Cap. 11 / 25

Amor Verdadeiro

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 do seu romance BL, escritos no estilo solicitado.

por Davi Correia

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 do seu romance BL, escritos no estilo solicitado.

Amor Verdadeiro Autor: Davi Correia

Capítulo 11 — O Véu da Mentira, A Sombra Que Ameaça

O sol inclemente do sertão castigava a terra ressecada, espelhando a angústia que se instalara no coração de Miguel. Ali, no refúgio improvisado que Dona Aurora generosamente lhe oferecera, ele tentava decifrar os enigmas que o assombravam. A proposta da matriarca, por mais tentadora que fosse, soava como um eco distante em meio ao turbilhão de sentimentos que o consumiam. Casar-se com seu neto, o enigmático e belo Léo, para proteger os laços que pareciam se formar entre eles? Era um plano audacioso, um salto no escuro que desafiava a lógica e a própria natureza de sua relação.

Léo, por sua vez, mantinha a compostura, mas seus olhos, cor de mel sob a luz dura, traíam uma profundidade de emoções que Miguel mal conseguia compreender. Desde o reencontro inesperado no meio do nada, uma corrente elétrica parecia ligá-los, um magnetismo inegável que desafiava as barreiras do tempo e da distância. Havia uma cumplicidade silenciosa entre eles, um entendimento que transcendia as palavras. Mas o passado, esse fantasma persistente, pairava sobre eles como uma nuvem escura, ameaçando engolir qualquer vislumbre de felicidade.

Dona Aurora, com sua sabedoria ancestral e olhar penetrante, observava os dois com uma serenidade que desarmava. Ela percebia a atração mútua, a faísca que se acendia a cada olhar trocado, a cada toque acidental. Sabia que o amor, quando verdadeiro, tinha o poder de curar feridas antigas e reconstruir pontes quebradas. Mas também sabia que a vida, com suas reviravoltas cruéis, podia transformar o mais puro dos sentimentos em um campo de batalha.

“Miguel, meu filho”, disse Dona Aurora, sua voz um sussurro rouco, enquanto servia um copo de água fresca a ele, “sei que tudo isso parece repentino. Mas às vezes, o coração nos guia por caminhos que a razão não alcança.”

Miguel suspirou, o calor do sertão parecendo penetrar até sua alma. “Dona Aurora, eu… eu não sei o que pensar. Léo e eu… nós nos reencontramos há poucos dias. E agora, uma proposta dessas?”

“O tempo no sertão corre diferente, Miguel. E o amor, ah, o amor não espera o tempo certo. Ele simplesmente acontece. E quando acontece, às vezes, exige coragem para ser abraçado.” Ela pousou a mão enrugada em seu ombro. “Você sente algo por Léo, não sente?”

Miguel corou, desviando o olhar para o horizonte onde o sol se punha em tons de fogo. “Eu… eu não sei. Ele é… diferente. Há algo nele que me atrai, algo que me faz sentir… seguro.”

Léo, que observava a cena de longe, sentiu um aperto no peito. A sinceridade de Miguel era palpável, mas a hesitação era compreensível. Ele mesmo ainda lutava para entender a intensidade dos seus próprios sentimentos. A proximidade de Miguel reacendia memórias que ele pensava ter enterrado para sempre, lembranças de um tempo em que a inocência e a paixão caminhavam lado a lado.

“E você, Léo?”, Dona Aurora se virou para o neto, seus olhos brilhando com uma ternura que ele raramente via. “Você sente algo por Miguel?”

Léo hesitou por um instante, o silêncio se estendendo como um fio tenso. Então, com um suspiro profundo, ele se aproximou. “Sim, vó. Eu sinto. E é mais forte do que eu. Mas o perigo, vó… o perigo que se esconde nas sombras, ele nos persegue.”

“O perigo é real, meu filho”, concordou Dona Aurora. “Mas o amor é a arma mais poderosa contra ele. E vocês dois, juntos, podem ser invencíveis.”

Naquela noite, sob o manto estrelado do sertão, Miguel e Léo se encontraram em silêncio. O ar estava carregado de uma eletricidade palpável, uma mistura de desejo, medo e esperança. Eles se sentaram perto, a brasa da fogueira iluminando seus rostos, suas sombras dançando na areia.

“Miguel”, Léo começou, sua voz baixa e rouca, quebrando o silêncio. “Eu sei que é muito para processar. Mas eu não quero te perder de novo. Eu não aguentaria.”

Miguel olhou para ele, o coração acelerado. A intensidade no olhar de Léo o atingiu como um raio. “Eu também não quero te perder, Léo. Mas o que você quer dizer com… o perigo?”

Léo hesitou, o peso de segredos antigos em seus ombros. Ele sabia que revelar a verdade poderia colocar Miguel em ainda mais risco. Mas mentir para ele, agora que a proximidade era tão intensa, parecia impossível.

“Há pessoas, Miguel”, ele começou, a voz embargada. “Pessoas que não nos querem bem. Pessoas que nos perseguem por causa do que somos, do que representamos.”

Miguel sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele pensou nas ameaças que recebera, nas sombras que o seguiam desde que deixara a cidade. “Você está falando… do meu pai?”

Léo balançou a cabeça lentamente. “Não apenas dele. Há outros. Pessoas poderosas que se sentiram… contrariadas. E elas não vão parar até nos destruir.”

O silêncio voltou a cair entre eles, mais pesado do que antes. Miguel sentiu o medo se instalar em seu peito, um medo frio e paralisante. Ele olhou para Léo, para a preocupação genuína em seus olhos, e uma nova compreensão começou a se formar. A proposta de Dona Aurora não era apenas um plano mirabolante; era um ato de proteção, um escudo contra as ameaças que se aproximavam.

“Então… o casamento… é para nos proteger?”, Miguel perguntou, sua voz mal passando de um sussurro.

Léo assentiu, seus olhos fixos nos de Miguel. “É a única maneira que encontramos para garantir a sua segurança, Miguel. Para que eles não tenham mais motivos para te caçar. Para que possamos ficar juntos, longe das garras deles.”

Um turbilhão de pensamentos invadiu a mente de Miguel. Ele amava Léo? A pergunta ecoava em sua alma, sem resposta clara. Mas ele sabia que não podia negar a atração, a conexão profunda que sentia. E, mais importante, ele sabia que não podia deixar Léo desprotegido.

“Eu não posso te dar um amor romântico agora, Léo”, Miguel disse, sua voz firme, embora trêmula. “Mas posso te dar a minha lealdade. E posso te ajudar a se defender. Se o casamento é o que precisa ser feito, eu farei.”

Léo suspirou, aliviado, mas também com uma pontada de tristeza. Ele sabia que Miguel estava sendo corajoso, que estava fazendo um sacrifício. Ele se aproximou, hesitante, e tocou o rosto de Miguel com a ponta dos dedos. A pele dele estava quente, a barba por fazer arranhando levemente sua pele.

“Obrigado, Miguel”, Léo sussurrou, seus olhos marejados. “Você não sabe o quanto isso significa para mim.”

Naquele momento, sob o olhar vigilante das estrelas, a promessa de um casamento forçado começava a se desenhar. Um véu de mentira para proteger a verdade, uma sombra de ameaça pairando sobre um amor que ainda buscava seu próprio caminho. Miguel e Léo haviam dado um passo decisivo, um passo que os uniria de forma inabalável, mas que também os mergulharia ainda mais fundo nas perigosas águas do passado que os perseguia. O sertão, com sua beleza árida e seus segredos ancestrais, seria o palco dessa nova e arriscada jornada. A verdade sobre seus sentimentos, sobre suas origens, começaria a emergir, e com ela, a promessa de um amor verdadeiro, mas forjado nas mais difíceis das circunstâncias.

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