Cap. 11 / 25

O Rival Amado II

Claro, vamos mergulhar de volta no turbilhão de emoções e paixões de "O Rival Amado II", com os capítulos que você solicitou, escritos com a alma de um novelista brasileiro!

por Davi Correia

Claro, vamos mergulhar de volta no turbilhão de emoções e paixões de "O Rival Amado II", com os capítulos que você solicitou, escritos com a alma de um novelista brasileiro!

O Rival Amado II Por Davi Correia

Capítulo 11 — A Tempestade em Noite de Fogo

O cheiro de tinta fresca e de terra molhada pairava no ar denso da noite. A chuva, que há horas caía implacável sobre a cidade, parecia espelhar o dilúvio de sentimentos que se abatia sobre a galeria de arte de Lucas. As luzes de emergência lançavam sombras longas e distorcidas sobre as obras, transformando os quadros em vultos fantasmagóricos, testemunhas silenciosas de um embate que não era de pincéis, mas de corações.

Isabella, com os olhos marejados, mas a voz firme como o aço temperado, encarava Lucas. Cada palavra dela era um golpe certeiro na armadura cuidadosamente construída por ele. "Você sempre soube, Lucas. Sempre soube o quanto ele significava para mim. E ainda assim, você se aproximou. Você jogou com a minha dor, com a minha saudade."

Lucas, pálido como a tela em branco de um artista indeciso, sentia cada acusação como um prego cravado em sua alma. A chuva batia com fúria nas vidraças da galeria, ecoando o ritmo acelerado do seu coração. Ele deu um passo à frente, as mãos cerradas em punhos, a vontade de explicar se chocando contra o muro de ressentimento de Isabella. "Isabella, você não entende. Não foi manipulação. Foi... foi a verdade que eu senti."

"A verdade?", ela riu, um som seco e amargo que cortou o silêncio. "A verdade é que você viu uma oportunidade. Viu um coração partido e decidiu que era o seu momento de brilhar. De apagar a memória dele com a sua presença."

"Ele era meu amigo!", Lucas exclamou, a voz embargada pela emoção reprimida. "Você acha que eu não sofri? Que eu não o amava à minha maneira? A sua dor, Isabella, era um espelho da minha própria perda. E quando você se abriu para mim, quando me deixou ver a sua vulnerabilidade, eu vi ali uma chance de reconstruir algo. Algo novo. Algo que não fosse apenas lembrança."

Os olhos azuis de Isabella, antes cheios de acusação, agora cintilavam com uma dor mais profunda, uma confusão que ela lutava para disfarçar. "Reconstruir?", ela sussurrou, mais para si mesma do que para ele. "Você não reconstruiu nada, Lucas. Você apenas substituiu."

O vento uivou lá fora, como um lamento. A chuva se intensificou, formando pequenas poças no chão de mármore da galeria. A atmosfera estava carregada, prestes a explodir.

"Não!", Lucas insistiu, a voz ganhando força. "Eu nunca quis te substituir. Eu te amei, Isabella. Amei a mulher forte e vibrante que você é, com toda a sua história, com toda a sua saudade. Eu não te amei apesar do que você sentia por ele, eu te amei com tudo isso. Porque isso faz parte de quem você é."

Ele se aproximou, seus corpos quase se tocando, mas uma barreira invisível de dor e mágoa os separava. O aroma suave do perfume de Isabella, misturado ao cheiro de chuva e tinta, era um convite perigoso. Lucas sentiu a tentação de tocá-la, de acariciar o rosto que ele conhecia tão bem, de desvendar os mistérios que ainda a envolviam.

"Você está mentindo", Isabella disse, mas a convicção em sua voz vacilava. Ela podia sentir a sinceridade nos olhos escuros de Lucas, a agonia em sua postura. Ele parecia um animal encurralado, defendendo-se de acusações que o feriam profundamente.

"Eu nunca menti para você sobre os meus sentimentos", Lucas respondeu, a voz baixa e rouca. "Se eu te magoei, se minhas ações pareceram egoístas, foi porque eu não sabia como lidar com tudo isso. Com o meu amor por você e com a sombra dele que ainda te envolvia. Eu fui covarde em alguns momentos, admito. Mas o meu amor por você, Isabella, nunca foi uma mentira."

Ele estendeu a mão, hesitando antes de tocar o rosto dela. A pele de Isabella estava fria sob seus dedos, mas a eletricidade que percorreu seus corpos era palpável. Um arrepio percorreu a espinha de Isabella, e ela não se afastou. Pela primeira vez naquela noite, um vislumbre de algo além da raiva e da mágoa cruzou seus olhos.

"Lucas...", ela começou, a voz um sussurro trêmulo.

"Eu sei que as coisas foram difíceis", ele continuou, a voz embargada. "Que a culpa, a saudade, tudo isso te consumiu. E eu, em minha ingenuidade, achei que poderia te tirar dessa escuridão, te trazer para a luz. Talvez eu tenha sido egoísta. Talvez eu tenha agido mais por mim do que por você. Mas o que eu senti, Isabella, o que eu ainda sinto... é real."

Ele deslizou o polegar sobre a bochecha dela, sentindo a pele úmida pela chuva e pelas lágrimas que ela tentava conter. O olhar deles se encontrou, um universo de emoções não ditas se abrindo entre eles. O fogo que outrora os unira, e que agora parecia ter se apagado sob as cinzas do ressentimento, ameaçava reacender.

"Eu não sei mais em que acreditar", Isabella confessou, a voz embargada pela emoção. A chuva lá fora diminuiu um pouco, como se a natureza também estivesse prendendo a respiração.

"Acredite em nós, Isabella", Lucas implorou, seus olhos escuros fixos nos dela, buscando uma fagulha de esperança. "Acredite no que sentimos um pelo outro, mesmo que tenha sido construído sobre o que não foi dito, sobre o que não foi resolvido. Acredite que podemos tentar de novo. Desta vez, com mais honestidade. Com mais força."

Ele se aproximou ainda mais, sentindo o calor do corpo dela, a fragrância que o embriagava. O desejo, há muito adormecido sob a tempestade de mágoas, despertou com uma força avassaladora. Os lábios de Lucas roçaram os dela, um toque suave, quase hesitante.

Isabella fechou os olhos, sentindo a eletricidade que emanava dele. A raiva, a mágoa, a confusão... tudo começou a se dissipar, substituído por uma onda de emoções avassaladoras. Ela podia sentir o desejo dele, tão intenso quanto o seu. Ela se lembrava do toque, do beijo, da paixão que os consumira antes de tudo desmoronar.

"Lucas...", ela sussurrou novamente, um convite velado.

Ele não esperou mais. Seus lábios encontraram os dela em um beijo desesperado, carregado de saudade, de arrependimento, de uma paixão que parecia ter sobrevivido a tudo. A chuva lá fora recomeçou com mais força, e dentro da galeria, um fogo novo e perigoso se acendia.

As mãos de Lucas deslizaram para a cintura de Isabella, puxando-a para perto, sentindo a curva de seu corpo contra o seu. O beijo se aprofundou, intenso e faminto, como se estivessem tentando apagar anos de dor e silêncio com aquele único momento. As obras de arte ao redor pareciam se dissolver em uma névoa, o mundo exterior desapareceu. Existiam apenas eles, a chuva, e a tempestade de paixão que os consumia.

O nó em sua garganta se desfez, e Isabella se permitiu sentir. Sentir o toque dele, o calor dele, a urgência em seus beijos. Ela não sabia para onde isso os levaria, se seria apenas um fogo de palha reacendido pela tempestade, mas naquele momento, ela não se importava. Ela se entregou ao abraço dele, à promessa silenciosa que aquele beijo carregava. A promessa de que, talvez, eles pudessem encontrar um caminho de volta um para o outro, mesmo após a mais feroz das tempestades. O ar em seus pulmões se tornou rarefeito, e o mundo, por um instante, parou de girar.

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