O Dono do Meu Coração

O Dono do Meu Coração

por Eduardo Silva

O Dono do Meu Coração Autor: Eduardo Silva

Capítulo 6 — A Fúria Silenciosa

O ar na mansão dos Rossi pesava, denso com a tensão que se instalara desde a partida de Sofia. Marco, com a mandíbula cerrada, fitava a paisagem noturna da varanda, as luzes da cidade de São Paulo um borrão indiferente sob o céu escuro. Cada fibra do seu ser gritava por ela, por sua presença, por aquele aroma que se recusava a deixar seus sentidos. A raiva, fria e cortante como um aço temperado, ardia em suas veias, um fogo que ele lutava para conter. Sofia não era apenas um desejo; ela era um abismo que se abria em sua alma, um perigo que ele sabia que não deveria ter ousado desbravar. Mas a força com que ela o puxava era avassaladora, uma correnteza que o arrastava para um destino incerto.

Ele se virou, os passos ecoando no mármore polido do salão principal. Giovanni, seu braço direito, o aguardava com a postura impecável de sempre, mas com um brilho de preocupação nos olhos escuros.

“Chefe,” Giovanni começou, a voz baixa e respeitosa. “A informação sobre a movimentação no porto foi confirmada. Parece que o pessoal de Vargas está tentando uma nova rota de contrabando. O embarque é esta noite.”

Marco assentiu, a mente já traçando os planos. A distração de Sofia, o turbilhão de emoções que ela despertava, não podia comprometer seus negócios. O império Rossi era construído sobre vigilância e ação implacável. Ele precisava se concentrar, precisava ser o homem que era antes de Sofia cruzar seu caminho. O homem que não hesitava, que não sentia a fragilidade que agora ameaçava corroê-lo por dentro.

“Prepare a equipe. Quero todos os detalhes sobre o navio e a carga,” Marco ordenou, a voz grave, desprovida de qualquer emoção. Era uma máscara que ele usava com maestria, escondendo a tempestade que se formava em seu interior.

Giovanni se encolheu levemente sob o peso do olhar do chefe. Ele conhecia Marco Rossi há anos, desde a adolescência, e sabia que essa frieza era apenas uma fina camada de gelo sobre um vulcão em erupção. Algo havia mudado em Marco desde que Sofia aparecera.

“E a senhora Sofia, chefe?” Giovanni perguntou, hesitante. “Ela disse para onde iria? Precisamos garantir a segurança dela, é claro.”

Marco apertou os punhos, os nós dos dedos esbranquiçados. A preocupação era real, intensa, mas misturada com um ressentimento amargo. Ela o havia desafiado, humilhado, e agora, a incerteza de sua localização era um tormento adicional.

“Ela disse que voltaria para casa,” Marco respondeu, a voz perigosamente calma. “Se ela tentar algo estúpido, Giovanni, garanta que ela não se machuque. Mas que não cruze o meu caminho novamente até que eu mande.”

A ordem era clara, mas Giovanni sabia que a realidade era mais complexa. Marco não queria que Sofia se machucasse, mas também não podia tolerar que ela colocasse em risco o que ele havia construído. A dualidade de seus sentimentos era um campo minado.

Enquanto Giovanni saía para cumprir suas ordens, Marco se aproximou da janela novamente. O reflexo em seu rosto mostrava um homem dividido, um líder implacável e um homem consumido por uma paixão proibida. Sofia era um raio de luz em seu mundo sombrio, mas uma luz que ameaçava queimá-lo até os ossos. Ele havia prometido a si mesmo que a protegeria, que a manteria longe do perigo. Mas agora, ele era o maior perigo para ambos.

No dia seguinte, a notícia chegou. A operação no porto foi um sucesso. A carga de Vargas foi apreendida, e alguns dos seus homens foram capturados. A eficiência de Marco era inquestionável, a sua reputação reafirmada. Mas a vitória tinha um gosto amargo. A cada passo que ele dava para fortalecer seu império, mais ele se afastava de Sofia, e mais a ideia dela se tornava uma obsessão.

Ele passou o dia em reuniões, em telefonemas, em decisões cruciais. Seus olhos, no entanto, vagavam constantemente, procurando um sinal, uma mensagem, qualquer coisa que lhe trouxesse notícias dela. A casa parecia estranhamente vazia sem ela. O silêncio era ensurdecedor. Ele se pegava imaginando seu sorriso, o som de sua risada, o toque de sua pele. E a cada pensamento, a fúria silenciosa crescia, alimentada pela saudade e pela impotência.

Ao anoitecer, Marco estava em seu escritório, a luz fraca da luminária destacando as linhas de tensão em seu rosto. Giovanni entrou, o olhar um pouco mais leve.

“Chefe, Sofia ligou. Ela está segura. Ela disse que… que ela não vai mais interferir nos seus negócios,” Giovanni relatou, cauteloso.

A notícia, que deveria trazer alívio, atingiu Marco como um golpe. “Ela não vai mais interferir.” A frase ecoava em sua mente, fria e distante. Era o que ele queria, não era? Paz. Mas a realidade era que a ausência dela era um vazio insuportável.

“E o que ela disse mais, Giovanni?” Marco perguntou, a voz rouca.

“Ela disse que… que ela percebeu que vocês pertencem a mundos diferentes, chefe. Que a presença dela só o colocava em perigo. E que ela não quer ser um fardo.” Giovanni hesitou. “Ela soou… muito triste, chefe.”

Triste. A palavra atingiu Marco em cheio. Ele sabia que a decisão dela era sensata, a única escolha lógica. Mas a dor em sua voz, a resignação, era um espinho em sua alma. Ele a havia assustado? Ele a havia feito sentir-se em perigo? A ideia era insuportável.

“Onde ela está, Giovanni?” Marco perguntou, a voz urgente.

“Ela disse que voltará para a casa da família, chefe. Que precisa de um tempo para pensar.”

Marco levantou-se abruptamente, a cadeira raspando no chão. A fúria silenciosa deu lugar a uma urgência avassaladora. Ele precisava vê-la. Precisava dizer a ela que ela não era um fardo, que ela era tudo. Precisava dizer a ela que, apesar de tudo, ele não podia viver sem ela.

“Prepare o carro. Quero ir para lá agora.” A ordem saiu com uma força que não deixava espaço para questionamentos.

Giovanni assentiu, os olhos fixos no chefe. Ele sabia que Marco estava prestes a cometer uma loucura, mas era uma loucura que ele entendia. O amor, mesmo o mais perigoso, tinha suas próprias regras. E as regras de Marco Rossi, quando se tratava de Sofia, eram imprevisíveis e avassaladoras.

No caminho, Marco se debateu com seus pensamentos. Ele era um homem da máfia, um criminoso. Ela era uma mulher inocente, com um futuro promissor pela frente. O amor deles era uma impossibilidade, um romance trágico que estava fadado ao fracasso. Mas o coração de Marco não ouvia a razão. Ele sentia a necessidade dela como um vício, uma fome insaciável. E ele estava determinado a ter o que queria, mesmo que isso significasse desafiar todos os seus princípios.

Ao chegar na casa da família de Sofia, a noite estava fria e o silêncio era quase palpável. A luz de um único poste iluminava a entrada, lançando sombras longas e distorcidas. Marco desceu do carro, o coração batendo descompassado no peito. Ele sabia que essa seria a conversa mais difícil de sua vida. Ele precisava confrontar seus sentimentos, confrontar a verdade, e, acima de tudo, confrontar Sofia.

Ele tocou a campainha, o som ecoando na quietude da noite. Cada segundo que passava era uma tortura. Ele esperava que ela não o afastasse, que ela o deixasse explicar, que ela o ouvisse. Porque, naquele momento, Marco Rossi não era o chefe da máfia. Era apenas um homem apaixonado, desesperado por um amor que ele sabia ser impossível, mas que não podia mais viver sem.

A porta se abriu, revelando Sofia. Seus olhos estavam vermelhos, a expressão melancólica. Ao vê-lo, ela vacilou por um instante, surpresa e talvez um pouco assustada. A fúria silenciosa de Marco se dissipou, substituída por uma vulnerabilidade crua. Ele a encarou, o coração na garganta, pronto para dizer tudo o que estava guardando, pronto para lutar por ela, mesmo que fosse contra si mesmo.

Capítulo 7 — A Encruzilhada da Alma

Sofia o encarou na soleira da porta, os olhos marejados, a fragilidade exposta. A presença de Marco, tão inesperada quanto avassaladora, a desarmou. Ela o via ali, o homem que habitava seus pesadelos e seus sonhos, e sentia o corpo tremer. A raiva que ela havia sentido mais cedo, a determinação de se afastar, tudo parecia evaporar diante da intensidade do seu olhar.

“Marco,” ela sussurrou, a voz embargada. A palavra parecia pequena demais para conter a tempestade de emoções que ela sentia.

Marco deu um passo à frente, o corpo rígido. Ele não sabia o que dizer, como começar. As palavras que ele havia ensaiado em sua mente durante a viagem pareciam agora inadequadas, fracas.

“Sofia,” ele respondeu, a voz rouca, carregada de uma emoção que ele raramente demonstrava. “Eu precisava te ver.”

Ela hesitou, sem saber se deveria convidá-lo para entrar ou se deveria fechar a porta e voltar para a solidão que já começava a se instalar. A luta dentro dela era visível.

“Por quê, Marco? Por que você veio?” A pergunta pairava no ar, carregada de dor e confusão.

“Porque eu não consigo ficar longe de você,” ele confessou, a voz mais baixa, quase um gemido. “Porque você se tornou… tudo.”

As palavras atingiram Sofia como um choque. Ela sabia que ele era perigoso, que o mundo dele era sombrio e cruel. Mas ouvir dele, em um momento de tanta vulnerabilidade, que ela era ‘tudo’ para ele, era devastador. Era a confirmação de tudo o que ela temia e desejava.

“Marco, você sabe que isso é impossível,” ela disse, tentando manter a voz firme, mas a tristeza transbordava. “Nós não pertencemos ao mesmo mundo. Você é… você é quem você é. E eu… eu não posso viver assim.”

Marco fechou os olhos por um instante, como se a realidade que ela pintava fosse uma dor física. Ele sabia que ela estava certa. Ele era um homem marcado pelo crime, sua vida era uma teia complexa de perigos e responsabilidades. E ela era uma luz que ele não merecia ter em sua escuridão. Mas o coração, teimoso e irracional, se recusava a aceitar.

“E se eu pudesse mudar?” ele perguntou, abrindo os olhos e encarando-a com uma intensidade que a fez prender a respiração. “E se eu pudesse te dar um mundo onde você não se machucaria? Um mundo que fosse seu?”

Sofia balançou a cabeça, as lágrimas agora escorrendo livremente pelo rosto. “Não é que eu tenha medo de me machucar, Marco. É que eu tenho medo de me perder. De me tornar algo que eu não sou. De ser consumida por… por isso.” Ela gesticulou vagamente, o gesto abrangendo o universo que ele representava.

Marco sentiu um aperto no peito. Ela não o via como um monstro, mas como alguém que a transformaria em algo que ela não queria ser. Era um medo compreensível, mas ele não podia aceitar que ela se afastasse dele por causa disso.

“Sofia, eu nunca faria isso com você,” ele disse, dando mais um passo à frente, agora dentro do campo de visão dela. “Eu te amo. E o meu amor por você é a única coisa em meu mundo que é pura. Que é… boa.”

O ‘eu te amo’ pairou no ar, carregado de uma sinceridade arrebatadora. Sofia o olhou, buscando nos olhos dele alguma prova concreta daquelas palavras que a desarmavam por completo. Ela viu dor, viu desejo, viu uma força avassaladora, mas, acima de tudo, viu amor. Um amor desesperado, talvez perigoso, mas genuíno.

“Você… você me ama?” ela perguntou, a voz quase inaudível. Era uma pergunta que ela se fazia repetidamente desde o momento em que o conheceu, e agora, ouvi-lo dizer, era como um sonho realizado e um pesadelo iminente.

“Mais do que minha própria vida,” Marco respondeu, a voz firme, inabalável. Ele estendeu a mão, hesitante, e tocou seu rosto, secando uma lágrima com o polegar. A pele dela estava fria, mas o toque dele a fez sentir um calor percorrer seu corpo.

Naquele instante, o mundo em volta pareceu desaparecer. Havia apenas os dois, o som de suas respirações, a batida frenética de seus corações. A promessa de um romance proibido pairava sobre eles, um encanto perigoso que os puxava para um abismo de paixão e incerteza.

“Marco, eu não posso,” ela sussurrou, fechando os olhos, as palavras lutando contra a atração irresistível. “Eu não posso me deixar levar por isso. É perigoso demais.”

“Eu sei,” ele respondeu, sua voz um bálsamo em meio à tempestade. “Mas o perigo é o que nos faz sentir vivos, Sofia. E eu quero sentir a vida ao seu lado.”

Ele a puxou gentilmente para si, e ela, sem resistência, se entregou ao abraço. O corpo dele era um refúgio, um porto seguro em meio à tempestade. Ela podia sentir a força dele, a proteção que emanava dele, e, por um breve momento, a segurança que ela tanto ansiava parecia palpável. Mas a consciência do perigo estava sempre ali, espreitando nas sombras.

“Você me assusta, Marco,” ela confessou, a voz abafada em seu peito.

“Eu sei,” ele repetiu, a mão acariciando seus cabelos. “Mas eu também te desejo. E você me deseja também. Não negue isso, Sofia.”

Ele a afastou ligeiramente, o olhar intenso fixo no dela. Os olhos dele eram poços escuros, repletos de desejos reprimidos e uma paixão que parecia prestes a explodir. Ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Era verdade. Ela o desejava, apesar de tudo.

Marco se inclinou, o rosto a poucos centímetros do dela. Sofia fechou os olhos, esperando o beijo que ela sabia que viria. E então, seus lábios se encontraram. Não foi um beijo suave ou hesitante. Foi um beijo faminto, desesperado, um encontro de duas almas que haviam lutado contra a atração, mas que agora se rendiam a ela. Era um beijo que falava de saudade, de desejo, de um amor proibido que ameaçava consumir tudo em seu caminho.

O beijo se intensificou, tornando-se mais profundo, mais urgente. Marco a segurou com força, como se tivesse medo de que ela pudesse desaparecer a qualquer momento. Sofia se entregou completamente, o corpo cedendo à paixão que a consumia. As dúvidas, os medos, tudo parecia distante, eclipsado pela força avassaladora do momento.

Quando o beijo finalmente cessou, eles se afastaram ligeiramente, as respirações ofegantes. O silêncio que se seguiu foi carregado de uma tensão elétrica.

“Sofia,” Marco disse, a voz rouca. “Não me deixe ir. Não me diga que isso não pode acontecer. Porque se você me disser isso, eu não sei se consigo te deixar ir.”

Sofia o olhou, a alma exposta em seu olhar. Ela sabia a verdade. Ela não podia simplesmente esquecer Marco, não podia simplesmente apagar os sentimentos que ele despertara nela. Ele havia se tornado uma parte intrínseca de sua vida, um vício delicioso e perigoso.

“Eu não sei o que fazer, Marco,” ela sussurrou, a voz cheia de angústia. “Eu estou perdida.”

Marco a puxou de volta para si, enterrando o rosto em seus cabelos. “Então vamos nos perder juntos,” ele murmurou. “Mas não se perca de mim.”

Naquele momento, na encruzilhada de suas almas, Sofia sabia que não podia mais fugir. Ela havia sido fisgada, envolvida na teia complexa e perigosa de Marco Rossi. O amor deles, por mais proibido que fosse, era agora uma força que ela não podia mais ignorar. E, contra todas as probabilidades, ela estava disposta a arriscar tudo por ele.

Capítulo 8 — O Preço da Verdade

A manhã seguinte amanheceu com um sol tímido, como se a própria natureza hesitasse em expor a intensidade da noite que havia passado. Sofia acordou nos braços de Marco, o corpo relaxado, mas a mente em turbilhão. A decisão de se entregar a ele, de permitir que aquela paixão proibida florescesse, pesava em sua alma. Ela sabia que estava entrando em um caminho perigoso, um caminho repleto de incertezas e potenciais tragédias.

Marco a observava, a expressão terna, mas com uma sombra de preocupação nos olhos. Ele sabia que a decisão de Sofia tinha sido difícil, e que as consequências de estarem juntos seriam inevitáveis.

“Você tem certeza, Sofia?” ele perguntou, a voz suave, buscando confirmar a escolha dela.

Sofia assentiu, um sorriso melancólico brincando em seus lábios. “Eu não sei se tenho certeza de algo, Marco. Mas eu sei que não posso mais viver sem você. Que, apesar de tudo, você se tornou o meu porto seguro.”

As palavras dele a atingiram como um bálsamo, mas também como um aviso. Ele era seu porto seguro, mas também o tempestade que ameaçava engoli-la.

“Eu vou te proteger, Sofia,” Marco prometeu, a voz carregada de seriedade. “Você nunca mais vai se sentir insegura. Eu prometo.”

Sofia confiou nele. Ela o amava, e em seu amor, ela acreditava em suas promessas. Mas a realidade do mundo de Marco Rossi era implacável, e a proteção dele poderia ter um preço muito alto.

Enquanto eles se preparavam para deixar a casa, um telefonema chegou. Era Giovanni, a voz tensa.

“Chefe, temos um problema. O pai de Sofia, o Sr. Andrade, descobriu que ela passou a noite fora. Ele está furioso e quer falar com você. Ele… ele está no seu escritório, chefe. E ele parece estar armado.”

O sangue de Marco gelou. O Sr. Andrade. O homem que ele havia tentado manter longe da vida de Sofia, o homem que a via como um troféu a ser protegido, agora estava prestes a confrontá-lo. A fragilidade do momento se dissipou, substituída pela necessidade de proteger Sofia e lidar com a ameaça iminente.

“Fique com Sofia. Garanta que ela não saia do quarto,” Marco ordenou, a voz voltando ao tom de comando. Ele se vestiu rapidamente, a mente já traçando um plano. Ele precisava enfrentar o Sr. Andrade, precisava protegê-la, mas também precisava garantir que a verdade sobre o relacionamento deles não a colocasse em perigo ainda maior.

Ao chegar em seu escritório, Marco encontrou o Sr. Andrade agitado, o semblante marcado pela raiva e pela preocupação. A arma em sua mão parecia um reflexo de sua angústia.

“Marco Rossi, o que você fez com a minha filha?” Andrade exigiu, a voz trêmula. “Onde ela está? Você a seduziu? Você a corrompeu?”

Marco manteve a calma, a postura firme. “Senhor Andrade, sua filha é uma mulher adulta. Ela tomou suas próprias decisões. E ela está segura.”

“Segura? Com você? Você é um criminoso! Um bandido!” Andrade gritou, o rosto vermelho. “Você não é digno da minha filha! Você vai destruí-la!”

“Eu a amo, senhor,” Marco disse, as palavras carregadas de sinceridade. “E eu nunca faria nada para machucá-la. Pelo contrário, eu faria de tudo para protegê-la. Inclusive do senhor, se for preciso.”

A ameaça velada não passou despercebida por Andrade. Ele apertou a arma, o corpo tremendo. A tensão era palpável, o ar pesado com a possibilidade de violência.

“Você está brincando com fogo, Rossi,” Andrade rosnou. “Você não sabe com quem está lidando. Eu vou te destruir. Eu vou te tirar tudo o que você tem.”

“E eu vou te mostrar que você não manda em nada,” Marco respondeu, os olhos fixos nos dele. “Sofia não é sua propriedade. Ela é uma pessoa. E ela escolheu estar comigo.”

A discussão escalou, as palavras cruéis e as ameaças se chocando no ar. Marco sabia que precisava resolver aquela situação antes que ela saísse do controle. Ele não queria machucar o pai de Sofia, mas também não permitiria que ele a ameaçasse ou o ameaçasse.

Finalmente, após o que pareceram horas, Marco conseguiu acalmar Andrade o suficiente para fazê-lo baixar a arma. Ele o conduziu para fora do escritório, garantindo que ele fosse levado para um lugar seguro, longe de qualquer tentação de violência.

Quando Marco voltou para o quarto onde Sofia estava, ela o olhou com os olhos cheios de perguntas. Ele se aproximou dela, o corpo ainda tenso, mas o olhar suavizando ao vê-la.

“Está tudo bem, Sofia,” ele disse, a voz mais calma agora. “Seu pai está seguro. E ele sabe que você escolheu estar comigo.”

Sofia suspirou, aliviada. “Eu não queria que ele se machucasse. Mas também não queria mentir para ele.”

“Eu sei,” Marco respondeu, abraçando-a. “O amor é complicado, Sofia. E às vezes, o preço da verdade é alto.”

Nos dias que se seguiram, Marco e Sofia tentaram construir uma vida juntos, um delicado equilíbrio entre o mundo dele e o dela. Eles se encontravam em segredo, em lugares isolados, aproveitando cada momento juntos. Mas a sombra da verdade, a realidade do mundo em que viviam, pairava sobre eles.

O Sr. Andrade, embora aceitando a decisão de Sofia, não conseguia esconder sua desaprovação e preocupação. Ele sabia que Marco era um homem perigoso, e temia pelo futuro de sua filha.

Um dia, enquanto Marco estava em uma reunião importante com seus associados, Sofia recebeu uma mensagem. Era de um número desconhecido. Uma única frase: “Se você quer que sua família fique viva, fique longe de Marco Rossi.”

O medo tomou conta dela. Ela sabia que aquela ameaça era real, e que vinha do mundo de Marco. A escolha que ela havia feito, de amá-lo, agora colocava em risco não apenas ela, mas toda a sua família.

Ela correu para encontrar Marco, o coração disparado, a mensagem em suas mãos. Ele leu a mensagem, a expressão endurecendo instantaneamente. A fúria silenciosa que ele tentava controlar ameaçava explodir.

“Quem é?” ele perguntou, a voz baixa e perigosa.

“Eu não sei, Marco. Mas é uma ameaça. E vem do seu mundo,” Sofia respondeu, as lágrimas começando a se formar em seus olhos.

Marco a abraçou forte, sentindo a fragilidade dela. Ele havia prometido protegê-la, e agora, essa promessa estava sendo testada. Ele sabia que precisava agir, e que precisava agir com rapidez e decisão. O preço da verdade, do amor deles, estava se tornando cada vez mais alto. E ele estava determinado a pagar qualquer preço para mantê-la segura, mesmo que isso significasse enfrentar seus próprios demônios e os de seus inimigos. A batalha por seu amor havia apenas começado.

Capítulo 9 — Sombras no Paraíso

A ameaça que pairava sobre Sofia era um veneno que se infiltrava em cada momento de felicidade que eles tentavam construir. Marco, com a fúria contida em seu olhar, decidiu que não permitiria que ninguém ousasse tocar em Sofia. Ele intensificou a segurança ao redor dela, movendo-a para um local ainda mais seguro, sob vigilância constante. Mas a verdadeira segurança, ele sabia, era acabar com a fonte da ameaça.

“Giovanni, quero que você investigue quem enviou essa mensagem. Quero nomes, quero conexões. Quero saber quem está tentando mexer com o que é meu,” Marco ordenou, a voz um rosnado baixo.

Giovanni assentiu, os olhos calculistas. Ele sabia que o chefe não estava apenas protegendo Sofia, mas também defendendo seu território e sua honra. A máfia italiana, apesar de sua força, tinha rivais, e a fraqueza de um líder, especialmente uma ligada a um amor proibido, era um convite à ofensiva.

Sofia, enquanto isso, se sentia cada vez mais isolada. A mansão segura se tornara uma prisão dourada. A culpa a consumia. Ela era a razão pela qual Marco corria riscos, a razão pela qual sua vida estava em perigo. Ela havia se apaixonado por um homem de outro mundo, e agora, esse mundo a assombrava.

“Marco, eu não posso mais fazer isso,” ela disse em uma noite, a voz embargada. Eles estavam em um dos quartos luxuosos da nova moradia dela, a cidade cintilando ao longe como um convite à liberdade que ela não possuía. “Isso não é justo com você. Nem comigo.”

Marco se aproximou, o rosto marcado pela preocupação e pela determinação. Ele a segurou pelos ombros, forçando-a a olhá-lo nos olhos.

“Sofia, escute bem,” ele disse, a voz calma, mas firme. “Eu te amo. E por você, eu enfrento qualquer coisa. Esse perigo, essa ameaça, não é sua culpa. É minha. Eu que permiti que isso acontecesse quando cruzei o seu caminho. Mas eu não vou te abandonar. E eu não vou deixar ninguém te machucar.”

“Mas o que você vai fazer, Marco? Vai declarar guerra a todos que te ameaçam? E se isso significar colocar mais pessoas em perigo? E se isso te transformar em alguém ainda pior?” As lágrimas rolavam pelo rosto de Sofia, a angústia genuína em sua voz.

Marco a puxou para um abraço apertado, sentindo o tremor do corpo dela. “Não vou. Vou acabar com isso. De uma vez por todas. E você vai ficar bem. Eu juro.”

No dia seguinte, Giovanni trouxe as primeiras informações. A mensagem vinha de um grupo rival, os ‘Aquilas Negras’, que há tempos tentavam desestabilizar o império dos Rossi. Eles viam em Sofia uma vulnerabilidade explorável, uma forma de atingir Marco em seu ponto mais fraco. Aparentemente, um antigo inimigo de Marco, um tal de Carmine, estava por trás da operação.

Marco sentiu a raiva subir. Carmine. Um nome que ele pensava ter enterrado há muito tempo. Aquele era um inimigo implacável, com uma sede de vingança que o tornava ainda mais perigoso.

“Carmine,” Marco murmurou, a mandíbula cerrada. “Ele ousa voltar? E ousa usar Sofia para isso?”

Ele sabia que não podia mais esperar. Precisava agir. Precisava desmantelar essa ameaça antes que ela pudesse se concretizar.

“Giovanni, reúna a equipe. Vamos fazer uma visita aos Aquilas Negras. E quero Carmine vivo,” Marco ordenou, os olhos escuros faiscando com uma determinação fria.

Naquela noite, a cidade de São Paulo testemunhou uma operação rápida e brutal. Os homens de Marco Rossi agiram com precisão cirúrgica, invadindo os esconderijos dos Aquilas Negras. Houve resistência, houve violência, mas a força e a estratégia dos Rossi eram superiores.

Enquanto isso, Sofia se sentia cada vez mais apreensiva. Cada minuto que passava sem notícias de Marco era uma tortura. Ela imaginava o pior, o confronto, o sangue derramado. Ela odiava esse lado de Marco, o lado que a assustava, mas que ela sabia ser necessário para a sobrevivência dele.

Finalmente, a notícia chegou. A operação foi um sucesso. Os Aquilas Negras foram neutralizados, e Carmine foi capturado. Marco, ileso, ligou para Sofia.

“Está tudo bem, meu amor,” ele disse, a voz rouca de cansaço, mas com um tom de alívio. “Acabou. Carmine está nas minhas mãos. E ninguém mais vai te ameaçar.”

Sofia suspirou, o alívio inundando-a. Ela sabia que a paz seria temporária, que o mundo de Marco era um campo de batalha constante. Mas, por enquanto, ela se permitia acreditar que ele estava segura.

Nos dias que se seguiram, Marco e Sofia tentaram retomar a normalidade, a falsa normalidade que a vida deles permitia. Eles passavam mais tempo juntos, em encontros furtivos, buscando refúgio nos braços um do outro. A paixão entre eles era intensa, alimentada pela ameaça constante, pela necessidade de aproveitar cada momento como se fosse o último.

No entanto, as sombras do passado de Marco nunca desapareciam completamente. A captura de Carmine abriu uma caixa de Pandora, e novas ameaças começaram a surgir. A máfia era um jogo de poder, e a fraqueza aparente de Marco ao se envolver com Sofia havia atraído outros predadores.

Um dia, enquanto Marco estava em uma reunião com seus conselheiros, um informante trouxe notícias preocupantes. Um antigo rival de Marco, um homem chamado Lorenzo, conhecido por sua crueldade e ambição, estava se fortalecendo. E ele parecia ter interesse em um certo “tesouro” que Marco possuía.

Marco sentiu um arrepio na espinha. O “tesouro” que Lorenzo procurava não era ouro ou joias. Era Sofia. Lorenzo sabia da ligação de Marco com ela, e via nela uma oportunidade de ouro para desestabilizar o seu rival.

“Lorenzo,” Marco murmurou, a mandíbula cerrada. Ele sabia que esse era um inimigo ainda mais perigoso que Carmine. Lorenzo era astuto, calculista, e não hesitava em usar qualquer meio para alcançar seus objetivos.

Marco sabia que precisava agir com mais cautela agora. A vitória contra os Aquilas Negras havia atraído a atenção de outros. Ele não podia mais ser tão impulsivo. Ele precisava proteger Sofia, e isso significava ser mais inteligente, mais estratégico.

“Giovanni, quero que você reforce a segurança de Sofia ao máximo. E quero saber tudo sobre Lorenzo. Cada detalhe, cada movimento. Ele não vai tocar nela,” Marco ordenou, a voz carregada de uma determinação sombria.

Enquanto Marco se preparava para enfrentar essa nova ameaça, Sofia se sentia cada vez mais presa. Ela amava Marco com todo o seu ser, mas a vida que ele lhe proporcionava era uma constante montanha-russa de perigo e incerteza. Ela sonhava com uma vida normal, com uma vida onde o amor não fosse um crime, onde a segurança não fosse um luxo.

Uma noite, enquanto ela observava Marco dormir, a paz aparente em seu rosto, Sofia sentiu uma pontada de dor no peito. Ela amava a força dele, a paixão dele, mas também temia o lado sombrio que essa paixão trazia. Ela estava presa entre o amor e o medo, entre o desejo de estar com ele e o desejo de protegê-lo, e a si mesma.

“O que você vai fazer agora, Marco?” ela sussurrou para o homem adormecido. Ela sabia que a resposta não seria simples, e que o paraíso que eles tentavam construir estava sendo constantemente ameaçado pelas sombras que os cercavam. O preço do amor deles era alto, e eles ainda não tinham visto o fim de todas as contas a serem pagas.

Capítulo 10 — O Preço do Amor

A noite pairava sobre a cidade como um manto escuro, e dentro da mansão isolada, a tensão era palpável. Sofia sentia o peso das palavras de Marco, a gravidade da ameaça que Lorenzo representava. Ela sabia que a vida deles estava em constante risco, e a cada dia que passava, a ideia de um futuro pacífico se tornava cada vez mais distante.

Marco, por sua vez, estava dividido entre o desejo de proteger Sofia e a necessidade de confrontar Lorenzo. Ele sabia que a força bruta não seria suficiente desta vez. Lorenzo era um lobo astuto, disfarçado em pele de cordeiro, e ele usaria Sofia como isca.

“Eu não posso te deixar ir, Sofia,” Marco disse, a voz grave, enquanto eles caminhavam pelo jardim impecável, a luz da lua banhando-os em um brilho prateado. “Você é o meu mundo. E eu vou defender o meu mundo com a minha vida.”

Sofia se encostou nele, sentindo o calor do corpo dele contra o seu. Ela o amava profundamente, mas o medo de perdê-lo era uma constante. “Eu também te amo, Marco. Mais do que a minha própria vida. Mas eu não quero que você se arrisque por mim. Não quero que você se torne um monstro.”

Marco a puxou para mais perto, o olhar intenso fixo no dela. “Eu nunca me tornarei um monstro, Sofia. Eu vou me tornar o protetor que você merece. Eu vou acabar com isso. De uma vez por todas.”

Nos dias seguintes, Marco e Giovanni trabalharam incansavelmente para desmantelar a rede de Lorenzo. Eles usaram informantes, chantagens e, quando necessário, a força bruta. A cada passo, eles se aproximavam do centro da operação de Lorenzo, descobrindo seus planos sinistros de usar Sofia para atrair Marco para uma armadilha mortal.

Enquanto isso, Sofia se sentia cada vez mais ansiosa. A casa segura, que antes parecia um refúgio, agora se assemelhava a uma jaula. Ela ansiava por liberdade, por uma vida onde pudesse ser ela mesma, sem o medo constante.

Um dia, ela recebeu uma ligação inesperada. Era seu pai. Ele havia descoberto uma forma de se aproximar de Marco sem levantar suspeitas, e queria conversar com Sofia. Ele estava preocupado com ela, e queria ter certeza de que ela estava segura.

Marco, desconfiado, concordou em permitir o encontro, mas com a segurança reforçada. Ele sabia que o Sr. Andrade amava a filha, mas também sabia que o mundo dele não era tão inocente quanto parecia.

O encontro aconteceu em um café discreto, longe dos olhos curiosos. O Sr. Andrade parecia mais velho, mais cansado. Ele abraçou Sofia com força, a preocupação transbordando em seus olhos.

“Minha filha, você está bem? Esse homem… ele te machucou?” Andrade perguntou, a voz embargada.

Sofia negou com a cabeça, segurando a mão do pai. “Não, pai. Ele me ama. E ele me protege.”

“Eu sei que você o ama, Sofia. Mas esse mundo… é perigoso. Você não pode se envolver com ele. Ele vai te destruir.”

“Eu não posso mais viver sem ele, pai,” Sofia disse, a voz firme, mas cheia de tristeza. “Ele é a minha vida. E eu estou disposta a enfrentar qualquer coisa por ele.”

O Sr. Andrade suspirou, a resignação estampada em seu rosto. Ele sabia que não poderia mais convencer a filha. Ele havia falhado em protegê-la, e agora, ela estava seguindo um caminho que ele temia ser fatal.

“Se você está feliz, minha filha, então eu apoio você,” Andrade disse, com um sorriso forçado. “Mas lembre-se, se precisar de mim, eu estarei aqui.”

Ele entregou a Sofia um pequeno envelope, com um sorriso enigmático. “É um presente para você. Para quando precisar de um escape.”

Sofia agradeceu ao pai, o coração apertado. Ela sabia que ele estava se despedindo, que aquele era um adeus.

De volta à mansão, Marco sentiu um pressentimento ruim. Ele sentiu que algo estava errado. Ele investigou o encontro de Sofia com o pai e descobriu que o Sr. Andrade havia se encontrado com um dos homens de Lorenzo.

A verdade atingiu Marco como um raio. O Sr. Andrade não estava apenas preocupado com a filha. Ele estava trabalhando com Lorenzo. Ele estava traindo Sofia.

A raiva tomou conta de Marco. Ele se sentiu traído, enganado. E o mais importante, ele sentiu que Sofia estava em perigo iminente.

“Giovanni, prepare a equipe. Precisamos ir agora,” Marco ordenou, a voz fria e calculista. “O Sr. Andrade é uma ameaça. E ele vai pagar o preço.”

Marco e seus homens invadiram a casa do Sr. Andrade. A cena era chocante. O Sr. Andrade estava lá, cercado por homens de Lorenzo. Ele havia planejado entregar Sofia a Lorenzo, como um sacrifício para garantir sua própria segurança.

Houve um confronto brutal. Os homens de Marco eram implacáveis, e em poucos minutos, os homens de Lorenzo foram neutralizados. O Sr. Andrade, pálido e tremendo, foi confrontado por Marco.

“Você me traiu, Andrade,” Marco disse, a voz carregada de desprezo. “Você tentou usar sua própria filha contra mim.”

“Eu… eu não tive escolha, Rossi,” Andrade gaguejou, o medo estampado em seu rosto. “Lorenzo me ameaçou. Ele disse que mataria Sofia se eu não o ajudasse.”

“Você mente,” Marco rosnou. “Você sempre quis se livrar dela, se livrar da responsabilidade.”

Marco sabia que Andrade estava mentindo. Ele estava apenas sendo ganancioso, querendo se salvar à custa da filha.

“Leve-o,” Marco ordenou a Giovanni. “E certifique-se de que ele nunca mais chegue perto de Sofia.”

Marco voltou para Sofia, o coração pesado. Ele sabia que precisava contar a ela a verdade sobre o pai. Ele a encontrou em seu quarto, o pequeno envelope que o pai lhe dera em mãos.

“Sofia, eu preciso te contar uma coisa,” Marco disse, a voz suave. “Seu pai… ele não te ama como você pensa. Ele estava trabalhando com Lorenzo. Ele ia te entregar.”

Sofia olhou para ele, os olhos arregalados de incredulidade. “Não, Marco. Você está mentindo. Ele me ama. Ele me deu isso.” Ela mostrou o envelope.

Marco abriu o envelope e encontrou um bilhete simples. “Sofia, se você precisar de mim, este é o meu número. Eu te amo.”

Marco sentiu uma pontada de dor. Ele sabia que o Sr. Andrade era um manipulador. Ele sabia que ele estava fingindo.

“Ele está te enganando, Sofia,” Marco disse, a voz firme. “Ele está apenas se salvando. E ele vai te deixar para trás.”

Sofia recusou-se a acreditar. Ela se agarrou ao bilhete do pai, como se fosse um salva-vidas. “Você está errado, Marco. Você não entende.”

Marco sabia que não podia forçá-la a acreditar. Ele sabia que ela precisava descobrir a verdade por si mesma.

Dias depois, Lorenzo, sentindo que sua armadilha havia falhado, decidiu agir. Ele invadiu a mansão onde Sofia estava escondida, determinado a pegá-la. Marco, alertado por Giovanni, chegou a tempo de confrontá-lo.

A batalha foi feroz. Marco lutou com a fúria de um homem que protege seu amor. Ele lutou por Sofia, por eles, por um futuro que parecia cada vez mais distante.

No final, Marco venceu. Lorenzo foi derrotado, e a ameaça chegou ao fim. Mas o preço foi alto. Marco foi ferido, e Sofia, ao ver o homem que amava lutando por sua vida, finalmente entendeu a verdade. Ela havia sido traída por seu próprio pai.

Ela correu para Marco, abraçando-o com força. “Eu sinto muito, Marco,” ela chorou. “Eu fui tão cega.”

Marco a abraçou de volta, sentindo a dor do corpo, mas o alívio de tê-la em seus braços. “Não se culpe, meu amor. O amor nos cega às vezes. Mas o que importa é que estamos juntos. E vamos ficar juntos.”

Eles se beijaram, um beijo que selava não apenas seu amor, mas também a promessa de um futuro incerto, mas juntos. O preço do amor deles havia sido alto, mas eles estavam dispostos a continuar pagando. Pois, no final das contas, o amor que sentiam um pelo outro era a única coisa que realmente importava.

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