Dono do Meu Coração de Ouro

Capítulo 8 — O Jogo de Espelhos e os Sussurros da Vingança

por Beatriz Mendes

Capítulo 8 — O Jogo de Espelhos e os Sussurros da Vingança

O beijo no escritório de Alexandre foi um divisor de águas. Sofia sentiu-se inebriada, confusa, mas também estranhamente esperançosa. A paixão avassaladora que sentia por Alexandre era inegável, mas a sombra da dúvida, alimentada pelas palavras venenosas de Isabella, ainda pairava em sua mente. Ela sabia que estava entrando em um terreno perigoso, um jogo de aparências e emoções turbulentas onde um deslize poderia custar caro.

Nos dias que se seguiram, Alexandre e Sofia se tornaram inseparáveis. Os encontros no ateliê, os almoços secretos em restaurantes badalados, as conversas que se estendiam pela madrugada – cada momento juntos intensificava a conexão entre eles. Alexandre revelava a Sofia um lado de sua personalidade que poucos conheciam: um homem com um senso de humor afiado, um coração generoso e um desejo profundo de amar e ser amado. Ele a introduziu ao seu mundo, mas sempre com um cuidado especial, como se quisesse protegê-la da voracidade da alta sociedade.

Sofia, por sua vez, sentia-se cada vez mais atraída por ele. A autenticidade dele era um bálsamo para sua alma, e a paixão que ele demonstrava por ela era avassaladora. Ela começava a acreditar que talvez Isabella estivesse errada, que Alexandre pudesse ser o homem que ela sempre sonhara. No entanto, a memória dos sussurros maldosos e do olhar de desprezo de Isabella a assombravam.

Um convite especial chegou para Sofia: a festa de aniversário de Helena Dubois, a mãe de Alexandre, uma matriarca de personalidade forte e influente. Era um evento de família, reservado apenas para os mais íntimos. Alexandre insistiu para que Sofia o acompanhasse.

"Minha mãe quer te conhecer, Sofia", disse ele, com um brilho nos olhos. "E eu quero que todos vejam você ao meu lado. Você é importante para mim."

A perspectiva de conhecer a matriarca Dubois era intimidante. Sofia sabia que a opinião de Helena seria crucial, e ela temia não ser digna do amor de seu filho. Mas a confiança de Alexandre a impulsionou.

A mansão dos Dubois era um palácio, um reflexo do poder e da riqueza da família. A festa de aniversário de Helena era um evento suntuoso, com convidados selecionados a dedo, todos com laços com o império Dubois. Ao chegar, Sofia sentiu os olhares curiosos e avaliadores sobre ela. Ela estava deslumbrante em um vestido vermelho vibrante, um contraste ousado com a discrição que geralmente adotava.

Helena Dubois era uma mulher elegante, com cabelos grisalhos impecavelmente penteados e um olhar penetrante que parecia analisar cada detalhe. Ao encontrar Alexandre, ela o abraçou com afeto, mas seus olhos logo se voltaram para Sofia.

"Alexandre, meu querido. E quem é essa bela moça?" A voz dela era suave, mas carregada de uma autoridade inquestionável.

"Mãe, esta é Sofia Mendes. A designer que está revolucionando a Dubois Joias." Alexandre colocou um braço protetor ao redor dos ombros de Sofia. "Sofia, esta é minha mãe, Helena."

Helena estendeu a mão, e Sofia a apertou com firmeza. "É um prazer conhecê-la, Sra. Dubois."

"O prazer é meu, querida", disse Helena, com um sorriso que não chegava aos olhos. "Ouvi falar muito de você. Alexandre não para de falar sobre suas criações. Dizem que você tem um talento incomum."

A conversa fluiu, mas Sofia sentia a tensão subjacente. Helena era perspicaz, capaz de ler nas entrelinhas, e Sofia sentia que estava sendo submetida a um teste silencioso. De repente, a figura de Isabella Moreira surgiu, um sorriso sarcástico nos lábios, acompanhada por seu marido, um homem de negócios com um olhar sombrio.

"Alexandre, meu amor! Helena, parabéns!" Isabella se aproximou, seus olhos fixos em Sofia com um brilho desafiador. "E olá, Sofia. Que surpresa te ver por aqui. Achei que você estivesse ocupada em seu humilde ateliê."

Alexandre apertou a mão de Sofia com mais força. "Isabella, como sempre, pontual em suas observações. Sofia está aqui como minha convidada. E você sabe o quanto eu prezo sua companhia."

Helena observou a interação com um leve franzir de testa. "Isabella, querida. Agradeço sua presença, mas este é um evento familiar."

Isabella riu, um som agudo e desagradável. "Ah, Helena, mas eu sou quase família. Não é, Alexandre? E eu me preocupo com quem você escolhe para estar ao seu lado. Principalmente quando se trata de negócios. Dizem que a Srta. Mendes tem uma… ambição desmedida."

O jogo de espelhos havia começado. Isabella, com sua crueldade habitual, tentava minar a confiança de Sofia, lançando dúvidas sobre suas intenções. Helena, por sua vez, observava atentamente, pesando cada palavra, cada reação.

Sofia sentiu o sangue ferver, mas manteve a compostura. Ela se virou para Isabella, um sorriso frio no rosto. "Minha ambição, Sra. Moreira, é criar joias que toquem a alma das pessoas. E se isso incomoda algumas pessoas, talvez seja porque elas temem que eu alcance algo que elas jamais conseguirão: autenticidade."

Um silêncio constrangedor se instalou. Helena observou Sofia com uma expressão indecifrável. Alexandre interveio, sua voz calma, mas firme. "Sofia está aqui comigo. E isso é tudo que importa. Isabella, se me dão licença, preciso dar atenção aos meus convidados."

Alexandre guiou Sofia para longe, deixando Isabella para trás com um olhar fulminante. No entanto, o dano estava feito. Sofia sentiu a pressão, a desconfiança que emanava de alguns convidados.

Mais tarde, enquanto Alexandre a conduzia para um jardim isolado, Sofia desabafou. "Por que ela faz isso, Alexandre? Por que ela me odeia tanto?"

"Isabella é uma mulher amargurada, Sofia", disse ele, sua voz carregada de resignação. "Ela sempre quis ter o que eu tenho, o que a minha família representa. E ela vê você como uma ameaça. Uma ameaça ao meu status, ao meu poder. Ela acha que você está me usando."

Sofia olhou para ele, a angústia em seus olhos. "E você, Alexandre? O que você acha?"

Ele a puxou para perto, seus olhos azuis encontrando os dela. "Eu acho que você é a coisa mais genuína que entrou em minha vida em muito tempo. Eu vejo seu talento, sua paixão. E eu vejo você. Não uma mulher que me usa, mas uma mulher que me completa. Minha mãe… ela é como eu. Observa, avalia. Ela quer o melhor para mim. E eu acredito que ela verá que você é o melhor."

As palavras dele eram reconfortantes, mas a semente da dúvida ainda persistia. E se Isabella estivesse certa? E se a ambição de Sofia a levasse a tomar decisões erradas?

Naquela noite, Sofia sentiu o peso da linhagem Dubois. Ela percebeu que se envolver com Alexandre significava entrar em um mundo de jogos de poder, de segredos familiares e de rivalidades implacáveis. A sombra da vingança de Isabella pairava sobre eles, e Sofia sabia que precisaria de toda a sua força e inteligência para navegar por essas águas perigosas. O jogo de espelhos havia apenas começado, e ela temia que, no final, pudesse acabar vendo apenas o reflexo de sua própria destruição.

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