Paixão Proibida II

Capítulo 11

por Enzo Cavalcante

Com certeza! Mergulhe de volta no turbilhão de emoções de "Paixão Proibida II", onde os corações batem mais forte e os segredos se desenrolam como um novelo de lã emaranhado. Prepare-se para mais cinco capítulos repletos de drama, romance e a força inabalável do amor.

Capítulo 11 — O Perfume da Saudade e a Fagulha da Suspeita

O ar de São Paulo, vibrante e inebriante, parecia tingido com as cores do pôr do sol que pintava os arranha-céus de dourado e carmesim. Para Lucas, cada dia era um bálsamo, uma promessa de um futuro onde ele e Gabriel poderiam, finalmente, respirar sem o peso opressivo do passado. A casa em Pinheiros, com suas paredes claras e janelas amplas que deixavam a luz da cidade entrar, tornara-se o refúgio deles. As noites eram embaladas pelo som suave da cidade, um contraste bem-vindo ao silêncio tenso de Vila das Pedras. Gabriel, com a sua habitual determinação, mergulhara nos estudos, nas noites longas de dedicação na biblioteca da universidade. Os olhos, antes marcados pela exaustão e pelo medo, agora brilhavam com a paixão pelo conhecimento, com a ânsia de construir um futuro sólido. Lucas, por sua vez, encontrava seu sustento em bicos esporádicos, em trabalhos que o permitiam ter horários flexíveis, para estar sempre perto de Gabriel, para cuidar dele. A cada dia, sentia a pele de Gabriel mais relaxada sob seus dedos, o sorriso mais frequente, a risada mais solta.

"Você não precisa se sobrecarregar, amor", disse Lucas, enquanto preparava o café da manhã no pequeno apartamento. O aroma de pão fresco e café recém-passado pairava no ar. Gabriel, ainda sonolento, se aproximou e abraçou Lucas por trás, o queixo apoiado em seu ombro. O calor do corpo dele o envolvia, um conforto familiar que acalmava todas as suas inquietações.

"Eu sei, mas eu quero. Quero tanto provar para todos, e principalmente para nós, que somos capazes de mais", respondeu Gabriel, a voz embargada pela emoção. Ele aninhou-se mais perto, inspirando o cheiro suave de Lucas, um perfume que se tornara o seu porto seguro. "Desde que cheguei aqui, sinto que estou renascendo. E você, amor... você é a minha primavera."

Lucas virou-se nos braços dele, os olhos encontrando os de Gabriel. Um sorriso terno iluminou seu rosto. "E você é o meu sol, sempre foi. Mas não se esqueça de que a primavera também precisa de descanso para florescer." Ele beijou a testa de Gabriel, um gesto de carinho que dizia mais do que qualquer palavra.

Enquanto Gabriel se preparava para ir à universidade, Lucas sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Era uma sensação estranha, uma pontada de desconforto que ele não conseguia identificar. Olhou pela janela, para a rua movimentada, para as pessoas apressadas em seus afazeres. Nada parecia fora do comum, mas a sensação persistia. Era como se uma sombra invisível pairasse sobre eles, um pressentimento sombrio que tentava afastar com todas as suas forças.

Mais tarde, Lucas estava no centro da cidade, entregando um pacote para uma cliente. O burburinho das ruas, o som das buzinas e a pressa das pessoas o envolviam, mas sua mente vagava. Lembrou-se das palavras de Gabriel sobre provar a capacidade deles, sobre o renascer. Uma determinação férrea tomou conta dele. Ele não deixaria nada nem ninguém atrapalhar a felicidade que eles haviam conquistado com tanto esforço.

Ao retornar para o apartamento, encontrou Gabriel debruçado sobre os livros, a testa franzida em concentração. Lucas sentiu um orgulho imenso. Ele era um guerreiro, lutando por um futuro melhor. Preparou um chá para os dois e sentou-se ao lado de Gabriel, observando-o trabalhar.

"Estou quase acabando este capítulo", disse Gabriel, sem tirar os olhos do livro. "É fascinante, mas também me lembra o quão ignorante eu era. E o quanto mais eu preciso aprender."

"Você está indo longe, Gabriel. Muito longe", disse Lucas, passando a mão suavemente pelos cabelos de Gabriel. "E eu estarei aqui em cada passo do caminho."

De repente, um barulho vindo da rua fez ambos se sobressaltarem. Um carro parou bruscamente em frente ao prédio, e luzes fortes iluminaram a janela. Lucas sentiu o coração disparar. Aquele pressentimento sombrio voltava com força total. Ele se levantou, sentindo uma necessidade urgente de olhar.

"Fique aqui, Gabriel", disse ele, a voz tensa.

Lucas foi até a janela com cautela, espiando por uma fresta na cortina. Um carro escuro, com vidros fumados, estava estacionado ali. Não era um carro comum. Uma silhueta familiar, mas incrivelmente perturbadora, se destacou do banco do motorista. O coração de Lucas gelou. Era o pai de Gabriel. Sr. Almeida.

Ele não podia estar ali. Não agora. Não depois de tudo. O pânico tomou conta de Lucas. Ele se virou rapidamente para Gabriel, que o olhava com preocupação.

"Quem era?", perguntou Gabriel, a voz carregada de apreensão.

"Ninguém... acho que me enganei", mentiu Lucas, tentando manter a calma. Mas ele sabia que não era engano. A figura do Sr. Almeida era inconfundível. Aquele homem que os separou, que os fez sofrer, agora estava ali, na porta da casa onde eles buscavam paz.

O aroma da saudade que pairava no apartamento de repente se misturou com a fumaça da suspeita. Lucas sentiu um nó na garganta. Ele sabia que o passado, com seus tentáculos sombrios, não os deixaria em paz tão facilmente. A paz que eles tanto lutaram para encontrar estava sob ameaça, e Lucas sentiu o instinto protetor que o definia acender-se com uma fúria renovada. Ele olhou para Gabriel, para a inocência em seus olhos, e jurou que faria de tudo para mantê-lo a salvo. Mas a presença do Sr. Almeida em São Paulo era um sinal claro: a caçada havia recomeçado.

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