Paixão de Luto e Sangue

Claro, aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Paixão de Luto e Sangue", escritos com a intensidade e o drama que você pediu:

por Eduardo Silva

Claro, aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Paixão de Luto e Sangue", escritos com a intensidade e o drama que você pediu:

Paixão de Luto e Sangue Autor: Eduardo Silva

Capítulo 6 — O Preço da Confiança e o Sussurro da Vingança

O sol da manhã em São Paulo mal se atrevia a romper a cortina grossa de poluição que pairava sobre a metrópole, mas dentro do luxuoso apartamento de Sofia, a escuridão parecia ter se instalado permanentemente. Cada raio de luz que tentava invadir o cômodo era repelido pela sombra de uma traição que a consumia por dentro. A noite anterior ainda ecoava em sua mente: o abraço de Marco, a promessa em seus olhos, e depois… a descoberta devastadora. A prova que Miguel lhe entregara, um fio de cabelo que comprovava a ligação de Marco com o assassinato de seu pai. Era uma facada no coração, mais profunda e dolorosa do que qualquer ferimento físico.

Ela se olhou no espelho do seu closet, um santuário de grifes caras e tecidos finos, que agora parecia um palco de desespero. Seus olhos, antes vibrantes e cheios de vida, estavam vermelhos e fundos, marcados pela insônia e pela dor. As olheiras denunciavam a luta travada em sua alma. Como ela pôde ser tão cega? Como pôde se entregar a um homem que, em segredo, conspirava contra tudo o que ela representava?

Sofia apertou os punhos, as unhas cravando nas palmas das mãos. A raiva, inicialmente um choro silencioso, começava a borbulhar, transformando-se em uma força furiosa. Marco… Aquele nome soava como veneno em sua boca. Aquele que ela acreditava ser seu porto seguro, seu aliado na busca por justiça, era na verdade o monstro que ela buscava. A ironia era cruel.

Ela decidiu que não podia se dar ao luxo de desmoronar. Seu pai não gostaria disso. Ele, que lutou tanto para construir um império, para proteger sua família, não aceitaria vê-la definhar diante da adversidade. A memória de seu pai, um homem forte e resiliente, acendeu uma nova chama dentro dela. Uma chama de determinação.

Com passos decididos, ela vestiu um tailleur escuro, impecável, que não deixava transparecer a tempestade que se formava em seu interior. Cada detalhe, a maquiagem sutil, o cabelo preso em um coque elegante, era uma armadura. Ela precisava parecer forte, inabalável.

Ao descer para a sala de estar, encontrou Miguel sentado em um dos sofás de couro italiano, observando a cidade pela janela imensa. Ele parecia um predador em seu habitat natural, sereno, mas com uma energia latente. A presença dele sempre a perturbara, uma mistura de atração e perigo. Agora, com a verdade sobre Marco exposta, a dinâmica entre eles mudara. Havia um novo entendimento, uma cumplicidade sombria nascida da traição compartilhada.

“Bom dia”, Miguel disse, sem se virar. Sua voz era grave, um barítono que parecia acariciar as sombras.

“Bom dia”, Sofia respondeu, a voz firme, mas com uma nota gélida. Ela parou a alguns metros dele, a postura ereta. “Você tinha razão.”

Miguel finalmente se virou, um leve sorriso se formando em seus lábios. Não era um sorriso de triunfo, mas de reconhecimento. Ele sabia que ela havia descoberto. “Eu sinto muito, Sofia. Pelo que você teve que descobrir. E por ter que descobrir por mim.”

“Eu o amava, Miguel”, ela disse, a voz embargada pela emoção, mas ela a controlou rapidamente. “Eu confiei nele. E ele me traiu da pior forma possível. Pior do que você imagina.”

Miguel se levantou e deu um passo em sua direção. Ele parou a uma distância respeitosa, mas a intensidade de seu olhar era palpável. “Traições nunca são fáceis de digerir. Mas a dor pode ser um combustível poderoso.”

“Combustível para quê?”, Sofia perguntou, desafiadora.

“Para a vingança”, ele respondeu, a voz baixa, mas carregada de uma promessa perigosa. “Para se certificar de que quem te machucou pague o preço.”

Sofia respirou fundo. A palavra "vingança" ressoou em sua mente. Era o que ela desejava, mas a ideia de se aliar a Miguel, um homem da máfia, para isso a perturbava. Contudo, o que mais ela tinha? Marco estava infiltrado em seu mundo, manipulando-a. Ela estava cercada.

“E como você propõe que essa vingança aconteça?”, ela questionou, o ceticismo tingindo sua voz.

Miguel estendeu a mão para ela, e por um instante, Sofia hesitou. Aquele gesto era mais do que uma simples oferta de ajuda; era um convite para entrar em um mundo onde as regras eram diferentes, onde a justiça era feita com as próprias mãos. Ela olhou para a mão dele, forte e marcada, e depois para seus olhos, que prometiam proteção e destruição na mesma medida.

“Nós vamos desmantelar o império dele, peça por peça”, Miguel disse, o tom confiante. “Vamos expor seus negócios sujos, suas mentiras. Vamos garantir que ele perca tudo. E depois… ele pagará com sangue, assim como seu pai pagou.”

As palavras dele eram chocantes, brutais, mas estranhamente… confortantes. Pela primeira vez desde que descobriu a verdade, Sofia sentiu um vislumbre de esperança. Uma esperança sombria, talvez, mas esperança, nonetheless. Ela precisava de alguém ao seu lado, alguém que entendesse o jogo sujo que estava sendo jogado. E Miguel, por mais perigoso que fosse, parecia ser a única opção.

Ela olhou para a mão estendida de Miguel. A imagem do pai, sorrindo em uma antiga fotografia na sala, surgiu em sua mente. Ele não aceitaria que seu legado fosse manchado por um traidor. E ela, sua filha, não permitiria.

Com um suspiro que parecia liberar parte da tensão que a oprimia, Sofia colocou sua mão na de Miguel. O toque foi firme, um aperto de aliança. Seus dedos se entrelaçaram, e naquele instante, um novo pacto foi selado. Um pacto de sangue e vingança, sob o olhar silencioso da cidade que tudo via.

“Marco foi apenas o começo, Miguel”, Sofia disse, a voz agora com uma nova força, uma determinação fria que assustou até mesmo a si mesma. “Meu pai não merecia isso. E eu não vou descansar até que todos os envolvidos paguem.”

Miguel apertou a mão dela com mais força. “Eles pagarão, Sofia. Eu garanto isso. Juntos, nós vamos fazer com que eles se arrependam de ter nascido.”

A promessa de Miguel pairou no ar, tão pesada quanto a poluição que envolvia a cidade. Sofia sabia que estava cruzando uma linha perigosa, entrando em um mundo de sombras e violência. Mas a dor da perda e a fúria da traição a impulsionavam. Ela não era mais a mesma mulher. A herança de seu pai não era apenas um império para administrar, mas também uma luta pela justiça que ela estava determinada a vencer, custe o que custar. E agora, com Miguel ao seu lado, a vingança parecia não apenas possível, mas inevitável.

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