Amor em Tempos de Ouro e Silicone

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Amor em Tempos de Ouro e Silicone", com a paixão e o drama que você espera de uma novela brasileira:

por Fernanda Ribeiro

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Amor em Tempos de Ouro e Silicone", com a paixão e o drama que você espera de uma novela brasileira:

Capítulo 11 — O Jogo de Espelhos de um Coração Dividido

O crepúsculo tingia os arranha-céus de São Paulo com tons alaranjados e púrpuras, um espetáculo de tirar o fôlego que, naquele instante, parecia zombar da tempestade que se formava dentro de Isabella. Sentada na varanda do seu luxuoso apartamento, com uma taça de vinho tinto esquecida na mão, ela observava a cidade que nunca dormia, mas que, para ela, parecia ter parado. O convite de Eduardo para o baile beneficente havia ecoado em seus ouvidos como um trovão inesperado, sacudindo a frágil paz que ela tentara construir após a noite tumultuada com Rafael.

Rafael. O nome dele era um sussurro constante em sua mente, uma melodia perturbadora que a embalava e a atormentava em igual medida. A intensidade do que sentiu com ele, a forma como ele a olhava, como se a visse pela primeira vez, e a vulnerabilidade que ele revelara… tudo isso a desarmava. E era justamente essa desarmonia que a assustava. Rafael não era o mundo de Eduardo, o mundo de conforto, segurança e previsibilidade que ela havia escolhido. Rafael era a tempestade, a paixão avassaladora que a atraía como uma mariposa à chama, mesmo sabendo dos perigos.

Eduardo, por outro lado, era o porto seguro. Um homem bom, inteligente, que a admirava genuinamente. Ele representava o futuro que ela sempre sonhou: estabilidade, reconhecimento social, uma vida de aparências impecáveis. Mas seria essa a vida que ela realmente desejava? A pergunta pairava no ar, densa como a fumaça de um cigarro que ela não acendia. A lembrança do beijo de Rafael, a eletricidade que percorreu seu corpo, a sensação de ter sido finalmente vista… essa era uma memória que se recusava a ser apagada.

Seu celular vibrou, tirando-a de seus devaneios. Era uma mensagem de Eduardo: "Mal posso esperar para te ver amanhã à noite, meu amor. Teremos muito o que celebrar." Um sorriso forçado se desenhou em seus lábios. Celebrar o quê? A farsa que ela estava vivendo? A mentira que ela mantinha em seu coração?

Do outro lado da cidade, em um loft moderno e industrial com vista para o rio Tietê, Rafael se debatia com seus próprios demônios. A noite com Isabella o havia transformado. A fragilidade que ele vira nos olhos dela, a forma como ela se entregou à paixão, desarmando suas defesas, o havia tocado profundamente. Ele se sentia um intruso, um vulcão em erupção no meio de um jardim de porcelana. Ele sabia que ela era comprometida, e que Eduardo era um homem influente, amigo de seu pai. A situação era um emaranhado perigoso, e ele não queria ser o estopim de um escândalo.

Mas a imagem dela, o perfume dela, o calor de seu corpo contra o dele, o sabor de seus lábios… era um vício que ele não conseguia largar. Ele olhou para a caixa de veludo sobre a mesa de centro. Dentro, o anel que ele planejava dar a Sofia, sua noiva. Um gesto de gratidão, de cumprir um dever. Ele sentia um misto de culpa e resignação. Ele sabia que Sofia o amava, e ele a respeitava. Mas o amor… o amor que ele sentia por Isabella, mesmo que fosse proibido e avassalador, era algo completamente diferente.

Ele pegou o celular e discou o número de Isabella. As primeiras tentativas foram em vão. Ela não atendia. Ele sentia o coração apertar. Será que ela estava se fechando para ele? Será que ela estava decidindo seguir o caminho mais seguro?

Finalmente, o telefone dela tocou, e Isabella atendeu com a voz ligeiramente trêmula.

"Alô?"

"Isabella? Sou eu, Rafael."

Um silêncio pairou entre eles, carregado de palavras não ditas e sentimentos reprimidos.

"Rafael… eu não sei se deveria atender."

"Eu sei. E eu também não sei se deveria ligar. Mas eu não consigo parar de pensar em você, Isabella. Naquela noite."

O tom de sua voz era rouco, carregado de uma emoção crua que fez o coração de Isabella acelerar.

"Rafael, por favor… isso é muito complicado."

"Eu sei que é. Mas eu não sou um homem de me esconder, Isabella. E você… você não parece uma mulher que se esconde. Eu vi algo em você, algo que eu nunca vi antes."

As palavras dele a atingiram como um raio. Ele a via. Ele a via de verdade.

"Eu também não consigo parar de pensar em você", ela admitiu, a voz um sussurro quase inaudível. "Mas Eduardo… ele é tão bom para mim. E eu não quero machucá-lo."

"E você acha que não está se machucando ao fingir que nada aconteceu? Isabella, a vida é curta demais para viver uma mentira. Eu sei que o que aconteceu entre nós foi fugaz, mas foi real. E eu sinto… eu sinto que precisamos conversar. Sem mal-entendidos, sem jogos."

Ele a convidou para um café, em um lugar discreto, longe dos olhares curiosos da alta sociedade. Isabella hesitou. Era um risco. Um risco enorme. Mas a necessidade de entender o que estava acontecendo com ela, de ouvir a si mesma, era maior.

"Onde?", ela perguntou, a voz firme, apesar do turbilhão interno.

Rafael deu um local, um café charmoso no bairro de Pinheiros, conhecido por seu ambiente tranquilo e discreto.

"Amanhã, depois do seu trabalho. Eu estarei lá."

Desligaram o telefone, e Isabella sentiu um misto de pavor e excitação. Ela havia aceitado. Aceitado um encontro com o homem que estava abalando os alicerces de sua vida. A imagem de Eduardo, sorrindo e confiante, surgiu em sua mente, e uma onda de culpa a inundou. Mas a imagem de Rafael, com seus olhos intensos e sua voz rouca, a consumia. Ela estava presa entre dois mundos, e a decisão que tomaria nos próximos dias definiria o curso de seu futuro. O jogo de espelhos de seu coração dividido havia começado.

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