Amor Inesperado II

Com certeza! Prepare-se para mergulhar em mais emoções, paixões e reviravoltas em "Amor Inesperado II". Aqui estão os capítulos 6 a 10, com todo o drama e intensidade que o seu público espera.

por Davi Correia

Com certeza! Prepare-se para mergulhar em mais emoções, paixões e reviravoltas em "Amor Inesperado II". Aqui estão os capítulos 6 a 10, com todo o drama e intensidade que o seu público espera.

Amor Inesperado II Autor: Davi Correia

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Capítulo 6 — A Sombra do Passado e um Olhar Roubado

A brisa morna da noite carioca acariciava o rosto de Lucas enquanto ele observava a cidade cintilar sob o manto estrelado. O barulho distante dos carros, o murmúrio da vida noturna que nunca se calava, tudo parecia ecoar a inquietação em seu peito. Sentado à beira da piscina do hotel de luxo, ele revivia as últimas horas, a conversa tensa com Gabriel, a acusação velada, o peso das palavras não ditas. O beijo… ah, o beijo! Fora um furacão, uma tempestade que o desarmara por completo. E agora, o silêncio de Gabriel o corroía mais do que qualquer confronto.

Ele suspirou, o cheiro do mar misturando-se ao perfume das flores tropicais que adornavam o jardim. Gabriel era um enigma, um labirinto de sentimentos e reações que o atraíam e o assustavam na mesma medida. Havia uma vulnerabilidade em seus olhos que Lucas não conseguia ignorar, uma dor latente que o impelia a querer protegê-lo, a desvendar os segredos que o aprisionavam. Mas, ao mesmo tempo, a frieza que por vezes o envolvia o deixava em alerta. Seria um jogo? Uma armadilha?

Seus pensamentos foram interrompidos por um movimento discreto no canto do terraço. Uma figura alta, envolta em um sobretudo escuro, observava-o à distância. Lucas sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele não reconheceu o homem, mas havia algo nele que emanava uma aura de perigo, uma familiaridade incômoda, como uma memória esquecida que teima em ressurgir. O homem permaneceu imóvel por alguns segundos, seus olhos fixos em Lucas, antes de se virar e desaparecer na escuridão. Lucas levantou-se abruptamente, o coração disparado. Era a segunda vez em poucos dias que sentia estar sendo observado. A sensação era perturbadora.

Enquanto isso, no apartamento alugado que servia de refúgio temporário, Gabriel lutava contra seus próprios demônios. A imagem de Lucas, tão perto, com os olhos marejados e um misto de desejo e confusão, o assombrava. Por que ele cedeu? Por que permitiu que aquela fagulha se transformasse em incêndio? Era um risco calculado, sim, mas agora a realidade batia à sua porta com a força de um soco no estômago. Ele não podia se dar ao luxo de se envolver. Não agora. Não com Lucas.

Ele se aproximou da janela, observando a imensidão do oceano que se estendia diante dele. Cada onda que quebrava na areia parecia levar consigo um fragmento de sua sanidade. O beijo com Lucas fora um escape, um momento de pura e avassaladora paixão que o fizera esquecer, por breves instantes, a crueldade do mundo lá fora. Mas a volta à realidade era inevitável. A missão, a vingança, tudo o aguardava.

Uma batida suave na porta o fez sobressaltar. Era sua mãe, Dona Helena, uma mulher forte e resiliente, que o criara sozinha após a morte trágica de seu pai, anos atrás. Seus olhos, geralmente cheios de preocupação, agora transmitiam um misto de esperança e apreensão.

"Gabriel, meu filho. Você precisa comer alguma coisa", disse ela, a voz embargada pela emoção.

Gabriel se virou, forçando um sorriso cansado. "Mãe, eu não estou com fome."

Dona Helena se aproximou, depositando um beijo em sua testa. "Eu sei que você está passando por muita coisa, meu amor. Mas não se esqueça de se cuidar. Precisamos ser fortes. Por você, por seu pai, por todos nós."

Gabriel a abraçou com força, sentindo o calor reconfortante de sua presença. "Eu sei, mãe. Eu sei."

No dia seguinte, a tensão entre Lucas e Gabriel era palpável. Eles se encontraram em um café charmoso em Ipanema, o sol da manhã iluminando as mesas ao ar livre. O silêncio pairava pesado entre eles, quebrado apenas pelo tilintar das xícaras e o burburinho dos outros clientes. Lucas tentava decifrar o olhar de Gabriel, mas ele parecia mais fechado do que nunca, um muro invisível separando-os.

"Gabriel, precisamos conversar sobre o que aconteceu", Lucas iniciou, a voz firme, mas com um tom de súplica.

Gabriel desviou o olhar, concentrando-se em mexer o açúcar em sua bebida. "Não há nada para conversar, Lucas. Foi um momento de fraqueza. Nada mais."

As palavras ecoaram como gelo em ouvidos de Lucas. Fraqueza? Era assim que ele via aquele beijo, aquela conexão tão intensa? "Fraqueza? Para mim, não foi fraqueza. Foi… foi algo real, Gabriel. Eu senti isso. E você também sentiu. Não minta para mim, e muito menos para si mesmo."

Gabriel finalmente o encarou, os olhos escuros faiscando de uma emoção que ele tentava esconder. "Lucas, você não entende. Há coisas que você não pode se envolver. Coisas perigosas. Eu não quero te colocar em risco."

"Risco? Você acha que eu tenho medo de risco? Depois de tudo o que eu já passei? Eu não me afasto de você por causa de um risco, Gabriel. Eu me afasto se você não me deixar entrar. Se você continuar me empurrando para longe." A frustração em sua voz era evidente.

De repente, um burburinho começou no café. Uma mulher, elegante e com um ar de superioridade, se aproximou da mesa deles. Seus olhos eram penetrantes e um sorriso sarcástico brincava em seus lábios. Lucas a reconheceu imediatamente. Era Sofia, a sócia de Gabriel em alguns empreendimentos, uma figura conhecida por sua frieza e ambição.

"Gabriel, meu querido", disse ela, a voz melosa, mas com um toque de veneno. "Que surpresa te encontrar aqui. E na companhia de… Lucas, não é? O famoso artista." Ela lançou um olhar de desdém para Lucas, como se ele fosse um inseto indesejado.

Gabriel se levantou, a postura tensa. "Sofia. O que você quer?"

"Apenas te dar um recado. O nosso 'associado' não está nada satisfeito com os atrasos. Ele quer uma garantia de que tudo sairá conforme o combinado. E ele mencionou que você anda muito distraído ultimamente. Talvez precise de um lembrete de suas prioridades." O olhar de Sofia passou de Gabriel para Lucas, carregado de ameaça implícita.

Lucas sentiu o sangue gelar. Aquele homem, a quem Sofia se referia, era o mesmo que o havia ameaçado no dia anterior. A sombra do passado de Gabriel, a qual ele tentava desesperadamente fugir, estava cada vez mais próxima.

Gabriel apertou os punhos, a raiva contida transbordando em seus olhos. "Eu cuido dos meus negócios, Sofia. E não preciso de seus avisos."

"Que bom, porque o 'associado' não gosta de ser contrariado. E ele tem maneiras muito… persuasivas de garantir o que quer." Sofia sorriu, um sorriso que não chegava aos olhos. "Vejo você depois, Gabriel. E você, Lucas… talvez fosse melhor você pensar com quem anda se associando."

Com um último olhar de desdém, Sofia se afastou, deixando Lucas e Gabriel imersos em um silêncio carregado de presságios. A conversa sobre seus sentimentos foi abruptamente interrompida, substituída pela dura realidade de um mundo perigoso que os cercava. Lucas olhou para Gabriel, vendo pela primeira vez a dimensão do perigo que ele representava, não apenas para si mesmo, mas para todos que se aproximavam. Aquele olhar roubado, o beijo ardente, tudo agora estava manchado pela sombra de uma ameaça real.

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