O Jogo do Poder e do Desejo

Capítulo 15 — A Fuga em Meio ao Caos

por Larissa Gomes

Capítulo 15 — A Fuga em Meio ao Caos

A traição de Leonardo atingiu Helena com a força de um golpe físico. Cada palavra que ele proferira, cada gesto de preocupação, agora pareciam frias e calculadas. Ela se sentiu enganada, exposta, presa novamente na teia de Rodrigo, mas desta vez, sem nenhuma esperança de resgate. Enquanto Rodrigo a conduzia de volta para a festa, com um sorriso vitorioso nos lábios, Helena sentiu uma raiva fria e determinada tomar conta de si. A dor da traição se transformou em um combustível poderoso.

"Onde está o Leonardo?", perguntou Rodrigo, sua voz casual, mas com um toque de sarcasmo.

"Ele foi… chamado", respondeu Helena, sua voz surpreendentemente firme. Ela se recusava a chorar na frente dele. Ela olhou para Leonardo, que agora observava a cena a uma certa distância, seu rosto impenetrável. Ela não sabia qual era o jogo dele, mas sabia que não podia mais confiar nele.

Rodrigo a ignorou, voltando sua atenção para os convidados, suas mãos deslizando em sua cintura como se fossem donos do lugar. Helena sentiu o estômago revirar. Ela estava presa em um pesadelo.

Enquanto tentava processar a situação, um alarme soou de repente, quebrando a atmosfera festiva. Uma sirene estridente ecoou pela mansão, seguida por gritos de pânico. As luzes piscaram, e a escuridão tomou conta de tudo por alguns instantes.

"O que está acontecendo?", perguntou Helena, um fio de esperança surgindo em seu peito.

Rodrigo apertou seu braço, seus olhos escuros varrendo a multidão em pânico. "Parece que nossa festa teve um convidado indesejado", disse ele, sua voz tensa.

No meio do caos, Helena viu sua chance. Os seguranças de Rodrigo estavam distraídos, tentando controlar os convidados em pânico. Ela se soltou de seu aperto e correu. Correu sem rumo, em direção à saída, em direção à liberdade.

Ela correu pelos corredores escuros, tropeçando em móveis derrubados, o som de seus sapatos ecoando no silêncio momentâneo entre os gritos. Ela podia ouvir os passos de Rodrigo atrás dela, sua voz furiosa.

"Helena! Volte aqui agora!"

Mas ela não parou. Ela correu para a porta dos fundos, a luz da noite inundando seus olhos. Do lado de fora, a chuva havia retornado, mais forte do que antes, transformando o jardim em um lamaçal. Ela correu pela grama molhada, sem se importar com a lama que grudava em seu vestido e em seus pés.

Ela ouviu passos se aproximando e se escondeu atrás de um arbusto espesso. Viu Rodrigo sair, seus olhos escuros procurando-a na escuridão. Ele estava furioso, derrotado, mas não vencido.

Enquanto ele se virava, Helena viu uma figura emergir das sombras. Era Leonardo. Ele estava ali, observando Rodrigo. Mas desta vez, em seu olhar, havia algo diferente. Uma determinação fria.

Leonardo se aproximou de Rodrigo, e Helena não pôde ouvir o que disseram, mas viu a tensão aumentar entre os dois homens. De repente, um guarda-costas de Rodrigo se aproximou, e Leonardo o empurrou. O caos aumentou.

Nesse momento de distração, Helena correu novamente. Ela sabia que não podia confiar em ninguém, nem mesmo em Leonardo. Ela estava sozinha.

Ela chegou ao portão principal, onde os carros de luxo estavam estacionados. Viu um carro menor, um modelo antigo que parecia deslocado naquele ambiente. A porta do motorista estava entreaberta. Sem pensar duas vezes, ela entrou e girou a chave.

O motor ligou com um rugido. Ela pisou no acelerador, o carro ganhando velocidade rapidamente. Ao olhar pelo retrovisor, viu Rodrigo e Leonardo saindo da mansão, observando-a partir. O rosto de Rodrigo estava contorcido de raiva, enquanto Leonardo a observava com uma expressão indecifrável.

Helena dirigiu em alta velocidade, a chuva chicoteando o para-brisa. Ela não sabia para onde estava indo, mas sabia que precisava se afastar dali. Ela estava fugindo, não apenas de Rodrigo, mas de todo o jogo em que se viu envolvida.

Ao longe, ela avistou as luzes da cidade. Era um farol de esperança em meio à escuridão. Ela sabia que a batalha não havia acabado, que Rodrigo não a deixaria em paz. Mas agora, ela tinha uma chance. Uma chance de lutar, de desvendar a verdade, de reconquistar sua vida.

Ela dirigiu pela noite chuvosa, a adrenalina ainda correndo em suas veias. A cada quilômetro percorrido, ela se sentia mais forte, mais determinada. O jogo do poder e do desejo havia chegado a um novo patamar. E Helena, a outrora frágil e manipulada, estava pronta para jogar suas próprias cartas.

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