A Vingança da Lua Negra

Claro, vamos dar vida a "A Vingança da Lua Negra"! Prepare-se para mergulhar em um turbilhão de emoções, mistérios e paixões que só o Brasil sabe criar.

por Thiago Barbosa

Claro, vamos dar vida a "A Vingança da Lua Negra"! Prepare-se para mergulhar em um turbilhão de emoções, mistérios e paixões que só o Brasil sabe criar.

A Vingança da Lua Negra Romance de Thiago Barbosa

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Capítulo 1 — O Sussurro do Passado em Copacabana

O sol escaldante do Rio de Janeiro beijava o calçadão de Copacabana, transformando a areia em um tapete dourado e a brisa do mar em um alívio bem-vindo. Mas para Isabella, o calor era apenas uma lembrança distante, um eco em um corpo que parecia ter se acostumado ao frio da ausência. Sentada em um dos quiosques com vista para o Atlântico, o copo de água de coco esquecido em suas mãos, ela observava a multidão. Turistas vibrantes, cariocas despreocupados, casais de mãos dadas. Cada um com sua história, suas alegrias e, talvez, suas próprias feridas ocultas.

Isabella não era mais parte daquela paisagem vibrante. Havia retornado ao Brasil após quinze anos vivendo na Europa, um exílio autoimposto, um exílio em busca de algo que ela nem sabia ao certo o quê. As notícias sobre a morte de sua tia-avó, Dona Clara, a única guardiã de suas memórias familiares, haviam sido o gatilho. Uma carta, escrita com a caligrafia trêmula de uma enfermeira, a informava do falecimento e da necessidade de que Isabella viesse para organizar os pertences da velha senhora. Pertences que, ela sabia, guardavam mais segredos do que lembranças felizes.

O apartamento de Dona Clara, um lugar que ela assombrava em seus pesadelos de infância, ficava em um prédio antigo e imponente em Leme, com vista para a praia e a silhueta inconfundível do Pão de Açúcar. Ao entrar, o cheiro de mofo, lavanda e um leve toque de naftalina a envolveu. Era um perfume de tempos passados, de vidas vividas e, para Isabella, de um tempo que ela tentava desesperadamente esquecer.

Os móveis eram pesados, em tons escuros, cobertos por panos brancos que davam ao lugar uma aparência fantasmagórica. A luz que entrava pelas janelas embaçadas mal conseguia dissipar a aura de melancolia que pairava no ar. Dona Clara, uma mulher severa e de poucas palavras, era o reflexo daquela casa: conservadora, cheia de objetos antigos e com um silêncio ensurdecedor.

Isabella começou a vasculhar as gavetas, os armários, as caixas empilhadas. Roupas antigas, fotografias desbotadas de rostos desconhecidos, cartas amareladas pelo tempo. Cada objeto era um convite a um passado que ela preferia manter trancado. Havia uma dor antiga em seu peito, uma cicatriz que o tempo não conseguira apagar, e ela sabia que aquela casa, aquela arrumação, seria um reencontro inevitável com ela.

Em uma velha escrivaninha de madeira maciça, coberta por uma fina camada de poeira, ela encontrou um compartimento secreto. Com o coração acelerado, ela o abriu. Lá dentro, além de algumas joias antigas e um pequeno diário de couro, estava um envelope lacrado com cera vermelha, sem remetente, mas com seu nome escrito em letras elegantes e firmes: "Para Isabella, quando o tempo for o certo."

A caligrafia não era de Dona Clara. Era uma letra forte, masculina, que ela não reconhecia, mas que, de alguma forma, lhe era estranhamente familiar. Com as mãos trêmulas, ela rompeu o lacre. Dentro, havia uma única folha de papel, dobrada cuidadosamente. Ao desenrolá-la, um retrato a carvão, de beleza impressionante, a encarou. Era um homem. Tinha cabelos escuros e ondulados, olhos penetrantes que pareciam ler sua alma e um sorriso enigmático que transpirava mistério. Abaixo do retrato, apenas uma palavra: "Mateus".

Quem era Mateus? E por que Dona Clara guardara aquilo? Isabella sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Aquela casa, que ela pensava ser apenas um repositório de memórias de uma tia-avó distante, começava a revelar suas sombras.

Enquanto Isabella se perdia na figura enigmática do retrato, o celular tocou. Era um número desconhecido. Hesitou por um momento, mas atendeu.

"Isabella?" A voz era grave, um timbre rouco que parecia carregar o peso de muitos anos.

"Quem fala?", perguntou, com a voz embargada pela surpresa e pela tensão que a envolvia.

"Meu nome é Ricardo. Sou advogado. Fui procurado por Dona Clara há alguns meses. Ela me pediu para entrar em contato com você assim que... bem, assim que ela partisse."

O advogado. Isabella se lembrou de Dona Clara mencionando que havia deixado instruções para um advogado. "Sim, sou eu. O que aconteceu?"

"Dona Clara deixou algumas instruções específicas sobre os bens dela. E sobre... um legado. Algo que ela chamava de 'O Guardião da Memória'. Ela me instruiu a entregar a você uma chave e um endereço. Um endereço que não está em nome dela, mas que ela usava com frequência."

Um legado? Um guardião? A mente de Isabella girava. "Que chave? Que endereço?"

"A chave é de um cofre em um banco no Centro. E o endereço é de um pequeno ateliê na Lapa. Dona Clara insistiu que você fosse pessoalmente. E que tivesse cuidado."

Cuidado. Aquela palavra ecoou nas entrelinhas da conversa com o advogado. Cuidado com quê? Com quem? O retrato de Mateus em sua mão parecia sorrir de volta para ela, um cúmplice silencioso nos segredos que estavam prestes a desabrochar. A brisa do mar de Copacabana parecia ter sido substituída por um vento frio e cortante que soprava das vielas sombrias da Lapa. O Rio de Janeiro, que ela pensava conhecer, agora se revelava um labirinto de mistérios, com ecos de um passado que se recusava a ser esquecido. A vingança, ela sentia, começava a se desenhar na forma de uma lua negra no céu noturno.

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