O Dono do Meu Coração

Capítulo 23 — A Falsa Paz e a Armadilha do Amor

por Eduardo Silva

Capítulo 23 — A Falsa Paz e a Armadilha do Amor

O sol da manhã banhava o Rio de Janeiro com uma luz dourada e preguiçosa, como se a cidade estivesse alheia ao turbilhão de eventos que se desenrolavam nas sombras. Sofia acordou sentindo um leve alívio, o pesadelo da noite anterior parecendo apenas um eco distante. Rafael havia ligado pouco depois do amanhecer, sua voz calma, quase tranquila, transmitindo a mensagem de que tudo estava sob controle.

“Eu resolvi, meu amor”, ele disse, o tom de voz carregado de uma segurança que a fez relaxar. “Os russos… eles não conseguirão mais nos atingir. As informações que eu tinha foram entregues, mas eu consegui virar o jogo. Eles não têm mais nada contra mim. Estamos livres.”

Sofia suspirou, um som de pura gratidão escapando de seus lábios. “Graças a Deus, Rafa. Eu estava tão preocupada.”

“Sempre estarei aqui para você, meu anjo”, ele prometeu. “E agora, teremos tempo. Tempo para nós. Tempo para construir o futuro que eu sempre sonhei para nós dois.”

A promessa de liberdade, de um futuro sem as amarras perigosas do passado de Rafael, era exatamente o que Sofia mais desejava. Ela se permitiu acreditar na possibilidade de uma vida normal, longe do perigo e da escuridão.

Rafael, no entanto, sabia que a batalha estava longe de terminar. A fuga da madrugada foi tensa, e embora ele tivesse conseguido despistar a polícia e os homens de Volkov, a informação que possuía era um trunfo perigoso. Dimitri Volkov não era do tipo que perdoava. A aliança com Marco havia sido fundamental, mas também o colocara em uma posição ainda mais vulnerável.

“Você se arriscou muito por mim, Marco”, Rafael disse mais tarde naquele dia, enquanto tomavam um café em um local discreto. A tensão em seu rosto não havia desaparecido completamente.

Marco deu um sorriso cansado. “Somos irmãos, Rafa. E você sabe que eu faria qualquer coisa por você. Além disso, eu não suporto esses russos. Eles são uma praga.” Ele franziu a testa. “Mas Volkov não vai desistir fácil. Essa ‘liberdade’ que você sente pode ser só o silêncio antes da próxima tempestade.”

Rafael concordou. “Eu sei. Mas por agora, precisamos de um respiro. Precisamos consolidar a nossa posição. E eu preciso reconquistar a confiança de Sofia, fazê-la acreditar que podemos ter um futuro.”

Naquela tarde, Rafael surpreendeu Sofia com um jantar romântico em um restaurante com vista para o mar. Ele chegou com um buquê de suas flores preferidas, rosas brancas, e um sorriso que parecia genuinamente aliviado.

“Você parece… diferente, Rafa”, Sofia comentou, observando-o com atenção. Havia uma calma em seus olhos que ela não via há muito tempo.

“É a paz, meu amor”, ele respondeu, pegando a mão dela sobre a mesa. “A paz de ter você ao meu lado. A paz de ter superado o pior.” Ele sorriu, um sorriso que alcançou seus olhos. “Eu quero que você saiba que, a partir de agora, tudo será diferente. Quero te dar a vida que você merece.”

As palavras dele soavam sinceras, e Sofia sentiu o nó de preocupação em seu peito se desfazer. Ela se permitiu ser feliz, se permitiu acreditar nas promessas dele. A beleza do momento, a brisa suave, o sabor do vinho, tudo contribuía para uma atmosfera de esperança renovada.

No entanto, o destino, com sua crueldade intrínseca, preparava uma reviravolta dolorosa. Dimitri Volkov, furioso com a traição e com a humilhação sofrida, não havia desistido. Ele era um mestre em manipulação, e sabia que a melhor forma de atingir Rafael era através de Sofia.

Dias depois, enquanto Rafael estava imerso em negociações para consolidar seus negócios e garantir que os russos ficassem longe, Dimitri colocou seu plano em ação. Ele usou seus contatos para obter informações sobre os movimentos de Sofia e, com uma frieza calculista, planejou sua vingança.

Sofia, confiante na aparente trégua, decidiu visitar sua mãe, que morava em uma cidade vizinha. Rafael, preocupado com a sua segurança, insistiu que ela fosse acompanhada por um de seus homens de confiança, mas Sofia, sentindo a necessidade de um pouco de independência e acreditando que o perigo havia passado, recusou a oferta.

“Eu fico bem, Rafa. É só um fim de semana”, ela assegurou, tentando tranquilizá-lo. “Mal posso esperar para voltarmos para casa e falarmos sobre o nosso futuro.”

Rafael, relutante, cedeu. A última coisa que ele queria era sufocá-la, e o pedido de Sofia por um pouco de espaço era compreensível. Ele a abraçou com força antes de ela partir. “Se cuida, meu amor. Qualquer coisa, me ligue imediatamente.”

O que Rafael não sabia era que a partida de Sofia era exatamente o que Dimitri Volkov esperava. No momento em que o carro dela deixou a cidade, um veículo discreto começou a segui-la, seus ocupantes com um único objetivo: infligir dor e sofrimento a Rafael Varella.

Enquanto Sofia dirigia pela estrada deserta, ouvindo música e pensando em seu futuro com Rafael, um caminhão desgovernado surgiu na pista contrária. O motorista, sob ordens de Dimitri, forçou a colisão. O impacto foi brutal. O carro de Sofia foi arremessado para fora da pista, capotando violentamente.

O som ensurdecedor da colisão ecoou pela estrada, um prenúncio da tragédia que se abatera. A falsa paz que Rafael e Sofia haviam desfrutado por tão pouco tempo se desfez em estilhaços, e a armadilha do amor, orquestrada pela vingança implacável de Dimitri Volkov, havia se fechado com sucesso. O silêncio que se seguiu à destruição era ensurdecedor, prenunciando a dor que estava por vir.

---

Compartilhar este capítulo:

เว็บไซต์นี้ใช้คุกกี้

เราใช้คุกกี้เพื่อปรับปรุงประสบการณ์การอ่านนิยายของคุณ วิเคราะห์การเข้าชม และแสดงโฆษณาที่เกี่ยวข้อง รายได้จากโฆษณาช่วยให้เราให้บริการอ่านนิยายฟรีต่อไปได้ อ่านรายละเอียดเพิ่มเติมที่ นโยบายความเป็นส่วนตัว

ตะกร้า eBook

ตะกร้าว่างเปล่า

เพิ่ม eBook ลงตะกร้าเพื่อรับส่วนลดพิเศษ

ส่วนลด Bundle

ซื้อ 3-4 เล่มลด 10%
ซื้อ 5-9 เล่มลด 15%
ซื้อ 10+ เล่มลด 20%