O Preço do Amor de Luxo

Capítulo 8 — Os Labirintos da Mente e o Toque Proibido

por Larissa Gomes

Capítulo 8 — Os Labirintos da Mente e o Toque Proibido

Os dias que se seguiram ao jantar no La Belle Époque foram um turbilhão para Helena. A proposta de Alexandre pairava em sua mente como uma nuvem carregada de promessas e perigos. A Varella Corp, com sua força inegável, poderia alavancar sua editora a um patamar inimaginável. Mas o preço… o preço era a sua independência, a sua alma criativa, e a cada encontro casual com Alexandre, um novo e perigoso jogo de sedução se instalava.

Alexandre, por sua vez, parecia determinado. Ele a cercava com sua atenção, convidando-a para eventos da empresa, apresentando-a a pessoas influentes, sempre com um sorriso calculista e um olhar que desvendava seus medos e desejos mais profundos. Helena se sentia cada vez mais atraída por ele, mas também aterrorizada pela intensidade daquela conexão.

Numa tarde de terça-feira, enquanto revisava manuscritos em seu modesto escritório, Helena recebeu um convite inesperado. Era de Alexandre. Um evento beneficente da Fundação Varella, a causa nobre que ele tanto defendia. A princípio, ela hesitou. Não queria se expor publicamente naquela relação ambígua. Mas a pressão sutil de Alexandre, combinada com a sua própria curiosidade sobre aquele lado dele, a fez aceitar.

O evento era realizado em um salão suntuoso de um hotel de luxo. Veludo vermelho, lustres de cristal e orquestras tocando ao vivo criavam uma atmosfera de conto de fadas. Helena, vestida com um elegante vestido preto, sentiu o olhar de todos sobre ela ao entrar ao lado de Alexandre. Ele a apresentava como sua “parceira de negócios”, mas o brilho em seus olhos e o jeito como ele a segurava pela mão diziam muito mais.

Enquanto circulavam pelo salão, cumprimentando convidados e discutindo o projeto da fundação, Helena sentiu-se dividida entre a admiração pela filantropia de Alexandre e a apreensão pela sua própria vulnerabilidade. Ele demonstrava uma empatia genuína com os beneficiários do projeto, algo que ela não esperava de um magnata tão focado em negócios.

“É importante lembrar que o sucesso financeiro é apenas uma ferramenta para construir um mundo melhor”, Alexandre disse a ela, a voz baixa, enquanto observavam um vídeo sobre os projetos da fundação. “Podemos ter o mundo aos nossos pés, mas se não usarmos isso para ajudar os outros, qual o sentido?”

Helena assentiu, tocada pela sinceridade em sua voz. “É um belo propósito, Alexandre.”

Ele a olhou, um sorriso terno iluminando seu rosto. “E você, Helena. Qual é o seu propósito? Além de trazer grandes histórias para o mundo?”

Ela hesitou, pensando em como expressar a complexidade de seus anseios. “Eu acredito que as histórias têm o poder de mudar vidas. De abrir mentes, de criar empatia. Se eu puder contribuir para que as pessoas se conectem com suas próprias emoções e com o mundo ao seu redor através da literatura, então, para mim, isso já é um propósito valioso.”

Alexandre segurou sua mão com mais firmeza. “E eu acredito que você é capaz de fazer isso em uma escala muito maior com a minha ajuda.” Ele a conduziu para um canto mais reservado do salão, longe dos olhares curiosos. “Elena, eu sei que você tem receios. Que a minha posição, o meu mundo, podem parecer intimidadores. Mas eu não sou apenas um homem de negócios. Eu sou um homem que se apaixonou pela sua alma vibrante.”

Ele acariciou o rosto dela com o dorso da mão, um toque que enviava arrepios por todo o seu corpo. Helena sentiu-se incapaz de desviar o olhar, hipnotizada pela intensidade do azul de seus olhos.

“Eu quero te conhecer de verdade, Helena. Quero desvendar os labirintos da sua mente, entender seus medos e seus sonhos. E eu quero que você me conheça também. Que veja além do magnata, do bilionário. Que veja o homem que está disposto a tudo para tê-la ao seu lado.”

A voz dele era um convite irrecusável, uma promessa de entrega total. Helena sentiu o coração acelerar. Aquele toque, aquele olhar, aquela proximidade… tudo era perigosamente tentador.

“Eu… eu não sei se consigo, Alexandre”, ela sussurrou, a voz trêmula. “É tudo tão… avassalador.”

“Eu sei”, ele disse, com uma ternura que a surpreendeu. “Mas o amor verdadeiro raramente vem em embalagens fáceis, Helena. Ele nos desafia, nos transforma. E eu sinto que o que temos é algo especial. Algo que vale a pena lutar.”

Ele se aproximou, os lábios pairando a milímetros dos dela. “Me deixe te mostrar o quanto você é importante para mim. Me deixe te provar que o preço do meu luxo não é apenas dinheiro, mas a entrega de um amor genuíno.”

Helena fechou os olhos, o coração batendo descompassado. A música, os olhares, a pressão… tudo se desvanecia. Restava apenas a sensação do toque dele, a promessa rouca em sua voz, o desejo que ardia entre eles.

Naquele momento, sentindo os lábios de Alexandre sobre os seus, um beijo que era ao mesmo tempo terno e avassalador, Helena sabia que estava entrando em um território proibido. Um território onde os limites entre o amor e o negócio se tornavam perigosamente tênues. O toque dele era eletrizante, e a entrega que ela sentia em seu próprio corpo era assustadora e excitante. Ela se rendeu, sabendo que estava cruzando uma linha, mas incapaz de resistir à força daquele sentimento. O evento beneficente, os convidados, o mundo exterior… tudo se perdeu na intensidade do beijo, na promessa de um amor que cobraria um preço altíssimo.

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