Amor Proibido nas Sombras

Capítulo 18 — O Jogo Sombrio de Leonardo

por Rodrigo Azevedo

Capítulo 18 — O Jogo Sombrio de Leonardo

A fábrica de têxteis abandonada exalava um cheiro de mofo e abandono, um cenário perfeito para a escuridão que Leonardo planejava espalhar. A madrugada avançava, e as sombras dançavam ao redor dos contornos retorcidos das máquinas enferrujadas. Leonardo, um homem cuja ambição queimava como um fogo insaciável, observava a chegada dos primeiros caminhões com um sorriso cruel no rosto. O carregamento de armas, recém-chegado da Europa Oriental, era a chave para consolidar seu poder dentro da organização, um passo decisivo para superar Marco e assumir o controle.

Ele havia trabalhado nas sombras por anos, esperando sua chance, manobrando em silêncio enquanto Marco e Davi pareciam ter o controle. Mas agora, com Marco cada vez mais distraído pelas complexidades de seu relacionamento com Isabella e pelas ameaças externas, Leonardo via uma brecha. E ele não pretendia desperdiçá-la.

"Tudo está pronto, chefe", um de seus homens, um brutamontes chamado Boris, informou, com a voz rouca e baixa.

"Excelente, Boris", Leonardo respondeu, os olhos fixos nos faróis dos caminhões que se aproximavam. "Hoje a nossa família cresce. E fica mais forte."

Ele se virou para observar a chegada de Marco. O chefe, como sempre, exibia uma aura de controle e perigo, mas Leonardo percebia a tensão em seus ombros, o olhar distante que sugeria preocupações que iam além do negócio. Perfeito. A distração era sua maior aliada.

Marco chegou acompanhado por alguns de seus homens mais leais, incluindo Davi, que observava a cena com uma expressão impassível, seus olhos percorrendo cada detalhe, cada rosto, como um predador avaliando seu território. Leonardo sentiu um arrepio de apreensão, mas o disfarçou com um sorriso confiante. Davi era um obstáculo, sim, mas ele tinha um plano para neutralizá-lo também.

"Leonardo", Marco cumprimentou, a voz fria e calculista. "Vejo que você está no comando esta noite."

"Marco, sempre um prazer vê-lo", Leonardo disse, com uma reverência exagerada. "Apenas garantindo que tudo corra conforme o planejado. Não queremos imprevistos, não é mesmo?"

Marco lançou um olhar penetrante para Leonardo, uma análise silenciosa que fez o sangue do outro gelar por um instante. "Imprevistos são o que menos precisamos agora. Davi, alguma coisa?"

Davi sacudiu a cabeça. "Tudo parece limpo por enquanto. Mas o Leonardo tem razão, a discrição é fundamental." Havia uma ponta de ironia em suas palavras que Leonardo não deixou passar.

Enquanto os homens de Leonardo começavam a descarregar as caixas pesadas dos caminhões, o cheiro metálico do aço novo e da pólvora fresca pairava no ar. Eram armas de última geração, capazes de causar estragos significativos. Leonardo esfregava as mãos de antecipação.

"Um carregamento impressionante, Leonardo", Marco comentou, aproximando-se de uma das caixas. "Você se superou."

"Apenas estou fazendo meu trabalho, Marco", Leonardo respondeu, o sorriso se alargando. "E preparando o terreno para o futuro."

De repente, um grito ecoou do fundo da fábrica. Um dos homens de Leonardo havia pisado em algo escorregadio e caído. A partir desse momento, o caos se instalou. Os gritos se transformaram em tiros, e a escuridão da fábrica se iluminou com o clarão das armas.

Leonardo, que esperava uma operação limpa, ficou chocado. Ele olhou para Marco, que parecia igualmente surpreso, e depois para Davi, cujo rosto permanecia uma máscara de frieza. Uma emboscada. Mas quem?

"Maldito! Quem está fazendo isso?", Leonardo gritou, sacando sua própria arma.

Os homens de Marco e os de Leonardo se entreolharam, a desconfiança mútua crescendo a cada segundo. Os tiros continuavam, vindos de todos os lados, parecendo vir de dentro da própria fábrica.

"É uma armadilha!", Davi gritou, puxando Isabella, que estava escondida em um canto da fábrica, para trás de uma coluna de concreto. Ele a empurrara para lá antes mesmo de os tiros começarem, um instinto de proteção que o impulsionou.

Marco também se moveu rapidamente, reunindo seus homens mais leais. "Leonardo, o que diabos está acontecendo?"

Leonardo, com o rosto contorcido de fúria, olhou ao redor. "Isso não foi planejado por mim! Alguém nos traiu!"

Os tiros continuavam implacáveis, e os homens de Leonardo, pegos de surpresa e em menor número, começaram a cair. Era uma carnificina orquestrada com precisão. Leonardo percebeu que estava sendo jogado, que essa emboscada era direcionada a ele, mas que também servia a um propósito maior.

De repente, uma figura emergiu das sombras, a silhueta imponente de um homem que Leonardo não esperava ver ali. Era Miguel, o líder da facção rival, a quem ele pensava ter neutralizado há semanas.

"Surpresa, Leonardo", Miguel disse, a voz fria e triunfante, enquanto apontava sua arma para o mafioso. "Você achou mesmo que poderia roubar nosso território sem consequências?"

O choque tomou conta de Leonardo. Ele havia sido enganado. Miguel havia manipulado a situação, usando-o como isca para atrair Marco e Davi para uma armadilha.

"Você! Seu verme!", Leonardo rugiu, tentando se virar para atirar em Miguel, mas um dos homens de Davi o interceptou, desarmando-o com brutalidade.

Marco, percebendo a gravidade da situação, deu ordens claras. "Protejam a carga! Davi, cuide de Isabella!"

Davi não hesitou. Ele puxou Isabella, que estava aterrorizada, para longe do fogo cruzado. "Precisamos sair daqui, Isabella. Agora!"

Enquanto o tiroteio se intensificava, Leonardo percebeu que seu plano havia se voltado contra ele. Ele havia subestimado Miguel, subestimado a astúcia de Davi e a lealdade de Marco. Ele havia caído em seu próprio jogo sombrio.

Marco lutava com a fúria de um leão encurralado, protegendo seus homens e a carga de armas. Mas a emboscada era eficaz, a traição implacável. A fábrica de têxteis, antes um palco para a ascensão de Leonardo, agora se transformava em um túmulo.

Davi, com Isabella em segurança atrás de um empilhamento de caixas, observava a batalha com uma frieza calculada. Ele sabia que Miguel estava por trás disso, mas também sentia que havia algo mais, uma complexidade que ele ainda não compreendia. O jogo de Leonardo havia sido interrompido, mas um jogo muito mais perigoso havia acabado de começar. E ele estava no meio dele, lutando não apenas pela sobrevivência, mas também por uma mulher que ele sabia que não deveria amar.

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