Cap. 15 / 25

Amor Verdadeiro

Capítulo 15 — O Resgate Arriscado, A Força do Amor

por Davi Correia

Capítulo 15 — O Resgate Arriscado, A Força do Amor

O pânico gelado que se instalou em Miguel ao ser capturado deu lugar a uma raiva fria. Cercado pelos homens de Carlos e de seu tio, ele sentia o peso de sua própria falha, mas também a determinação inabalável de não ceder. A imagem de Léo, de Dona Aurora, de Samuel, impulsionava sua resistência.

“Eu não vou contar nada”, Miguel repetiu, encarando Carlos com um olhar desafiador que o surpreendeu.

Carlos riu, um som desagradável e sem humor. “Você é teimoso, garoto. Mas a teimosia pode ser quebrada. Especialmente quando colocamos alguém que você ama em perigo.”

O olhar de Carlos se dirigiu para Samuel, que era segurado firmemente por dois capangas. O jornalista tentava se libertar, mas a força deles era superior.

“Não se atreva!”, Miguel rosnou, o corpo tenso.

O tio, com um sorriso cruel, aproximou-se de Miguel. “Você se acha o herói, não é? Mas você é apenas uma peça no jogo. E agora, vamos te usar para pegar o seu amado Léo.”

Miguel sentiu o estômago revirar. Eles queriam Léo. A armadilha que ele pensou ter caído era ainda maior. Ele havia sido usado para atrair Léo para fora do sertão.

Enquanto isso, no refúgio do sertão, Léo sentia uma angústia crescente. As mensagens codificadas de Miguel haviam cessado abruptamente. O silêncio era ensurdecedor, e o pressentimento de que algo terrível havia acontecido o consumia. Dona Aurora, percebendo a aflição do neto, tentava mantê-lo calmo, mas a preocupação em seus olhos era evidente.

“Ele está em perigo, vó”, Léo disse, sua voz embargada. “Eu sinto isso. Precisamos ir até ele.”

Dona Aurora assentiu, sua sabedoria falando mais alto que o medo. “Eu sei, meu filho. E eu vou com você. Onde um vai, o outro vai também.”

Com a urgência que só o amor verdadeiro pode inspirar, Léo e Dona Aurora partiram em direção à cidade. O carro que os levava parecia lento demais, cada quilômetro percorrido uma eternidade de ansiedade.

Na cidade, Miguel era levado para um antigo armazém abandonado, um dos muitos esconderijos que seu pai utilizava no passado. Ele era jogado em uma sala fria e úmida, os pulsos amarrados com firmeza. O cheiro de mofo e ferrugem era sufocante. Ele ouviu os passos pesados dos capangas se afastando, deixando-o sozinho com seus pensamentos aterrorizantes.

Ele precisava encontrar uma maneira de escapar. Olhou em volta, buscando qualquer coisa que pudesse usar. Os nós em seus pulsos eram apertados, mas ele sabia que não podia desistir.

Enquanto isso, Léo e Dona Aurora chegaram à cidade. Léo sabia exatamente para onde ir. O antigo armazém era um lugar que ele conhecia bem, um lugar sombrio que seu pai gostava de usar para seus… negócios.

“É aqui, vó”, Léo disse, sua voz tensa. “Eu sei que eles estão aqui.”

Dona Aurora, com uma arma antiga escondida sob seu xale, assentiu. “Cuidaremos disso, meu filho. Juntos.”

Léo, com uma força renovada, invadiu o armazém. A escuridão era quase total, mas seus olhos estavam acostumados com a penumbra. Ele ouviu o som de passos e vozes abafadas.

“Miguel!”, ele gritou, sua voz ecoando pelo vasto espaço. “Miguel, onde você está?”

Do outro lado do armazém, Miguel ouviu o chamado de Léo. Um raio de esperança atravessou a escuridão. Ele se esforçou para se soltar, a dor em seus pulsos ignorada em sua urgência.

Carlos e o tio, alertados pelo grito de Léo, apareceram. Eles não esperavam que Léo viesse tão rápido.

“Olha só quem apareceu”, disse Carlos, com um sorriso triunfante. “O pássaro caiu na gaiola.”

Léo avançou, seu olhar fixo em Miguel, que estava visível em uma das salas, ainda amarrado. “Soltem ele! Agora!”

O tio de Léo riu. “Ou o quê? Você vai nos prender? Não seja ridículo.”

Nesse momento, Dona Aurora surgiu, a arma firme em sua mão. “Ninguém vai machucar meu neto. Nem ninguém que ele ama.”

A surpresa tomou conta de Carlos e do tio. Eles não esperavam a matriarca, muito menos que ela estivesse armada.

A distração foi o suficiente. Miguel, com um último esforço desesperado, conseguiu romper os nós em seus pulsos. Ele se levantou, cambaleante, e correu em direção a Léo.

Os capangas avançaram, mas Léo e Dona Aurora, com uma coragem surpreendente, os enfrentaram. Léo, com sua agilidade, desarmou um deles, enquanto Dona Aurora, com precisão inesperada, disparou um tiro para o alto, assustando os outros.

No meio do caos, Miguel alcançou Léo. Eles se abraçaram com força, um abraço de alívio, de amor, de gratidão.

“Eu sabia que você viria”, Miguel sussurrou em seu ouvido.

“Eu nunca te deixaria”, Léo respondeu, apertando-o com força.

Carlos e o tio tentaram fugir, mas Léo, com a ajuda de Samuel que havia chegado discretamente, os impediu. A polícia, alertada por Samuel, chegou em seguida, prendendo Carlos, o tio e seus capangas.

Aquele armazém escuro e sombrio, antes um símbolo de medo e opressão, agora se tornava o palco da vitória do amor e da coragem. Miguel e Léo, juntos, haviam enfrentado as sombras de seus passados e emergido mais fortes, mais unidos.

Enquanto as sirenes policiais ecoavam pela noite, Miguel e Léo se olharam, a promessa de um futuro juntos brilhando em seus olhos. O caminho havia sido árduo, repleto de perigos e sacrifícios, mas o amor que sentiam um pelo outro era a força que os guiara através da escuridão. A verdade havia prevalecido, e agora, finalmente, eles poderiam começar a construir o seu próprio amor verdadeiro, longe das garras do passado. Dona Aurora, observando-os, sentiu uma paz profunda em seu coração. A sua família, reconstruída sobre a base sólida do amor e da coragem, estava segura.

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