ele tinha um pressentimento. Uma intuição que desafiava a lógica dos números. Algo mais havia acontecido. Algo que não era apenas o desaparecimento da energia.

Ele se lembrou da última vez que sentiu a presença de Lucas através do portal. Uma sensação de pânico, de urgência. Como se ele estivesse correndo de algo. Ou de alguém.

"Elias, você está ouvindo?", a voz de Sofia soou novamente, mais baixa agora, quase um sussurro. "Dra. Helena… ela… ela está chorando."

Elias não respondeu. Seus olhos estavam fixos em um padrão que começava a se formar em uma das telas secundárias. Um padrão sutil, quase imperceptível, que indicava uma flutuação energética mínima, mas constante. Não era o rastro de Alfa. Era algo diferente. Algo que parecia estar se movendo em sentido oposto.

"Não, Sofia", Elias disse, a voz baixa, mas firme, chamando a atenção de Sofia, que ainda estava em linha com Helena. "Não acabou. Algo está acontecendo. Algo está… chegando."

Sofia hesitou. "Chegando? Elias, você está falando de quê? A energia se foi, o portal fechou…"

"A energia de Alfa se foi", Elias a corrigiu, seus olhos ainda fixos na tela. "Mas outra coisa… outra coisa está aparecendo. Um rastro fraco, mas persistente. E ele não vem de onde Alfa estava. Ele vem… de outro lugar."

Helena, que ouvira a conversa de Elias, pigarreou. "Outro lugar? Elias, o que você quer dizer com isso?"

"Eu não sei ainda, doutora", Elias respondeu, sua testa franzida em concentração. "Mas é uma assinatura diferente. Não é a de Lucas. Não é a de Alfa. É algo… novo. Algo que não estava lá antes. E está se movendo em nossa direção. Devagar, mas está vindo."

Um silêncio tomou conta da linha. Sofia e Helena, conectadas pela distância, mas unidas pela angústia, esperavam. Elias, imerso em seu trabalho, tentava decifrar o enigma que se desenrolava diante dele. A promessa de trazer Lucas de volta parecia mais distante do que nunca. Mas, talvez, apenas talvez, algo ainda maior, e mais perigoso, estivesse prestes a se revelar. O eco de uma promessa quebrada se misturava ao prenúncio de um novo mistério, e o futuro, outrora incerto, agora se apresentava como um abismo desconhecido. A esperança, ferida, lutava para não ser extinta, enquanto a sombra de um perigo iminente se alongava, ameaçando engolir a todos.

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