Mundos Paralelos III

Capítulo 14 — A Fúria da Estrela Cadente

por Danilo Rocha

Capítulo 14 — A Fúria da Estrela Cadente

O santuário de luz primordial, antes um refúgio de paz, tornou-se um campo de batalha. A energia dourada que o protegia cedia sob a pressão implacável das Sombras. Luna, com a Semente Estelar pulsando em sua mão, sentia a fome voraz da escuridão se aproximando. Cada onda de energia das Sombras era um grito de aniquilação, tentando arrancar a Semente de sua posse.

“Eles estão concentrando seus ataques no campo!” Anya gritou, seu rosto pálido. “O santuário não vai aguentar por muito mais tempo!”

Kael disparou rajadas de energia contra as formas sombrias que tentavam romper a barreira. Kai, com sua agilidade mortal, interceptava as criaturas que conseguiam infiltrar-se, protegendo Luna e Anya. A nave danificada, ainda pousada na plataforma cristalina, tremia sob os impactos.

“Precisamos sair daqui!” Kael bradou. “Luna, a Semente! Ela é a prioridade!”

Luna sentiu a Semente em sua mão, seu calor vibrando em sintonia com seu próprio pulso. Ela não entendia completamente como usá-la, mas sentia uma conexão profunda, um potencial latente. As Sombras eram a antítese da Semente. Se a Semente era vida, elas eram a morte.

“Não podemos simplesmente fugir,” Luna disse, sua voz firme, apesar do medo. “Essa energia… ela é poderosa. Talvez eu possa usá-la para deter as Sombras.”

“Luna, você não entende!” Anya implorou. “A Semente não é uma arma! É uma fonte de vida!”

“Mas a vida também pode ser uma força de destruição para aqueles que se alimentam da escuridão,” Luna rebateu, seus olhos fixos na criatura mais próxima, uma massa de trevas que tentava romper a barreira com garras de pura energia negativa.

Ela fechou os olhos, concentrando-se na Semente. Ela imaginou não a destruição, mas a purificação. A inundação de vida que aniquilaria a escuridão. Ela sentiu a energia da Semente responder, um fluxo quente e potente subindo por seu braço.

“Luna, cuidado!” Kai a puxou para trás, desviando um raio de energia sombria que foi disparado em sua direção.

A criatura sombria, vendo sua oportunidade, avançou. Luna não hesitou. Ela ergueu a mão onde a Semente repousava, e focou toda a sua intenção, toda a sua força de vontade, em um único propósito: proteger a vida.

Um brilho ofuscante emanou da Semente Estelar. Não era um feixe de destruição, mas uma onda expansiva de pura luz primordial. A luz varreu o santuário, atingindo as Sombras. Onde a luz tocava, a escuridão parecia recuar, dissipar-se. As criaturas sombrias gritaram, um som de agonia pura, enquanto sua essência era desfeita pela força vital.

A criatura que atacava Luna foi envolvida pela luz. Seus contornos distorcidos se desfizeram, e em poucos segundos, restou apenas uma nuvem de fumaça negra que se dispersou no ar.

O campo de energia do santuário, momentaneamente enfraquecido, foi revigorado pela energia liberada pela Semente. A luz dourada brilhou com renovada intensidade, repelindo as Sombras restantes.

“O que foi isso?” Kael perguntou, boquiaberto.

“Ela usou a Semente,” Anya disse, seus olhos fixos em Luna com uma mistura de espanto e admiração. “Não como uma arma, mas como uma manifestação pura de sua essência. As Sombras não conseguem suportar a vida em sua forma mais pura.”

Luna sentiu a energia da Semente se acalmar, mas não se dissipar. Ela se sentia mais conectada a ela, como se tivessem se tornado uma. “Eu… eu não a destruí. Eu a expulsei. A força vital da Semente é… insuportável para elas.”

Kai olhou para o espaço onde as Sombras haviam estado, um silêncio estranho pairando no ar. “Elas recuaram. Mas por quanto tempo?”

“Não podemos arriscar descobrir,” Kael disse, correndo para a nave. “Precisamos ir. Agora! Luna, você é a chave. Precisamos te levar para um lugar seguro, onde possamos entender melhor como usar esse poder.”

Eles embarcaram rapidamente na nave. Kael iniciou os motores, que agora pareciam funcionar com mais eficiência, energizados pela proximidade da Semente.

“Onde vamos?” Kai perguntou, olhando para Luna.

Luna sentiu um puxão, uma familiaridade que a guiava. “Minha avó… ela falava de um lugar. Um refúgio escondido. Um lugar onde os fragmentos de mundos perdidos poderiam encontrar um novo lar. Um Jardim de Éter.”

“Um Jardim de Éter,” Anya repetiu, consultando seus dados. “Uma dimensão de bolso, criada com energia primordial. É teoricamente possível, mas extremamente difícil de encontrar.”

“Eu a sinto,” Luna insistiu. “É um lugar de cura. Um lugar onde a Semente pode florescer sem ser ameaçada.”

Kael assentiu, confiando no instinto de Luna. “Então é para lá que vamos.”

Ele ativou os controles, preparando a nave para um salto. Desta vez, a viagem foi suave, a energia da Semente parecendo estabilizar o próprio tecido do espaço-tempo ao redor deles.

Quando emergiram, eles não estavam mais na nebulosa vibrante. Estavam em um lugar de beleza serena. Um vasto jardim, com plantas luminosas de formas exóticas e árvores que pareciam feitas de cristal. O ar era fresco e puro, e uma luz suave banhava tudo. Era um mundo de bolso, um refúgio protegido das ameaças do universo.

“Chegamos,” Luna sussurrou, maravilhada. “É o Jardim de Éter.”

Kai desceu da nave, olhando ao redor com admiração. “É… magnífico. Um lugar de paz, finalmente.”

Anya também desembarcou, seus olhos brilhando com fascínio. “A energia aqui é incrivelmente pura. Uma mistura de energia primordial e a ressonância de muitos mundos que já não existem mais. É um lugar de memória e renascimento.”

Luna sentiu a Semente em sua mão pulsar suavemente. Ela sentiu que ali, naquele lugar protegido, ela poderia começar a entender seu verdadeiro potencial. A Semente não era apenas uma fonte de energia, mas um catalisador. Ela poderia ajudar a curar os mundos feridos, a restaurar o que foi perdido.

Kael observou Luna, um sorriso de alívio em seu rosto. “Você nos trouxe para cá, Luna. Você salvou o santuário. E você nos mostrou que há esperança.”

Mas enquanto eles admiravam o Jardim de Éter, uma sombra sutil começou a se formar no limite da dimensão de bolso. Não era uma ameaça direta, mas um sinal. As Sombras haviam sido repelidas, mas não derrotadas. E agora, com a Semente Estelar revelada e em posse de Luna, elas teriam um novo alvo.

“Eles sabem que estamos aqui,” Kai disse, sua voz tensa, quebrando a serenidade do momento. “Eles sabem onde a Semente está.”

Luna olhou para a Semente em sua mão, sentindo sua força. Ela não era apenas uma guardiã, mas uma parte dela agora. E ela estava pronta para defender a vida que ela representava.

“Não importa,” Luna disse, sua voz carregada de determinação. “Aqui, nós temos um santuário. E eu tenho a Semente. Nós lutaremos. Nós reconstruiremos.”

A fúria da estrela cadente havia passado, mas a batalha pela existência estava longe de terminar. E Luna, com a Semente Estelar em sua mão, estava pronta para enfrentar o que viesse a seguir.

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