Paixão de Luto e Sangue

Capítulo 8 — A Armadilha Perfeita e o Sacrifício Necessário

por Eduardo Silva

Capítulo 8 — A Armadilha Perfeita e o Sacrifício Necessário

A informação sobre a nova entrega no porto 5, obtida na noite anterior, era a chave que Sofia e Miguel precisavam. Eles sabiam que era uma oportunidade única de pegar Marco em flagrante, mas também sabiam que seria a operação mais perigosa até agora. O contato de Marco, agora o substituto do Corvo, era um homem conhecido pela crueldade e pela lealdade cega ao seu chefe.

“Precisamos de provas irrefutáveis”, Sofia disse, enquanto examinava as fotos do porto que Miguel havia conseguido. “Algo que não possa ser contestado. Dinheiro, drogas, o que quer que seja. Temos que filmar tudo.”

Miguel assentiu, o olhar fixo em um dos armazéns mais isolados do porto. “É ali. O armazém 12. O Corvo (o original) me disse que era onde as mercadorias mais valiosas eram escondidas antes de serem distribuídas.”

A noite chegou, fria e úmida, com uma garoa persistente que tornava o ambiente ainda mais sinistro. Sofia e Miguel se posicionaram em um prédio abandonado com vista para o armazém 12. Miguel estava equipado com uma câmera de alta tecnologia, capaz de captar imagens nítidas mesmo na escuridão.

“Lembre-se, Sofia, nosso objetivo é pegar Marco. Os capangas dele são secundários”, Miguel disse, ajustando o foco da câmera. “Eu vou entrar. Você fica aqui, me dando cobertura e monitorando as comunicações.”

“Não, Miguel. Eu vou com você”, Sofia disse, a voz firme. “Eu conheço os planos de meu pai. Posso identificar os produtos, as rotas. E se algo der errado, eu posso ser sua distração.”

Miguel a olhou, o olhar avaliador. Ele sabia que ela era corajosa, mas o perigo era real. “Sofia, isso é muito arriscado. Se Marco te reconhecer…”

“Ele não vai me reconhecer. Eu estou usando um disfarce. E se ele me vir, eu posso criar a distração que você precisa para escapar. Eu não vou ficar parada enquanto você corre todo o risco.”

Miguel hesitou por um momento, a preocupação evidente em seus olhos. Mas ele sabia que ela não cederia. E, de alguma forma, a presença dela ao seu lado o fortalecia. “Tudo bem. Mas você faz exatamente o que eu disser. Sem riscos desnecessários.”

Vestidos com roupas escuras e capuzes, eles se esgueiraram pelas sombras do porto. A atmosfera era carregada de tensão. O cheiro de sal, diesel e peixe podre pairava no ar. O som distante das ondas batendo contra os píeres criava uma trilha sonora sinistra para a missão.

Eles se aproximaram do armazém 12. A porta estava entreaberta, e sons abafados de atividade vinham de dentro. Miguel fez um sinal para Sofia, indicando que ela deveria ficar para trás e observar. Ele entrou sorrateiramente, a câmera em punho.

Minutos se passaram em silêncio tenso. Sofia observava a entrada do armazém, o coração batendo acelerado em seu peito. De repente, ela ouviu um barulho vindo de outra direção. Um grupo de homens se aproximava, armados.

“Miguel!”, Sofia sussurrou no comunicador, o pânico na voz. “Temos companhia! Vindo pela lateral!”

Miguel apareceu na porta, o rosto tenso. “Eu vi. Eles não deviam estar aqui. É uma armadilha.”

Sofia sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Marco sabia que eles viriam. Ele havia planejado tudo.

“Precisamos sair daqui”, Miguel disse, puxando Sofia.

Mas eles não tiveram tempo. Os homens armados cercaram o armazém. Tiros começaram a ecoar no ar. Sofia e Miguel se jogaram no chão, buscando abrigo atrás de algumas caixas de madeira.

“Eu sabia que ele era esperto, mas nunca imaginei que fosse tão longe”, Miguel rosnou, disparando contra os atacantes.

Sofia, apesar do medo, pegou uma pistola que Miguel lhe dera. Ela nunca havia atirado em alguém antes, mas a necessidade a impelia. Ela disparou contra um dos homens, que caiu no chão.

A troca de tiros se intensificou. A fumaça da pólvora enchia o ar. Em meio ao caos, Sofia avistou Marco, parado à distância, observando a cena com um sorriso cruel. Ele estava se divertindo com a situação.

“Marco!”, Sofia gritou, a voz cheia de fúria.

Marco a viu. Seus olhos se arregalaram por um instante, surpresos. Ele não esperava que ela estivesse ali.

“Temos que sair daqui, Sofia!”, Miguel gritou, puxando-a em direção a uma saída lateral.

Mas, no momento em que eles se levantavam, um dos homens de Marco disparou contra Miguel. Ele caiu no chão, um grito abafado escapando de seus lábios. A bala o atingiu no ombro.

Sofia paralisou por um segundo, o horror tomando conta dela. “Miguel!”

Ela correu até ele, ignorando os tiros que ainda ecoavam. Marco se aproximou, um sorriso de escárnio no rosto. “Ora, ora, se não é a pequena Sofia. Achou que podia brincar de espiã?”

Sofia se ajoelhou ao lado de Miguel, tentando estancar o sangramento em seu ombro. “Você é um monstro, Marco!”

Marco riu. “Eu faço o que for preciso para proteger o meu império. E você, minha querida, é uma ameaça que precisa ser eliminada.”

Ele levantou a arma, apontando para Sofia. Mas, antes que ele pudesse disparar, Miguel, com um esforço sobre-humano, disparou contra Marco. A bala atingiu o braço de Marco, fazendo-o soltar a arma e gritar de dor.

A distração foi o que Sofia precisava. Ela ajudou Miguel a se levantar e, juntos, eles correram para a escuridão, deixando para trás o caos e a violência. Eles conseguiram escapar, mas o preço foi alto. Miguel estava ferido, e Marco sabia que eles estavam atrás dele.

Chegando a um local seguro, Sofia cuidou do ferimento de Miguel. A proximidade, a preocupação mútua, criaram um momento de intimidade dolorosa.

“Você está bem?”, Sofia perguntou, a voz embargada pela emoção.

Miguel a olhou, os olhos cheios de gratidão e uma dor que ia além do ferimento físico. “Eu vou ficar bem. Graças a você.”

Ele segurou a mão dela, o aperto firme. “Eu sinto muito por ter te colocado nessa situação. A armadilha foi perfeita. Marco sabia que viríamos.”

Sofia apertou a mão dele. “Nós não podemos desistir, Miguel. Marco tem que pagar. Meu pai não pode ter morrido em vão.”

Ela olhou para a arma que Marco havia deixado cair. Era uma prova, mas ainda não era suficiente. Eles precisavam de mais. Precisavam de um golpe que desmantelasse o império dele de vez.

“Marco vai tentar fugir agora”, Miguel disse, a voz fraca, mas determinada. “Ele sabe que estamos na cola dele. Precisamos pensar rápido. Precisamos armar a nossa própria armadilha. Uma que ele não consiga escapar.”

Sofia olhou para Miguel, a força em seus olhos a inspirando. A armadilha perfeita havia sido montada por Marco, mas agora era a vez deles. Era hora de usar a raiva, a dor e o amor que sentiam para criar uma armadilha que levaria Marco à ruína. O sacrifício de Miguel em protegê-la, o ferimento que ele sofreu, não seria em vão. Sofia jurou para si mesma que ele pagaria. E ela, com Miguel ao seu lado, estava pronta para fazer o que fosse preciso.

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