Amor em Tempos de Ouro e Silicone

Capítulo 8 — O Eco das Acusações no Salão Dourado

por Fernanda Ribeiro

Capítulo 8 — O Eco das Acusações no Salão Dourado

O salão dourado do palácio de eventos era um espetáculo de opulência. Lustres de cristal cintilavam, refletindo a luz em um mar de convidados elegantes e bem-vestidos. A festa beneficente organizada por Gabriel e Helena para angariar fundos para uma instituição de caridade infantil era um evento de grande prestígio, atraindo a elite empresarial e social da cidade. Helena, deslumbrante em um vestido de seda escarlate que realçava suas curvas, emanava uma confiança recém-descoberta. Ao seu lado, Gabriel, impecável em seu smoking, a observava com um orgulho que não conseguia disfarçar. A força que ela demonstrava, a elegância com que navegava pelos cumprimentos, o faziam se sentir o homem mais sortudo do mundo.

"Você está radiante, Helena", Gabriel sussurrou em seu ouvido, beijando sua têmpora. "Cada vez que te olho, me apaixono um pouco mais."

Helena sorriu, sentindo um rubor subir ao rosto. "Você também não fica nada mal, meu amor." A cumplicidade entre eles era palpável, um escudo contra o mundo exterior.

No entanto, como em toda obra de arte, o brilho reluzente do salão dourado escondia sombras, e uma delas estava prestes a emergir. Enquanto conversavam com um grupo de investidores, uma mulher surgiu na periferia do círculo, com um sorriso forçado e olhos que faiscavam com inveja e ressentimento. Era Isabella, ex-noiva de Gabriel, a mulher que ele havia deixado para trás em sua busca por um amor mais verdadeiro.

"Gabriel, meu querido!", Isabella exclamou, a voz alta e penetrante, atraindo a atenção de todos. Ela se aproximou, um perfume forte e datado pairando ao seu redor. "Há quanto tempo! E quem é essa bela dama ao seu lado? Devo dizer que ela tem... um gosto peculiar para moda." O olhar de Isabella percorreu Helena de cima a baixo, um julgamento silencioso em cada movimento.

Gabriel sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele conhecia aquele tom, aquela malícia velada. "Isabella, que surpresa. Esta é Helena, a mulher que amo." Ele segurou a mão de Helena, entrelaçando seus dedos com firmeza.

Helena sentiu a tensão no aperto de Gabriel e respondeu com um leve aperto de volta, um gesto de apoio mútuo. Ela olhou para Isabella com uma serenidade que desarmou a mulher.

"A mulher que você ama?", Isabella repetiu, um sorriso sarcástico surgindo em seus lábios. "Que curioso. Eu me lembro de um tempo em que você dizia me amar, Gabriel. Um tempo em que eu era a única mulher em sua vida. E, se não me engano, Helena, você não é exatamente o tipo de mulher que eu esperaria ver ao lado de um homem como Gabriel." O olhar de Isabella pousou em Helena, insinuando algo que ela preferia não dizer abertamente.

O salão dourado, antes vibrante de conversas e risadas, começou a silenciar. Os olhares se voltaram para o pequeno grupo, curiosos e apreensivos. Helena sentiu uma onda de calor subir por seu corpo, mas manteve a calma. Ela sabia que Isabella tentaria desestabilizá-la, atacando suas inseguranças. Mas ela não era mais a mesma mulher que havia chegado à vida de Gabriel, receosa e cheia de dúvidas.

"Isabella", Helena disse, a voz clara e firme, "o passado é um livro que todos nós carregamos. Mas o presente e o futuro são telas em branco que escolhemos pintar. E eu escolhi pintar meu futuro com Gabriel." Ela apertou a mão dele novamente. "Quanto ao meu 'gosto peculiar para moda', eu o prefiro ao seu gosto por reviver fantasmas."

Um murmúrio percorreu a multidão. Isabella ficou momentaneamente sem palavras, o choque em seu rosto logo substituído por uma raiva contida.

"Que audácia!", ela sibilou. "Você não sabe com quem está falando. Acha que pode simplesmente aparecer e roubar o que não é seu?" A acusação era velada, mas o significado era claro.

Gabriel interveio, a voz agora fria e cortante. "Isabella, você está ultrapassando os limites. Helena é minha companheira, e ela é a única mulher com quem quero estar. Seu passado com ela não tem relevância para mim. O que importa é o nosso presente e o futuro que estamos construindo juntos."

"Construindo em cima de quê, Gabriel?", Isabella insistiu, a voz embargada pela emoção. "Em cima de mentiras? Acha que eu não sei de onde ela veio? Acha que ela é alguma princesa encantada? Ela é apenas mais uma interesseira que viu em você uma oportunidade de ouro." A cada palavra, Isabella parecia se afogar em sua própria amargura, arrastando consigo a imagem de Helena.

Helena sentiu o coração apertar. As palavras de Isabella eram venenosas, projetadas para ferir e destruir. Mas ela não cederia. Ela ergueu a cabeça, seus olhos encontrando os de Isabella com uma força inabalável.

"Você fala de interesseiras, Isabella?", Helena retrucou, a voz agora carregada de uma emoção profunda. "Sua inveja e seu ressentimento falam mais alto do que qualquer verdade. Eu não roubei nada de ninguém. Eu encontrei o amor, e é isso que importa. E se você acha que dinheiro é a única coisa que me move, você está terrivelmente enganada." Ela fez uma pausa, olhando para a multidão que observava em silêncio. "Eu venho de um lugar onde o ouro é escasso, mas onde o amor e a dignidade são tesouros inestimáveis. E eu carrego essas origens com orgulho."

A coragem e a dignidade de Helena deixaram Isabella sem reação. A multidão, antes dividida entre o escândalo e a curiosidade, agora parecia admirada com a resposta de Helena. Gabriel apertou a mão dela com mais força, um sorriso de gratidão e admiração estampando seu rosto.

"Isabella", Gabriel disse, a voz calma, mas com um tom de finalidade. "Eu aprecio que você tenha vindo à nossa festa beneficente. Mas agora, se nos der licença, temos convidados para receber e um evento para garantir que seja um sucesso. Talvez seja melhor você encontrar algo mais produtivo para fazer com seu tempo, em vez de se concentrar no passado."

Isabella, humilhada e derrotada, lançou um último olhar de ódio para Helena antes de se virar bruscamente e desaparecer na multidão. O salão dourado gradualmente voltou ao seu burburinho anterior, mas a atmosfera havia mudado. A confrontação, embora desagradável, havia servido para solidificar a união de Gabriel e Helena. Eles haviam enfrentado a tempestade juntos, e saíram mais fortes.

Gabriel se virou para Helena, os olhos fixos nos dela. "Você foi incrível", ele disse, a voz cheia de admiração. "Eu nunca me senti tão orgulhoso de você."

Helena sorriu, um sorriso genuíno que dissipou qualquer resquício de dor. "Nós fomos incríveis, Gabriel. Juntos."

Ele a puxou para um abraço apertado, em meio à opulência do salão. As luzes cintilavam, mas o brilho que emanava deles era muito mais intenso. O eco das acusações de Isabella havia se dissipado, substituído pela melodia suave e poderosa do amor que crescia entre eles, um amor que, como as flores em seu jardim secreto, florescia com força e resiliência, mesmo em meio às mais difíceis tempestades. Eles provaram que o verdadeiro tesouro não estava no ouro, mas na força de seus corações unidos.

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