Amor sem Máscaras II

Capítulo 11

por Enzo Cavalcante

Claro, meu caro leitor! Prepare o coração, pois as páginas de "Amor sem Máscaras II" prometem mais reviravoltas e paixões que vão te prender até a última linha. Com a pena untada em emoção e a alma vibrando com as desventuras de nossos heróis, mergulho de cabeça em mais cinco capítulos que prometem aquecer seu sangue e fazer seu coração disparar.

Capítulo 11 — A Tempestade Que Se Forma no Horizonte

O sol de Ipanema, sempre tão generoso em sua luz dourada, parecia pálido naquele dia. A brisa marítima, que antes trazia o perfume salgado e a promessa de dias tranquilos, agora carregava um ar pesado, prenúncio de uma tempestade iminente. Na cobertura luxuosa de Gabriel, o silêncio era quase palpável, um eco sombrio dos gritos que haviam ecoado ali horas antes.

Lucas, com os olhos ainda vermelhos de tanto chorar, olhava para o horizonte como se pudesse ver as nuvens se formando em sua própria alma. A revelação de Clara, a mãe de Gabriel, sobre o passado sombrio de seu amado, sobre as mentiras arquitetadas para protegê-lo, mas que acabaram por aprisioná-lo, era um golpe devastador. Gabriel, que ele via como um porto seguro, um farol de honestidade, agora surgia em sua mente como uma figura complexa, marcada pelas sombras que o cercavam.

“Não consigo acreditar… tudo o que ele me disse… o que nós construímos… era tudo uma farsa?”, sussurrou Lucas, a voz embargada, dirigindo-se a Clara, que estava sentada em uma poltrona de veludo, o rosto pálido, os olhos fixos no vazio.

Clara suspirou, um som que parecia carregar o peso de décadas. “Meu filho… ele acreditava que estava te protegendo. Que te protegendo de quê? Das manipulações de meu falecido marido, o pai dele, que sempre quis usá-lo para seus próprios fins. Que te protegendo de um mundo que, segundo ele, te faria mal.”

“Me proteger de quê, Clara? De quem eu sou? De amar quem eu amo?”, a voz de Lucas começou a ganhar um timbre de desespero. Ele se levantou, andando pela sala com passos erráticos. “Eu o amo, Clara. Amo o homem que ele é agora. O homem que me mostrou sua vulnerabilidade, que confiou em mim seus medos mais profundos. E agora você me diz que tudo isso… que essa confiança… foi construída sobre uma base tão frágil?”

“Ele te ama, Lucas. Mais do que você pode imaginar. O amor dele por você é a coisa mais pura que já vi nele. É por isso que ele te escondeu a verdade. Ele temia que, ao saber das artimanhas de meu marido, você o visse como um produto delas. Que você o rejeitasse.”

“Rejeitá-lo? Como eu poderia rejeitá-lo? Mas como eu posso confiar nele agora? Como posso abrir meu coração de novo, sabendo que existe uma parte dele que me foi escondida, uma parte que foi moldada por mentiras?”, Lucas passou as mãos pelos cabelos, a angústia transbordando.

Um silêncio pesado pairou entre eles. Clara, com os olhos marejados, aproximou-se de Lucas e segurou suas mãos. Suas palmas estavam frias, trêmulas. “Lucas, meu querido. Ninguém é perfeito. Gabriel é humano. Ele cometeu erros. Mas o que ele fez, ele fez por amor. Um amor confuso, um amor que cresceu em um ambiente tóxico, mas amor, ainda assim. Ele precisa de você agora. Ele está mais vulnerável do que nunca.”

Lucas olhou para as mãos de Clara entre as suas. A sinceridade nos olhos dela, a dor genuína que emanava de seu ser, o tocaram. Mas a ferida ainda estava fresca. A imagem de Gabriel, confiante e seguro, agora estava manchada pela dúvida. Ele se perguntava se o Gabriel que ele amava era real, ou uma construção cuidadosamente elaborada.

“Eu… eu preciso de um tempo, Clara. Eu preciso pensar. Preciso entender.”

Clara assentiu, a compreensão em seu olhar. “Eu entendo, meu amor. Vá. Apenas saiba que o amor de Gabriel por você é a única coisa verdadeira que restou em meio a todas essas sombras.”

Lucas saiu da cobertura, o som da porta se fechando ecoando como um ponto final em uma conversa inacabada. Caminhou pelas ruas de Ipanema, o sol já começando a se pôr, pintando o céu de tons alaranjados e avermelhados, cores que pareciam refletir a turbulência em seu interior. Cada passo era pesado, cada pensamento um turbilhão de dúvidas. Ele amava Gabriel, isso era inegável. Mas a confiança, a base de qualquer relacionamento duradouro, havia sido abalada. Ele olhou para o mar, as ondas quebrando na areia com fúria crescente, espelhando a tempestade que se formava dentro dele. Será que ele seria capaz de navegar por essas águas revoltas? Será que o amor deles seria forte o suficiente para resistir à força devastadora da verdade?

Enquanto Lucas se afastava, Gabriel, ainda atordoado pela conversa com a mãe, observava da janela. Ele via a figura de Lucas diminuindo na rua, um peso em seu peito se intensificando a cada metro que o separava dele. Ele sabia que tinha cometido um erro, um erro monumental. A verdade, por mais dolorosa que fosse, sempre acabava por vir à tona. E agora, ele temia que o preço a ser pago por suas mentiras fosse a perda do homem que ele mais amava. O silêncio da cobertura, antes um refúgio, agora parecia um deserto hostil. Ele se sentia exposto, nu, com todas as suas fragilidades à mostra. A sombra do pai, que ele pensava ter deixado para trás, pairava sobre ele, um espectador cruel de seu desespero. Ele apertou as mãos em punho, a raiva se misturando à tristeza. Raiva de si mesmo, raiva do pai, raiva do destino que parecia conspirar contra sua felicidade. Ele precisava reconquistar Lucas, precisava provar que o amor que sentia era real, era puro, apesar das falhas em seu passado. Mas como? Como reparar a confiança que ele mesmo havia quebrado? A resposta parecia tão distante quanto o sol que se escondia no horizonte.

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