Amor em Tempos de Ouro e Silicone

Claro, aqui estão os capítulos 16 a 20 de "Amor em Tempos de Ouro e Silicone", escritos no estilo apaixonado e dramático de uma novela brasileira:

por Fernanda Ribeiro

Claro, aqui estão os capítulos 16 a 20 de "Amor em Tempos de Ouro e Silicone", escritos no estilo apaixonado e dramático de uma novela brasileira:

Capítulo 16 — A Tempestade no Ninho Dourado

A chuva caía torrencialmente sobre São Paulo, não como um mero aguaceiro, mas como um dilúvio que parecia querer lavar as almas e expor os segredos mais profundos. Dentro da cobertura luxuosa de Leonardo Bittencourt, o céu parecia tão cinzento quanto o humor que pairava no ar. As luzes da cidade, embaçadas pelas gotas que escorriam pelas janelas imensas, pareciam apenas um reflexo pálido da riqueza ostentada, mas que agora soava oca, vazia.

Isabella se sentia presa naquele ambiente opulento, um pássaro com as asas douradas, mas sem liberdade. A descoberta sobre a verdadeira natureza da relação entre Helena e Leonardo a atingira como um raio, e a cada minuto que passava, a dor se transformava em uma raiva gélida. Ela olhava para Leonardo, parado perto da janela, a silhueta recortada contra a noite tempestuosa, e via um estranho. O homem por quem se apaixonara, que lhe prometera um futuro repleto de amor e cumplicidade, agora era um emaranhado de mentiras e omissões.

"Você sabia", a voz de Isabella soou mais frágil do que ela desejava, um fio de pranto teimoso que ela lutava para conter. "Você sabia o tempo todo que Helena era sua... sua ex-esposa."

Leonardo se virou lentamente, o rosto marcado pela fadiga e por uma angústia que ele não conseguia mais disfarçar. A tempestade lá fora ecoava a tempestade que se formava em seu peito. Ele tentou se aproximar, estender a mão, mas Isabella recuou, como se ele fosse um espectro.

"Bella, eu ia te contar. Juro que ia. As circunstâncias...", ele começou, a voz embargada, procurando as palavras certas em meio ao caos de suas próprias emoções.

"Circunstâncias?", Isabella riu, um som amargo que cortou o silêncio carregado. "Você fala de circunstâncias enquanto vive um romance com a mulher que te traiu, com quem você tem um filho que você esconde de mim? Que circunstâncias são essas, Leonardo? De um jogo sujo em que eu fui apenas uma peça descartável?"

Seus olhos, antes cheios de ternura e admiração, agora brilhavam com acusações. Ela se lembrava das palavras de Helena naquele baile, da frieza calculista em seu olhar, e tudo se encaixava de forma cruel. Helena não era apenas uma ex-mulher, mas a prova viva de um passado que Leonardo havia enterrado, e com ele, uma parte da verdade.

"Eu não ia te contar porque...", Leonardo hesitou, a culpa o corroendo. "Eu tinha medo de te perder. De que você me deixasse. Eu sei que errei, Bella. Errei feio. Mas o que sinto por você é real. É a coisa mais real que já senti em toda a minha vida."

"Real?", Isabella repetiu, a voz embargada. "O que é real, Leonardo? É real a sua fortuna, as suas empresas, o seu poder? Ou é real o que você sente por mim? Porque neste momento, a única coisa que me parece real é a dor de ter sido enganada por alguém que eu amava."

Ela caminhou até a mesa de centro, onde repousava uma garrafa de champagne e duas taças de cristal que ela havia escolhido com tanto carinho naquela tarde para celebrar... o quê? O amor deles? Um futuro que agora parecia uma miragem distante. Ela pegou uma das taças, o peso frio do cristal em sua mão, e a jogou contra a parede de vidro. O som do estilhaço ecoou pela sala, um grito de desespero contido.

Leonardo fechou os olhos por um instante, o coração apertado. Ver Isabella tão destruída era um golpe ainda mais doloroso do que qualquer problema empresarial. Ele se aproximou novamente, com cautela, como quem se aproxima de um animal ferido.

"Bella, por favor", ele implorou, a voz baixa. "Não me deixe ir embora assim. Me deixe explicar. Helena e eu... nosso casamento foi um erro. Um erro do passado que eu acreditava ter deixado para trás. Quando ela voltou, foi com um plano, e eu... eu me vi encurralado. Mas isso não tem nada a ver com você. Com o que eu sinto por você."

"Encurralado como, Leonardo? Você é um homem poderoso. Você não é encurralado por ninguém. Você escolheu mentir. Você escolheu me manter na escuridão enquanto construía um muro de silêncio entre nós. E Helena... ela sabia. Ela sabia e se aproveitou. E você permitiu." Isabella sentiu as lágrimas escorrerem livremente agora, quentes e amargas.

Ela olhou para ele, a figura imponente dele agora parecendo frágil sob o peso da verdade. "Você me falou de um futuro. De um amor sem barreiras. E a única barreira que existia era você, Leonardo. Você a construiu."

Ela se virou e caminhou em direção à porta, o som dos seus saltos ecoando no mármore polido. Leonardo a seguiu, o desespero estampado em seu rosto.

"Onde você vai, Bella?", ele perguntou, a voz rouca.

"Para longe", ela respondeu, sem se virar. "Para longe da sua verdade. Para longe do seu ouro. E para longe do seu silício."

Ela abriu a porta e saiu para o corredor, o barulho da chuva aumentando com o vento que invadia o apartamento. Leonardo ficou parado, a imagem de Isabella se afastando dele, a porta se fechando lentamente, como o fim de um capítulo doloroso. O luxo da cobertura agora parecia um deserto frio, desolado pela ausência dela. A tempestade lá fora continuava implacável, refletindo a tempestade que acabara de se abater sobre a vida de Leonardo Bittencourt.

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